Um projeto: Fundação Estudar

Colunistas

Orientação de especialistas e experiências de estudantes para te ajudar a chegar lá

11.07.13

I wanna be a freshman: SAT 1 – parte 2

I wanna be a freshman: SAT 1 – parte 2

O SAT é um dos exames que pode ser exigido no processo de admissão fora. Quer saber como ele funciona?

Toda vez que alguém pergunta o que é o SAT a resposta mais comum é: “é tipo o ENEM”. Imagino que quem ouve isso deve pensar que irá ter que enfrentar uma maratona de 180 questões divididas em quatro habilidades, sem contar uma redação, num total de 9 horas de prova. É, pensando bem, até que é tipo assim.

O SAT é uma prova de 3 horas e 45 minutos de duração que cobre três principais áreas divididas em dez cronometradas sessões, que podem variar de 10 a 25 minutos. Dessas dez sessões, 3 são de Matemática, 3 de Leitura Crítica, 3 de Escrita (sendo que, uma dessas consiste em fazer uma redação) e uma variável que pode ser de uma das três áreas e que não irá contar para sua nota final. Essa sessão só existe para que os organizadores testem novos tipos de questões e para que você sofra um pouquinho mais. Tirando a redação, todas as outras sessões só possuem questões de múltipla escolha.

Um importante ponto a ser destacado é o sistema de pontuação do exame. Se você acerta uma questão ganha 1 ponto, se você erra perde 0.25 e se você deixa em branco não perde e nem ganha nada. Assim, diferente do que estamos acostumados, nem sempre é jogo chutar. Uma pausa de silêncio para os supersticiosos que sempre chutam C quando não sabem a resposta.

(30 segundos depois)

Contudo, há técnicas de eliminação de opções que contribuem (e muito!) para que você possa chutar com mais clareza. Chutar, antes de tudo, é uma questão de probabilidade. Vamos lá. Se você chuta aleatoriamente numa questão com cinco alternativas você tem 20% de chances de acertar. Levando em conta o sistema de pontuação da prova, a cada 5 questões você ganha 1 ponto e perde 1.25, o que te deixa no prejuízo. Porém, se você consegue eliminar uma alternativa, sua probabilidade de acerto sobe para 25% e, matematicamente, a cada 5 questões você ganha 1 ponto e perde 1 ponto. Desta forma, não precisa ser nenhum Gauss para entender que se você conseguir eliminar 2 ou mais alternativas já vale a pena chutar. Agora, se você não acredita em nada que seja matemático exclua esse parágrafo da sua vida e continue alegremente sua leitura.

A Matemática cobrada no SAT é relativamente bem tranquila. O problema é a grande quantidade de questões em pouco tempo. As questões vem em ordem de dificuldade e o uso de calculadora é liberado. Porém, não pense que irá utilizá-la toda hora. Na maioria das vezes, o uso dela é desnecessário e só te fará perder tempo.

SAT 1

Toda vez que alguém pergunta o que é o SAT a resposta mais comum é: “é tipo o ENEM”. É…é quase isso…

 

As sessões de Leitura Crítica envolvem questões de vocabulários (prepare-se para estudar palavras oriundas de latim e grego, my friend) e de interpretação de textos, muitos textos. Grandes, pequenos, duplos, satíricos, românticos ou científicos, há textos para todos os gostos. É só ler e desfrutar. Mas, faça isso de maneira super rápida. O importante não é ler cada palavra de um texto, mas sim responder certamente suas questões.

A última área, Escrita, possui duas sessões com questões de completar frases e parágrafos e achar erros em sentenças. Além disso, há uma redação que deve ser feita em apenas 25 minutos. Mas fique tranquilo que eles não esperam uma obra clássica de Shakespeare dando esse tempo. Eles querem apenas um primeiro esboço.

No próximo e último texto sobre SAT vou falar sobre como estudei para a prova e vou dar algumas dicas de livros e sites interessantes. Hasta la vista!

__________________________________________________________________________

Renan Ferreirinha é colunista do I wanna be a freshman 

Harvard 13 (1)Sou ex-aluno do Colégio Militar do Rio de Janeiro. Sou cavalariano. Sou flamenguista roxo. Mas não só isso. Sou um potencial economista e cientista político. Sou professor de inglês no projeto Somar. Sou de São Gonçalo (que não é um bairro de Niterói, muito menos fica na Baixada Fluminense). Sou apaixonado por educação e empreendedorismo. Sou freshman em Harvard. E agora, sou escritor do Estudar Fora e responsável pela coluna I wanna be a freshman (tradução de “Eu quero ser um calouro”).

Conecte-se ao Estudar Fora

Prep Course

Leia Mais

estagiários da Microsoft comemorando
impacto social
estudar na Asia
tudo sobre o GMAT