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Rede social popular nos EUA e Inglaterra quer aproximar estudantes e facilitar aprendizado de idiomas

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Rede social popular nos EUA e Inglaterra quer aproximar estudantes e facilitar aprendizado de idiomas

A rede social Yubo está iniciando uma campanha para repensar as interações sociais entre jovens na internet, conciliando ambientes online e respeito às diversidades. Para isso, a rede, criada em 2015 por três estudantes de engenharia franceses, tem feito aprimoramentos na plataforma, que promove espaços para grupos de bate-papo com até 10 membros e transmissão em tempo real. Recentemente, ela aboliu o botão “gostar/like” e lançou a campanha “Friends Not Followers” (amigos, não seguidores). 

Com o isolamento social implantando em diversos países, os usuários da Yubo cresceram exponencialmente desde 2020. De janeiro a abril de 2021, o número de streamings diários aumentou em 46%. A maioria dos usuários da Yubo é a chamada Geração Z – pessoas nascidas entre 1995 e 2010. São mais de 40 milhões de usuários dessa faixa etária usando a rede.

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A forma como a plataforma é estruturada torna o ambiente mais acolhedor e menos competitivo, quando comparado às outras redes sociais. Isso faz com que muitos jovens encontrem no Yubo um espaço mais confortável para falar de assuntos pessoais, como sexualidade. Além disso, com objetivo de manter os ambientes online menos agressivos, a rede permite reportar diretamente casos de homofobia e racismo. É um diferencial quando comparada aos outros espaços, como Twitter e Facebook, onde as possibilidades de denúncias são apenas de tópicos mais abrangentes, como “reportar discurso de ódio”. 

Uma rede social aliada à representatividade LGBT

Logo que o usuário se cadastra no aplicativo, são apresentados blocos temáticos que permitem a busca por grupos que falem sobre assuntos de interesse, sendo um dos principais blocos o de LGBT. “O Yubo sempre deixou claro que existe uma comunidade LGBT no aplicativo”, conta Enzo Silenzi (Schonungen), brasileiro que mora na Europa desde 2014, e na Alemanha desde 2019.

Enzo, que cresceu em Barcelona, na Espanha, conta que a mudança para uma cidade da Bavária, região do interior da Alemanha e muito religiosa, foi difícil. “Fiquei muito mal nos primeiros meses, não gostava de ninguém e odiava o lugar que estudava”, explica. A falta de representatividade LGBT foi um dos principais fatores que fez com que ele se sentisse sozinho no novo país. 

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Uma das formas que Enzo encontrou para amenizar as dificuldades na nova cidade foi manter contato com dois de seus melhores amigos, Samuel de Souza (Sam) e Thiago Hensel. Os três se conheceram no Yubo em 2019 e, a partir de então, se tornaram grandes amigos.  “O Thiago e o Sam, para mim, são quase como uma família, a gente criou uma conexão inseparável”, conta Enzo. Naquele momento difícil da vida do estudante, essa amizade foi fundamental para ele se sentir menos sozinho na nova cidade.

Um aplicativo que permite fazer amigos e treinar idiomas

“Quando cheguei na Alemanha, fiquei completamente perdido, olhava as placas e não entendia nada”, conta Samuel de Souza, o Sam, que foi morar em Dortmund, na Alemanha, com a avó após concluir o ensino fundamental no Brasil. 

Sam conta que entrou no Yubo logo após chegar no país, e passou a utilizá-lo com frequência para ter alguém para conversar,  tentar melhorar os idiomas que estava aprendendo e manter um laço com o país de origem. Na rede social, ele fazia lives com pessoas da Alemanha, EUA e Inglaterra, “comecei a melhorar meu inglês por conta do aplicativo e me senti um pouco mais perto do Brasil”.

Uma das vantagens do Yubo apontada por Sam é que, nele, os usuários não são limitados a conversarem apenas com os seguidores. Nele, é possível encontrar e conversar com pessoas de países e lives que o usuário quiser. “Acho que o Yubo facilita a comunicação com pessoas do mundo todo”, afirma.

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