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O que é preciso para ir direto da graduação para o doutorado?

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O que é preciso para ir direto da graduação para o doutorado?

Quem pensa em um doutorado logo imagina a parte dos estudos que vem depois de longos, longos anos. E pudera: conte aí os três anos de ensino médio, somados aos quatro (ou cinco, ou mais) da graduação, além de possíveis dois anos de uma pós-graduação lato sensu, e dois ou três aninhos de mestrado. Somando tudo, são mais de dez anos de caminhada, de degrau em degrau.

O caminho descrito aí em cima pode parecer, a princípio, uma evolução lógica, compatível com a autonomia crescente de um pesquisador. Pouco a pouco, então, quem continua dentro da academia ganha mais independência e consegue desenvolver pesquisas com mais complexidade e mais propriedade — um ponto importante para encarar os desafios de um doutorado. Entretanto, em muitas universidades nos Estados Unidos e na Europa, é possível pular as etapas que intermediam o trajeto entre graduação e PhD, e “ir direto”.

“Um aspecto essencial dos candidatos ao PhD é a experiência como pesquisadores, porque os nossos programas são muito intensivos em pesquisa. Nós temos que ter certeza de que os estudantes estão preparados para a carga de trabalho de um PhD”

A ideia é que, logo após se graduar, o aluno se candidate ao programa de PhD, usando como base seu histórico acadêmico para demonstrar que conseguiria acompanhar o curso e dar contribuições válidas à academia. No Brasil, esse cenário ainda soa estranho, já que é bastante incomum nas instituições de ensino. Entidades como o IMPA (Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada), no Rio de Janeiro, por exemplo, até oferecem um caminho alternativo, moldado aos alunos que já possuem um grau mais avançado desde a graduação. Mas iniciativas assim continuam a ser exceção entre as universidades brasileiras.

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Nas instituições no exterior, entretanto, este é um caminho possível e que funciona também para os candidatos brasileiros. Como explica o escritório de admissões da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, mais do que procurar candidatos que cumpram os pré-requisitos básicos, a preocupação é de admitir quem esteja preparado para o tipo de experiência pela qual vai passar na universidade. “Um aspecto essencial dos candidatos ao PhD é a experiência como pesquisadores, porque os nossos programas são muito intensivos em pesquisa. Nós temos que ter certeza de que os estudantes estão preparados para a carga de trabalho de um PhD”.

Para conseguir determinar se o estudante está “pronto”, o jeito é aderir a uma série de pré-requisitos que deem sinais da preparação do estudante. Entram para a lista, na application, o histórico acadêmico, e experiências anteriores na área, além das conquistas acadêmicas e recomendações de professores. Outro ponto destacado pelo setor de Admissões de Stanford é uma indicação da “aptidão acadêmica” por meio do teste geral GRE, comum nas seleções para pós-graduação no exterior. A vantagem do GRE, para as universidades estrangeiras, é ter uma avaliação padronizada para os candidatos de diferentes origens. Como é difícil estabelecer uma comparação justa entre as notas obtidas por centenas de candidatos oriundos de dezenas de países, ter um teste comum faz muito sentido.

Para além das “provas” adicionadas à application que podem indicar sua aptidão para um PhD, a possibilidade de pular algumas etapas rumo ao título de doutor depende da área de atuação. Se você tiver uma base sólida de formação em Química, por exemplo, e contar com algumas publicações científicas no currículo na graduação, é mais provável que consiga embarcar direto. Áreas mais fechadas, como o Direito, exigem um passo a passo mais rígido.

São passos essenciais que determinam a possibilidade de fazer um PhD logo após a graduação: o campo de estudo em que se está inserido e a maturidade intelectual e acadêmica, que deve ser suficiente para assumir mais autonomia enquanto pesquisador.

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