Mestrado em Economia traz desafios reais da sociedade à discussão

As formas de estudar economia são múltiplas – ainda mais estudos aprofundados, em níveis de doutorado ou mestrado em economia. Um dos caminhos pode ser o de se debruçar sobre os clássicos que originaram as teorias mais tradicionais – seja a ótica marxista, seja a perspectiva liberal. Para além dos conceitos que perpassam as análises, porém, está uma abordagem mais prática. Afinal, como aqueles mil e um fatores estudados se encaixam nas dinâmicas micro e macroeconômicas?

“Aqui, o uso dos livros empoeirados e dos velhos modelos, também já empoeirados, é mantido em um nível mínimo”, resume Jacob Rubæk Holm, coordenador do Master of Science sobre Inovação, Conhecimento e Dinâmica Econômica na Aalborg University, na Dinamarca. O desafio de programas como este, o MIKE, é acompanhar o ritmo acelerado das indústrias e empresas, tratando dos novos desafios em sala de aula. É fugir do lugar comum: em vez de tratar o conteúdo isolado, esses módulos buscam situações que ocorrem no cenário econômico, com o qual os alunos vão se deparar durante e depois do curso.

Conheça dois programas europeus que adotam uma abordagem voltada aos casos atuais e aos novos desafios da economia.

Aalborg University

As instituições dinamarquesas, como é o caso da Aalborg, têm, tradicionalmente, um vínculo forte com a indústria. A dinâmica mais comum é a de debates dentro de sala de aula em cima de um problema inicial, com casos trazidos para análise por grupos de alunos. “O programa abrange desde como os legisladores podem criar um ambiente de incentivo ao crescimento econômico através de empresas inovadoras e empreendedores, até as formas de administrar um perfil inovador de uma empresa em diferentes ambientes competitivos e institucionais”, sintetiza Holm. “O mestrado coloca no centro dos estudos o efeito disruptivo das novas tecnologias para os modelos de negócio”.

A estrutura do curso, com duração de dois anos, é dividida em semestres: nos dois primeiros, todos os alunos frequentam aulas na Aalborg, para no semestre seguinte se dedicarem a estágios na área, projetos empreendedores próprios ou estudos em outra instituição de ensino. No último semestre, é a hora de escrever a dissertação.

KTH Royal Institute of Technology

Fundado em 1827, o instituto sueco (cujo nome original é Kungliga Tekniska Högskolan, de onde vem a sigla na tradução inglesa) se consolidou como principal nome entre os voltados a áreas técnicas do país. Com uma linha voltada à prática e aos desafios da indústria, o KTH oferece um mestrado em Economia da Inovação e do Crescimento no campus de Estocolmo, a capital sueca que é um dos polos de inovação da Europa.

Com duração de dois anos, o programa é ministrado em inglês e oferece uma ligação forte com indústrias e empresas. Para se candidatar ao programa, é necessário ter graduação em economia, matemática ou engenharia. Dentro das disciplinas disponíveis, estão “Globalização e Comércio”, “Empreendedorismo e Inovação” e “Dinâmicas de Indústrias e Empresas”. Apesar do cunho técnico da instituição, todos os estudantes devem desenvolver uma dissertação na área, no último semestre letivo.

 

Foto de Artem Beliaikin / Pexels

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