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23.08.16

“Não hesite em contar com a ajuda de um especialista”, afirma bolsista brasileira

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A oceanógrafa Mariana Horigome explica o papel das agências na intermediação, muitas vezes sem custos, entre candidatos e instituições de ensino.

Por Mariana Horigome

Meu processo de candidatura para estudar Gerenciamento de Projetos na Nova Zelândia foi um grande desafio. Na verdade, só agora, depois de um ano aqui, fui entender porque tudo parecia tão difícil.

Eu já estava acostumada com a papelada necessária – tinha estudado inglês na Irlanda e mestrado no programa Erasmus Mundus em Portugal, Espanha, Dinamarca e Alemanha. Os processos geralmente são extremamente detalhados, com muitos documentos para apresentar e traduzir,  mas isso já não me assustava mais. Diferente das minhas outras experiências, a grande dificuldade que tive foi saber exatamente o que fazer, como e quando me inscrever em uma politécnica da Nova Zelândia.

Era maio de 2015, eu entrava em contato diariamente por e-mail e telefone com a politécnica em que queria estudar (WITT – Western Institute of Technology at Taranaki), e não entedia como eles ainda não tinham confirmado se o curso anunciado para julho do mesmo ano iria ocorrer. Hoje, entendo que por trás havia uma série de fatores.

Além de ser o primeiro ano do curso que buscava, em uma região pouco procurada por intercambistas, os institutos de educação podem contar com um suporte do governo da NZ para as suas propostas de programas. Então, até poucos meses antes de o semestre começar, alguns institutos ainda não sabem ao certo se oferecerão de fato aquela carreira. Sem saber disso, naquele momento eu via tudo como uma grande falta de organização, que só me frustava.

Em paralelo, eu contactava agências de intercâmbio para tentar alguma ajuda. Entretanto, o foco delas era em cursos de inglês, e sempre nas principais cidades destino para estudantes internacionais, como Auckland, Christchurch e Queenstown. Mas eu estava decidida: queria Gerenciamento de Projetos e na politécnica de Taranaki, pois a região parecia um boa opção para o meu campo de trabalho. Nesse momento, foi crucial o empenho da agência de educação YEP NZ, que começou a estreitar laços com a WITT para auxiliar a minha inscrição. A partir disso, o processo fluiu, pois o contato direto da agência teve uma resposta muito mais rápida e eficiente.

Apesar da confusão inicial, a Nova Zelândia tem processos de imigração e matrícula bem definidos, o que facilita para o estudante. Entretanto, o contato das agências representam novas oportunidades para as politécnicas e a relação humana mais próxima, a partir de um telefonema ou uma conversa ao vivo, faz toda a diferença.

Portanto, uma dica para quem quer estudar fora: pesquise e busque o que você quer, mas caso necessário, não hesite em contar com a ajuda de um especialista para facilitar esse intermédio. Aqui na NZ existem agências autorizadas a fazer esse intermédio dos estudantes internacionais com as instituições de ensino e muitas vezes isso não significa mais custo para o estudante, e sim apenas uma segurança maior na hora de decidir seu futuro.

 

Foto: Taranaki / Crédito: Felipe Gomes

 

estudar na Nova ZelândiaSobre a Autora

Mariana Horigome é oceanógrafa com mestrado em estudos ambientais pelo JEMES – Joint European Master in Environmental Studies, programa do Erasmus Mundus. Depois de trabalhar na área de consultoria ambiental, foi para Nova Zelândia fazer uma especialização em Gerenciamento de Projetos. Atualmente, Mariana continua sua aventura na Nova Zelândia, trabalhando com projetos em uma empresa de consultoria em oceanografia e meteorologia.

 

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