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11.07.16

Brasileira conta por que abandonou tudo para ir estudar na Nova Zelândia

estudar na Nova Zelândia

Nesta coluna, a oceanógrafa Mariana Horigome conta como largou um emprego estável e uma cerimônia de casamento no Brasil para correr atrás do curso dos seus sonhos na Nova Zelândia.

Por Mariana Horigome

No coração do Rio de Janeiro, em ascensão na minha carreira com um bom e estável emprego, ninguém acreditou quando resolvi pedir as contas e partir em busca de uma nova aventura. Recebi a notícia que o curso que tanto buscava, Gerenciamento de Projetos, estava sendo aberto dentro de um mês e meio, em New Plymouth, na Nova Zelândia. Corri para fazer o IELTS (prova de proficiência em inglês), cumpri o aviso prévio do meu emprego, cancelei a cerimônia de casamento, adiantei o casório no cartório e parti com meu esposo para Nova Zelândia. Apesar de todo planejamento, parece que tudo mudou em última hora e a correria foi inevitável!

Agora, quase um ano depois, parece que foi tudo muito fácil e só consigo pensar nos grandes desafios que enfrentamos por aqui. A dica principal que deixo para quem pensa em vir para a “terra do Hobbit” e dos esportes radicais é: adapte-se a vida Kiwi (kiwis – como os neozelandeses se denominam). Desista de fazer comparações – cabem cerca de 30 NZs no Brasil – a cidade onde vivo, New Plymouth, por mais que seja a 11ª maior da Nova Zelândia, tem um pouco mais de 1% da população da cidade do Rio de Janeiro.

Além disso, os valores e prioridades kiwis são diferentes. O stress e a competição que vivemos no mercado de trabalho brasileiro não tem o mesmo frenesi aqui. As prioridade são a família, o bem-estar e ser feliz. Então, não se espante se o shopping só ficar aberto até as quatro horas da tarde ou se você for no meio do expediente em um escritório e der de cara com um bilhete “volto já”. Além disso, a confiança e honestidade fazem parte do estilo kiwi de ser, então deixe de lado o “jeitinho brasileiro”.

Isso se reflete na educação: o sistema é muito mais flexível e o sucesso de um estudante depende da dedicação de cada um. As aulas expositivas são curtas e focadas na prática, ou seja, muito do seu aprendizado vem com esforço próprio e consciência das suas obrigações acadêmicas. No começo parece estranho, uma vez que crescemos com o sistema de ensino muito tradicional, acostumados a aprender na sala de aula. Sou estudante de tempo integral e neste semestre, tive apenas duas aulas por semana, mas de fato meu tempo esta super ocupado com estágios, trabalhos, relatórios, apresentações e provas. O desafio se torna muito maior do que simplesmente assistir aula e passar na prova, e por consequência, a nossa formação muito mais completa.

A Nova Zelândia traz um mundo de oportunidades, seja no mercado de trabalho ou até mesmo no estilo de vida, então traga o melhor de você e abra a cabeça para novos desafios.

 

* Foto: A cidade de New Plymouth, na Nova Zelândia / Crédito: Papabear

 

 

 

estudar na Nova ZelândiaSobre a Autora

Mariana Horigome é oceanógrafa com mestrado em estudos ambientais pelo JEMES – Joint European Master in Environmental Studies, programa do Erasmus Mundus. Depois de trabalhar na área de consultoria ambiental, foi para Nova Zelândia fazer uma especialização em Gerenciamento de Projetos. Atualmente, Mariana continua sua aventura na Nova Zelândia, trabalhando com projetos em uma empresa de consultoria em oceanografia e meteorologia.

 

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