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Quais são e como funcionam os programas de bolsas e financiamento

13.03.15

Saiba como funcionam as Bolsas Chevening para estudar no Reino Unido

Saiba como funcionam as Bolsas Chevening para estudar no Reino Unido

Entenda qual é o perfil de aluno desejado pelo programa e vejas dicas de um bolsista!

Por Carolina Campos

As bolsas de estudo Chevening são concedidas desde 1983 pelo governo britânico para alunos de mais de 160 países, incluindo o Brasil, que tenham sido aprovados em universidades do Reino Unido. Em 2014/2015 foram oferecidas mais de 600 bolsas. Hoje, existem cerca de 43.000 ex-bolsistas Chevening pelo mundo.

A bolsa cobre as passagens de ida e volta para o Reino Unido, anuidade de até £ 13.000 (caso este valor seja ultrapassado, o aluno deverá arcar com o valor remanescente) e gastos com despesas pessoais. Em geral, as bolsas são concedidas para programas de pós-graduação de um ano (mestrado ou MBA). Candidatos das mais diversas áreas (humanas, exatas e biológicas) podem concorrer.

No entanto, conseguir uma bolsa Chevening exige muito esforço. O Conselho Britânico é bastante rigoroso e só concede a bolsa para alunos que tenham notas excelentes, demonstrem potencial de liderança e sejam formadores de opinião. Outras características esperadas de um bolsista são:

– Ser formado há até 10 anos (é o que eles chamam de mid-career), demonstrar habilidade intelectual e ter potencial de liderança;
– Ter experiência profissional de, pelo menos, dois anos (aqui também se aplicam trabalho voluntário, estágio remunerado ou não-remunerado);
– Desejar retornar ao seu país de origem após concluir os estudos para utilizar os conhecimentos adquiridos no Reino Unido;
– Possuir um histórico profissional de excelência e conquistas, e ter potencial para se tornar um grande líder em sua área;
– Demonstrar que possui as qualidades pessoais necessárias para se beneficiar da bolsa de estudos e utilizá-la em sua carreira;
– Desejar se conectar a outros bolsistas Chevening enquanto estiver estudando no Reino Unido e também depois que retornar ao seu país de origem;
– Possuir uma ideia bastante clara de como o curso que irá fazer poderá beneficiar seu país de origem.

É preciso demonstrar que você tem potencial para ser uma pessoa de destaque no seu meio e que deseja utilizar os conhecimentos adquiridos para contribuir com o Brasil

O processo seletivo tem apenas duas fases: na primeira, o candidato envia a documentação exigida e as cartas de recomendação. Na segunda, é convidado para uma entrevista em inglês na Embaixada Britânica ou em cidades que tenham consulado britânico. A fase da entrevista é, não sem razão, a mais temida.

Logo no início, os entrevistadores pedem para o candidato falar de si mesmo. Por isso, é fundamental ter clareza dos seus objetivos ao fazer o curso na Inglaterra. “É preciso demonstrar que você tem potencial para ser uma pessoa de destaque no seu meio e que deseja utilizar os conhecimentos adquiridos para contribuir com o Brasil”, diz Danilo Limoeiro, de 33 anos, doutorando em Ciência Política no MIT (Massachusetts Institute of Technology), que foi bolsista Chevening durante seu mestrado em Estudos Latino-Americanos na Universidade Oxford, em 2009.

Além disso, na entrevista, você também poderá ser questionado sobre como estudar no exterior poderá auxiliá-lo em sua carreira e onde você se vê daqui cinco anos. Atenção: uma das perguntas mais importantes é “qual a posição máxima que você acha que pode alcançar na vida?”. Os especialistas ouvidos pelo Estudar Fora disseram que, neste ponto, é importante deixar de lado a modéstia e demonstrar suas verdadeiras ambições.

Para ter tranquilidade no processo, o ideal é se candidatar ao programa com antecedência mínima de um ano e meio a dois anos. “Se você quiser aplicar para o mestrado no final de 2016, por exemplo, é preciso aplicar já neste ano para a bolsa. Você nem sabe se foi admitido na universidade e já está fazendo o processo seletivo da bolsa de forma paralela”, diz Danilo. Veja aqui os prazos para aplicar para a bolsa Chevening.

Dentre os fatores que contribuíram para a sua aprovação, Danilo considera que ter sido servidor público pode ter influenciado. “Passar num concurso público concorrido quando ainda se é muito jovem pode demonstrar que o candidato é esforçado e busca novos desafios”, afirma. A clareza de propósitos também foi essencial: “Precisei mostrar o que eu realmente pretendia com o curso e como poderia contribuir com meu país depois que qualificasse na Inglaterra”.

 

No site da bolsa Chevening você encontra mais detalhes sobre o processo de seleção e como funciona a bolsa no Brasil.

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