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Graduação

O que você precisa saber para cursar uma graduação fora do Brasil

05.09.14

Por dentro dos colleges americanos: mais flexibilidade e experimentação

Por dentro dos colleges americanos: mais flexibilidade e experimentação

No exterior, estudantes têm diversas disciplinas opcionais e escolhem a área em que querem se formar somente no 2º ano da graduação. Saiba mais!

O sistema de ensino superior brasileiro muitas vezes é cruel. Adolescentes de 17 e 18 são forçados a decidir, na hora de prestar o vestibular, o que farão com suas vidas – teoricamente – pelas próximas décadas. O resultado todo mundo já sabe: diversas pessoas trocam de curso ao longo da graduação, outras simplesmente desistem e a há ainda as que se formam sem a segurança de terem tomado a decisão correta.

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No exterior e, especialmente nos Estados Unidos, a situação é bem diferente. O estudante declara apenas no 2º ano do curso a área em que pretende se formar (major) e, até o último ano, pode mudar sua decisão. Ou seja, não é preciso ingressar no ensino superior já sabendo o que se quer fazer. Ao contrário, você terá tempo suficiente para “experimentar” diversas disciplinas antes de optar por uma área de formação.

Durante o college (que dura quatro anos), o aluno terá disciplinas obrigatórias e eletivas (que poderá escolher). As obrigatórias são chamadas de Core Requirements, e devem ser cumpridas por todos, independentemente do curso pretendido.

Em algumas universidades, como Harvard, os Core Requirements recebem outros nomes. Na instituição mais famosa do mundo eles são chamados de General Education Classes e são agrupados em diferentes áreas do saber, como matemática/informática, história, literatura, línguas estrangeiras, ciências sociais, ciências físicas/naturais, história da arte, entre outras.

Mesmo dentro dessas áreas obrigatórias, é possível escolher dentre as várias disciplinas oferecidas aquelas de preferência. Harvard exige, por exemplo, que o aluno curse três disciplinas (chamadas de créditos) na área de matemática/informática. Para cumprir esse requerimento, o estudante poderá optar por “Fundamentos da Matemática I”, “Pré-cálculo”, “Introdução à Programação”, dentre várias outras.

Estudante do 2o ano de graduação em Harvard, Renan Ferreirinha, colunista do Estudar Fora, esclarece que, no caso da sua universidade, das 32 matérias que o aluno fará nos seus quatro anos de graduação, oito são Gen-Eds (termo que os alunos usam para se referir aos General Education Classes – as áreas de estudo obrigatórias).

As outras matérias, o aluno escolhe de acordo com o seu interesse e atendendo aos requisitos do seu major. Podem ser filosofia, sociologia, biologia, química, ciência política, entre uma infinidade de opções.

Vale frisar que uma aula pode ser Gen-Ed, mas também contar para sua formação em determinado curso. “‘Introdução à Economia’, por exemplo, conta tanto para General Education quanto para a formação (major) em Economia”, explica Renan.  Nas universidades estrangeiras, o aluno tem muito mais autonomia e pode conduzir o seu curso da forma que julgar mais conveniente.

Por Carolina Campos

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