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15.04.16

“Voltei certo de que poderia fazer algo grande”, diz criador do Me Salva

empreender em Stanford

O gaúcho Miguel Andorffy já tinha 10 milhões de visualizações em seu canal no YouTube quando foi a Stanford para "aprender a empreender".

Por Beatriz Montesanti

Uma das maiores plataformas de educação do país, o Me Salva não surgiu como uma start-up comum, conta Miguel Andorffy, cocriador da plataforma ao lado do colega Guilherme Piccoli. Ao contrário da maior parte das empresas que investem em inovação para crescer rapidamente, o Me Salva nunca precisou passar por um ciclo de validação com o cliente. “Não decidi que queria ter uma empresa e procurei algo para fazer. Na verdade, estava dando aula, de repente o Me Salva surgiu e estamos aqui até hoje”, explica ele.

Miguel tinha dezoito anos quando começou a dar aulas para alunos do segundo semestre de cálculo da sua faculdade. Um dia, decidiu gravar um vídeo com exercícios e postá-lo no YouTube. “Dali em diante acho que não fiz mais nada da vida além disso”, brinca, referindo-se ao empreendimento que hoje tem mais de 71 milhões de visualizações e atinge 500 mil pessoas pelo Brasil a cada mês.

Stanford te motiva a ver como os grandes empreendimentos e ideias da humanidade foram feitas por pessoas como você

“Não fazer mais nada”, porém, não é bem verdade: ele mesmo ainda é estudante de engenharia elétrica. “Tenho 97% do curso concluído na Federal do Rio Grande do Sul”, comemora.

Em 2012, Miguel recebeu o prêmio Jovens Inspiradores e uma bolsa da Fundação Estudar. Isto possibilitou que ele fosse fazer um curso de verão em Stanford, epicentro do empreendedorismo nos Estados Unidos. Na época, o Me Salva já existia em menores proporções: “Estávamos começando, ainda não existia a empresa nem nada”, lembra ele. “Não tinha receita, modelo, produtor… só muita boa vontade”. Tinha também mais de 10 milhões de visualizações no YouTube.

“Fui para Stanford com essa expectativa: tenho uma coisa na mão, que está andando, está ganhando resultado, mas não sei bem o que é. Minha prioridade era viabilizar meu projeto, então me voltei para onde poderia trabalhar essa parte do empreendedorismo”, conta. Ele escolheu Stanford pelo seu background de engenharia e por poder associar seu foco em educação com tecnologia e inovação.

Foi durante os dois meses que passou lá, por exemplo, que Miguel aprendeu como criar uma plataforma online – o que foi essencial para viabilizar a expansão do Me Salva. Mas ele afirma que o que mais lhe transformou da experiência foi o que viveu fora da sala de aula: “A quantidade de pessoas que conheci, as novas iniciativas que vi, me abriram a cabeça para pensar além do meu bairro. Fui uma pessoa e voltei outra”, afirma.

empreender em Stanford

Miguel com a equipe do Me Salva no escritório em Porto Alegre

Dois anos mais tarde, o Me Salva já atingiu a marca de 71 milhões aulas assistidas e mobiliza mais de 70 professores e diversos investidores. “Temos um negócio muito bacana que não só para em pé como impacta a vida de muita gente. E temos um propósito muito forte que é o de transformar a educação no Brasil”.

Para ele, beber um pouco da água do Vale do Silício foi fundamental para que isso acontecesse. “Stanford te motiva a ver como os grandes empreendimentos e ideias da humanidade foram feitas por pessoas como você. Ninguém nasce com uma bola de cristal ou cai com a sorte na mão. É o esforço que constrói as grandes ideias. Voltei sem um real no bolso e com a certeza que poderia fazer algo grande, que transformasse vidas”, finaliza.

 

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