Um Projeto: Fundação Estudar
empreender em Stanford

“Voltei certo de que poderia fazer algo grande”, diz criador do Me Salva

Por Redação do Estudar Fora

Por Beatriz Montesanti

Uma das maiores plataformas de educação do país, o Me Salva não surgiu como uma start-up comum, conta Miguel Andorffy, cocriador da plataforma ao lado do colega Guilherme Piccoli. Ao contrário da maior parte das empresas que investem em inovação para crescer rapidamente, o Me Salva nunca precisou passar por um ciclo de validação com o cliente. “Não decidi que queria ter uma empresa e procurei algo para fazer. Na verdade, estava dando aula, de repente o Me Salva surgiu e estamos aqui até hoje”, explica ele.

Miguel tinha dezoito anos quando começou a dar aulas para alunos do segundo semestre de cálculo da sua faculdade. Um dia, decidiu gravar um vídeo com exercícios e postá-lo no YouTube. “Dali em diante acho que não fiz mais nada da vida além disso”, brinca, referindo-se ao empreendimento que hoje tem mais de 71 milhões de visualizações e atinge 500 mil pessoas pelo Brasil a cada mês.

Stanford te motiva a ver como os grandes empreendimentos e ideias da humanidade foram feitas por pessoas como você

“Não fazer mais nada”, porém, não é bem verdade: ele mesmo ainda é estudante de engenharia elétrica. “Tenho 97% do curso concluído na Federal do Rio Grande do Sul”, comemora.

Em 2012, Miguel recebeu o prêmio Jovens Inspiradores e uma bolsa da Fundação Estudar. Isto possibilitou que ele fosse fazer um curso de verão em Stanford, epicentro do empreendedorismo nos Estados Unidos. Na época, o Me Salva já existia em menores proporções: “Estávamos começando, ainda não existia a empresa nem nada”, lembra ele. “Não tinha receita, modelo, produtor… só muita boa vontade”. Tinha também mais de 10 milhões de visualizações no YouTube.

“Fui para Stanford com essa expectativa: tenho uma coisa na mão, que está andando, está ganhando resultado, mas não sei bem o que é. Minha prioridade era viabilizar meu projeto, então me voltei para onde poderia trabalhar essa parte do empreendedorismo”, conta. Ele escolheu Stanford pelo seu background de engenharia e por poder associar seu foco em educação com tecnologia e inovação.

Foi durante os dois meses que passou lá, por exemplo, que Miguel aprendeu como criar uma plataforma online – o que foi essencial para viabilizar a expansão do Me Salva. Mas ele afirma que o que mais lhe transformou da experiência foi o que viveu fora da sala de aula: “A quantidade de pessoas que conheci, as novas iniciativas que vi, me abriram a cabeça para pensar além do meu bairro. Fui uma pessoa e voltei outra”, afirma.

empreender em Stanford
Miguel com a equipe do Me Salva no escritório em Porto Alegre

Dois anos mais tarde, o Me Salva já atingiu a marca de 71 milhões aulas assistidas e mobiliza mais de 70 professores e diversos investidores. “Temos um negócio muito bacana que não só para em pé como impacta a vida de muita gente. E temos um propósito muito forte que é o de transformar a educação no Brasil”.

Para ele, beber um pouco da água do Vale do Silício foi fundamental para que isso acontecesse. “Stanford te motiva a ver como os grandes empreendimentos e ideias da humanidade foram feitas por pessoas como você. Ninguém nasce com uma bola de cristal ou cai com a sorte na mão. É o esforço que constrói as grandes ideias. Voltei sem um real no bolso e com a certeza que poderia fazer algo grande, que transformasse vidas”, finaliza.

 

Quer saber mais sobre cursos no exterior na área de Educação? Baixe gratuitamente o nosso especial “Pós-Graduação em Educação”!

 

Leia também:
Um médico no MBA de Harvard: “O MBA me deu segurança para empreender”
“Falar de negócios em Babson é como discutir futebol no Brasil”
Estudante de Stanford cria organização para unir tecnologia e impacto social

O que achou do post? Deixe um comentário ou marque seu amigo