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10.06.13

Em busca de qualidade e experiência

Em busca de qualidade e experiência

Por que o Ciência sem Fronteiras foi criado? Conheça a ideia por trás do maior programa de bolsas de estudo internacionais do Brasil

A ideia por trás do programa é aumentar a internacionalização do ensino no Brasil, investir na formação dos estudantes mais talentosos, trocar experiência com países com maior tradição em Educação Superior e permitir a pesquisadores brasileiros acesso aos centros de pesquisa mais avançados. “A expectativa do Governo Federal é de que o Programa Ciência sem Fronteiras intensifique a internacionalização das universidades brasileiras, promovendo um salto de qualidade na educação superior, por meio da prática da mobilidade e intercâmbio de estudantes e pesquisadores”, explica Márcio Ramos de Oliveira, coordenador-geral do Programa Ciência sem Fronteiras.

Mesmo com o crescimento econômico e político do Brasil nas últimas décadas, ainda engatinhamos nos rankings internacionais de qualidade da Educação Superior. A Universidade de São Paulo (USP) é a única do país entre as 200 melhores do mundo no ranking da revista Times Higher Education, mais importante avaliação de universidades do mundo. Ela está na 158ª posição. De olho nisso, o governo federal espera que, com o intercâmbio de alunos, pesquisadores e professores para as instituições que encabeçam a lista, as universidades brasileiras aproveitem da experiência acadêmica de nações com maior tradição em Educação e melhorem a qualidade dos cursos oferecidos aqui. “Esse programa acerta ao destinar a maior parte das bolsas para estudantes de graduação. Dessa forma, alunos jovens, que ainda têm algum tempo na universidade, vão poder dividir com os colegas um olhar diferente sobre o ensino e sobre a importância da pesquisa e da autonomia do estudante no processo de aprendizagem”, acredita Liane Hentschke, Secretária de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Essa visão é compartilhada pelo próprios bolsistas do programa. “Aprendi muito sobre o sistema educacional daqui e misturando com o que sei do Brasil surgem várias ideias para melhorar ambos os lados. Tenho aproveitado para conversar com os professores daqui para levar ideias para minha faculdade. Estou certo que vou poder contribuir muito quando voltar ao Brasil”, acredita Pedro Paiva, aluno de Engenharia Física na Universidade Federal de São Carlos e bolsista do programa de gradação sanduíche no curso de Física Aplicada da University of London.

Além disso, a participação dos alunos na realização de parte de sua graduação no exterior vai permitir que eles tenham uma vivência em país com outro idioma, outras culturas, trazendo na bagagem experiências absorvidas nas melhores universidades no exterior. “O Brasil tem crescido muito e ganhada destaque na economia mundial. Vamos precisar formar líderes para o futuro e é por meio do contato com diferentes culturas e com centros de referência no mundo que vamos conseguir fazer isso”, acredita Aluísio Segurado, vice-reitor de Relações Internacionais da Universidade se São Paulo (USP).

Esse tipo de estratégia foi utilizado nos últimos anos por países como China e Coréia do Sul, que cada vez ganham mais espaço e destaque no ranking da revista Times (a Universidade de Pequim, por exemplo, aparece na 46ª posição e a Universidade de Tsinghua está no 52º posto). A China hoje é o país que mais envia estudantes para universidades estrangeiras e tem conseguido estabelecer importantes parcerias de pesquisa. “Esperamos com esse programa de bolsas proporcionar aos alunos brasileiros uma visão de excelência de ensino, infraestrutura de qualidade e cultura de inovação, o que também irá estimular nossas universidades na busca pelo aprimoramento de suas atividades e estruturas, inclusive com o estabelecimento de novas bases de cooperação em projetos de pesquisa e desenvolvimento com grupos de excelência do exterior”, ressalta o coordenador geral do Programa.

A inovação é outro calcanhar de Aquiles da economia brasileira que o Ciência sem Fronteiras pretende enfrentar. Somos pouco inovadores e parte da culpa é da qualidade do nosso ensino e das pesquisas realizadas por aqui. Em um ranking realizado anualmente pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual e pelo instituto Insead, o Brasil aparece na 58ª posição entre os países mais inovadores. Não lideramos nem na América Latina, estamos bem atrás do Chile (39ª posição). Não à toa, o foco do Ciência sem Fronteiras são as áreas de exatas, biológicas e de tecnologia, principais responsáveis por pesquisas e inovação.

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