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Bolsas de Estudos

Quais são e como funcionam os programas de bolsas e financiamento

10.06.13

Como funcionam as bolsas de estudo no exterior

pagar pós-graduação no exterior

O Estudar Fora separou alguns pontos importantes em relação às bolsas de estudo no exterior que você precisa entender antes de começar a preencher os formulários

Os custos de fazer uma graduação ou uma pós-graduação no exterior podem ser muito altos para a maioria dos brasileiros. Um ano de graduação em Harvard, por exemplo, custa entre R$ 115 e 125 mil. Já um ano de um curso de Administração na Fundação Getúlio Vargas, um das mais renomadas no Brasil nesta área, é de R$ 32 mil ao ano. A diferença é enorme, por isso, muitos estudantes recorrem a bolsas de estudo.

O mais comum é tentar uma bolsa de estudo (scholarship), por meio de órgãos do governo, instituições que oferecem apoio aos alunos ou por programas federais como o Ciência sem Fronteiras. Além disso, muitas das universidades no exterior oferecem bolsas de estudo aos alunos internacionais. Essas bolsas costumam ser competitivas, e nem sempre cobrem todos os custos do estudante.

O Estudar Fora separou alguns pontos importantes em relação às bolsas de estudo no exterior que você precisa entender antes de começar a preencher os formulários:

Diferenças entre as universidades públicas e privadas
Ao contrário do que é aqui no Brasil, as universidades públicas nos EUA não são gratuitas. A ideia por lá é que os alunos com recursos financeiros suficientes paguem pelas suas mensalidades.

Em geral, é mais barato estudar numa universidade pública do que numa particular, porém, as particulares frequentemente têm programas de auxílio financeiro bem mais generosos aos estudantes, graças aos fundos  financeiros que elas possuem, os endowments. Além disso, as universidades públicas são estaduais e não federais. Isso significa, por exemplo, que apenas quem mora no estado de Maryland paga uma anuidade reduzida para estudar na Universidade de Maryland. Americanos de outros estados, e estrangeiros, pagarão um valor maior. O resultado é que as universidades públicas não são mais baratas para alunos brasileiros, e em muitos casos se tornam ainda mais caras por não terem auxílio financeiro para oferecer aos alunos internacionais.

Leia mais: Conheça as principais instituições que apoiam estudantes com bolsas

Bolsas por mérito e bolsas por necessidade financeira
Em geral, existem dois tipos de auxílio financeiro por parte das universidades: o auxílio merit-based e o need-based. O merit-based é uma ajuda financeira que é oferecida baseada em mérito, no reconhecimento de um talento ou uma realização específica do aluno, independente da sua situação financeira. Você pode ganhar este tipo de bolsa por meio de um excelente desempenho acadêmico no ensino médio, uma pontuação alta nos testes padronizados, ou por se destacar em atividades artísticas, esportivas, ou em um campo específico da ciência.

Segundo Felipe Fonseca, da consultoria especializada em admissões no exterior Daqui pra Fora, as bolsas por esporte, por exemplo, exigem que os alunos estejam em um nível competitivo. “Isso significa que no mínimo eles devem treinar com frequência e participar de competições regionais ou nacionais”, explica.

Já o auxílio tipo need-based é uma ajuda financeira que é oferecida de acordo com a renda da sua família. As universidades americanas mais disputadas, como Harvard e Standford, são todas need-based financial aid. A quantidade de auxílio por need-based que o aluno recebe varia, dependendo da renda e dos bens de seus pais.

Entender a sua necessidade financeira tem impacto também no seu processo de seleção para uma graduação completa fora. Algumas universidades no exterior diferenciam a seleção dos candidatas de acordo com a necessidade financeira dele, considerando o processo como need-blind ou need-aware. Entenda o que cada uma significa AQUI.

Há bolsas suficientes?
Só em 2011, o número de estudantes internacionais nos Estados Unidos cresceu 32%, chegando a um recorde de 723.277 alunos. Segundo um relatório da NAFSA (Association of International Educators), os alunos estrangeiros que estudam nos EUA receberam em 2011 7.7 bilhões de dólares em apoio financeiro.

Além dos órgãos governamentais, como CNPQq e Capes, de programas federais como o Ciência sem Fronteiras, e das instituições que apoiam estudantes, você também pode encontrar programas de bolsas de estudos ofertados pelas agências de intercâmbio.

Leia mais: Veja o especial Ciência sem Fronteiras e conheça mais sobre o maior programa de bolsas para estudos internacionais da história do Brasil

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