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O que você precisa saber para cursar uma graduação fora do Brasil

26.05.14

Matheus Mansour: um jovem cientista rumo à graduação na Finlândia

Matheus Mansour: um jovem cientista rumo à graduação na Finlândia

Conheça a história do paulistano de apenas 17 anos que, antes mesmo de iniciar a graduação, já garantiu vaga no curso de mestrado na Universidade de Helsinki

Aos 12 anos, quando estava na sexta série do ensino fundamental de uma escola pública da capital paulista, Matheus Mansour começou a participar de olimpíadas do conhecimento.Parajumpers Kodiak Jackor
A experiência lhe rendeu diversas medalhas de física, química e astronomia, além do desejo de seguir carreira na área de pesquisa científica. Hoje, aos 17 anos, o estudante criou um dispositivo para otimização de energia solar. O projeto inovador contribuiu para que conquistasse uma vaga para graduação — e mestrado! — na prestigiada Universidade de Helsinki, na Finlândia. Ele também foi convidado para participar de um mês de pesquisas em Israel, no International Summer Science Institute.

Matheus é um dos 17 participantes do Crowdfunding Estudar Fora, uma parceria da Fundação Estudar com o site Benfeitoria para ajudar jovens de alto potencial a estudar nas melhores universidades do mundo. Assista ao vídeo dele AQUI e colabore!

Confira a seguir a entrevista com Matheus e saiba um pouco mais sobre os seus projetos:

1. Não é comum conhecermos estudantes que optam por cursar o ensino superior na Finlândia. Por que você escolheu esse país?

A Finlândia oferece ótima qualidade de vida, natureza atraente e ambiente propício à inovação. Pesquisei bastante e descobri que a Universidade de Helsinki possui ótimos laboratórios e uma excelente tradição em pesquisa acadêmica. Nunca gostei de agitação, prefiro um ambiente mais silencioso, frio e tranquilo. Na Finlândia, acredito que terei tudo isso.

2. Como foi o processo seletivo?

Na primeira fase, eles perguntaram coisas como “Qual foi a sua contribuição para a sociedade” e “seus interesses”.  Já na segunda etapa, deram um tema para os alunos de cada área. O meu foi energia solar. Tive que escrever sobre isso, fazer projetos, criar jogos educativos para crianças aprenderem sobre o tema… Entreguei um vasto material e fui chamado para uma entrevista via Skype. Depois dessa conversa, ganhei uma semana na universidade com tudo pago, inclusive as passagens aérea, e me avisaram que eu havia sido selecionado para estudar bacharelado no Departamento de Ciência, além de já ter vaga garantida para o mestrado.

Meu sonho é criar um centro de excelência gratuito para preparar estudantes pobres para olimpíadas científicas

3. Conte-nos o que é o seu dispositivo de energia solar e como ele colaborou para a sua aprovação na universidade.

Fui aceito, em primeiro lugar, por escrever sobre energia solar de uma forma mais ampla. Depois de ser selecionado, ainda no Brasil, pensei nesse projeto maior. Quando fui à Universidade de Helsinki para essa semana de estudos, o aprimorei e apresentei para outros estudantes. Resumidamente, o dispositivo é baseado no fato de que muitos dos fótons que atingem uma célula fotovoltaica são perdidos — por terem baixa energia ou por atingirem a célula de forma mal orientada. O que eu fiz foi arrumar uma maneira de utilizar todos esses fótons que antes eram perdidos em um único dispositivo, otimizando energia.

4. Com suas vagas de bacharelado e mestrado garantidas, você deve ficar pelo menos seis anos na Finlândia, certo? Pretende voltar ao Brasil após concluir seus estudos?

Como não há um limite mínimo de tempo para a conclusão da graduação, posso pegar mais disciplinas e terminar até antes desse prazo. No entanto, pretendo continuar morando na Finlândia algum tempo e trabalhando com pesquisa, fora e dentro da universidade. Pretendo voltar ao Brasil somente após ter concluído o meu PhD. Quero ter os conhecimentos necessários para poder estabelecer aqui um programa de tutoria para crianças de baixa renda. Meu sonho é criar um centro de excelência gratuito para preparar estudantes para olimpíadas científicas e estimular neles o interesse pela área de ciências.

apoie matheus

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