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11.07.13

Como usar as férias para aumentar as chances de realizar sonhos estudantis

Como usar as férias para aumentar as chances de realizar sonhos estudantis

Tempo livre pode ser usado para pesquisar e investir em projetos que tornam o currículo atrativo para admissão em universidades estrangeiras

Confira a matéria que o portal IG publicou sobre como você pode utilizar o seu tempo livre nas férias para melhorar as suas chances de ser admitido por uma universidade no exterior: 

Cinthia Rodrigues – IG – 06.07.2013

Como você imagina seu futuro acadêmico? Já pensou em estudar em alguma das melhores universidades do mundo? Receber uma bolsa para ser um aluno pesquisador? Sonhos assim passam pela cabeça da muitos estudantes, mas para que se aproximem da realidade é preciso mais do que dedicação na escola. As férias são o período ideal para atividades extra-curriculares, pesquisas e etapas trabalhosas para estar pronto quando as oportunidades – cada vez mais frequentes – aparecerem.

“As universidades de ponta querem alto nível acadêmico, mas também curiosidade e engajamento e buscam saber se o candidato tem isso conferindo seus projetos paralelos”, comenta Laila Parada-Wordy, coordenadora do programa de preparação para inscrições em instituições no exterior da Fundação Estudar.

O primeiro passo é expandir os horizontes. Ao contrário da escola que oferece disciplinas e conteúdos específicos, as férias devem ser usadas para pesquisar o que o mundo oferece que pode despertar um excelente estudante ou pesquisador em você. Quem vai viajar pode, por exemplo, visitar a universidade local, principalmente se for no exterior. No Brasil, a USP tem programação de férias que inclui museus e mostra das pesquisas que realiza.

Sem sair do lugar, mas com um computador a mão, é possível saber muito sobre as instituições educacionais de qualquer país. Todas as universidades estão na internet e exibem páginas que incentivam os alunos a conhecer seus cursos, pesquisas, campi e vida acadêmica. Muitas vezes os contatos de professores e alunos estão abertos para quem quiser conversar.

“Meu conselho é começar a pesquisar muito cedo. Quando faltar um ano para a bolsa, o aluno pode pedir ajuda a instituições que lidam com isso, mas o ideal é que ele já tenha algo a oferecer quando chegar neste ponto”, diz Becky Reuse, especialista em candidaturas da Laspau, ONG americana que atende candidatos do Ciência Sem Fronteiras a universidades como Yale e Harvard.

Muito a fazer

Para quem já escolheu alguns sonhos para perseguir, as férias devem ser usadas para organizar o material e construir o currículo solicitado para a vaga. No caso das universidades dos Estados Unidos e Europa, os processos seletivos são abertos em agosto e toda a documentação precisa ser entregue até julho do ano seguinte. O período é longo porque as exigências também o são.

“Diferente do Brasil em que a seleção é feita por uma prova, o vestibular, nos Estados Unidos as faculdades tentam avaliar a pessoa pelo que já fez”, comenta Laila. Isso inclui histórico escolar, cartas de recomendação de professores, elementos que comprovem participação em projetos esportivos, culturais, artísticos e voluntariado. Tudo preenchido e anexado a formulários específicos de cada instituição e com traduções.

O recomendado é que o aluno explore cartas modelos, converse com alunos aprovados e saiba orientar o professor sobre o que o avaliador internacional quer saber sobre o candidato. “Nos Estados Unidos, o aluno nem vê esta carta, mas no Brasil muitas vezes ele acaba vendo e, para não se decepcionar, é recomendado que converse com o educador antes”, diz Laila.

Outras exigências na maioria das instituições americanas são resultados mínimos em duas provas padronizadas: o SAT, que avalia os conhecimentos escolares, e o Toefl ou similar, exigido para comprovar que o candidato se comunica em inglês. Ambos têm simulados online em abundância que permitem ao aluno saber antecipadamente qual pontuação está atingindo em média e se já tem o mínimo exigido para a instituição.

A coordenadora do Estudar Fora, Giana Andonini, reforça a necessidade do inglês e aconselha as pessoas que tentarão vaga ou bolsa no exterior a investir tempo das férias nisso. “Para quem ainda não sabe a gramática, precisa ser um curso, mas também pode ser em chats em inglês e mesmo sites em que voluntários conversam com estrangeiros que querem melhorar sua pronúncia”, diz.

Outra opção que já cumpre também o papel de atividade extra é fazer um curso em inglês. Há muitas opções gratuitas online, inclusive de aulas das universidades visadas em sites como EdX e Coursera . Para quem não quer estudar em plenas férias, mas tem objetivo de investir na formação também vale se engajar em um projeto voluntário. Há opções para todos os gostos em sites como owww.onlinevolunteering.org  da ONU, ou o www.voluntariosonline.org.br  para ações no Brasil.

“A dica é não fazer nada que não tenha vontade, afinal é seu tempo livre, mas procurar algo prazeroso. Muitas vezes a partir disso o aluno encontra uma causa para se engajar”, afirma Giana.

Confira a matéria no portal IG AQUI

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