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O que você precisa saber para cursar uma graduação fora do Brasil

09.06.14

Larissa Gama: equitação, ballet e aprovações em 4 universidades dos EUA

Larissa Gama: equitação, ballet e aprovações em 4 universidades dos EUA

Estudante que tirou nota 1.000 na redação do Enem e foi aceita no Bryn Mawr College mostra que é possível conciliar vida social e sucesso acadêmico

Filha de militares, a estudante Larissa Gama de Paula, de 17 anos, acostumou-se a mudanças constantes: em razão das frequentes transferências dos pais de trabalho, já morou em quatro estados brasileiros. Agora, seu destino é outro país: ela está de malas prontas para o Bryn Mawr College, na Pensilvânia, Estados Unidos, onde irá cursar Relações Internacionais.

Larissa foi aprovada também para outras três conceituadas instituições norte-americanas: Hofstra University, College of the Atlantic e Sarah Lawrence College. Além disso, em 2012, quando estava no 2º ano do ensino médio, obteve nota 1.000, a máxima possível, na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e garantiu vaga na Universidade Federal Fluminense (UFF).

Pelo seu bom desempenho, os professores do Colégio Militar do Rio de Janeiro, onde estudava, deram-lhe o diploma de conclusão do ensino médio antes que terminasse o 3º ano. Larissa conseguiu todas essas façanhas acadêmicas sem deixar de lado duas paixões: a equitação e o ballet clássico.

Ela é uma das 17 participantes do Crowdfunding Estudar Fora, uma parceria da Fundação Estudar com o site Benfeitoria para ajudar jovens de alto potencial a estudar nas melhores escolas do mundo. Assista ao vídeo dela e colabore.

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Na entrevista a seguir a estudante conta como aliou estudos e vida social:

Como começou o seu interesse por equitação e balé?

O Colégio Militar do Rio de Janeiro tem uma área destinada à montaria, com cerca de 30 cavalos, e logo que entrei na escola comecei a montar e adorei. No 2º já estava treinando diariamente, ingressei na equipe de equitação e virei diretora de hipismo do colégio. Já o ballet começou na infância, por influência da minha mãe, mas só fui levá-lo de forma profissional em 2009, quando comecei a treinar de segunda a sábado em uma escola e a fazer apresentações em comunidades do Rio de Janeiro.

Eu levava sempre livros na mochila e aproveitava qualquer intervalo, esperando o ônibus ou entre uma aula e outra, para estudar

Sabemos que o processo de application para universidades no exterior é bastante trabalhoso, como você conseguiu conciliar os estudos do ensino médio regular com o application e as atividades extra-curriculares?

Foi muito corrido. Mas o segredo é estabelecer prioridades e organizar-se para cumprir as tarefas no prazo. Eu levava sempre livros na mochila e aproveitava qualquer intervalo, esperando o ônibus ou entre uma aula e outra, para estudar. Às vezes, virava a noite estudando. O ballet e a equitação funcionavam como uma válvula de escape do estresse e das tensões dessa fase. Eu gosto tanto que, se largasse, ficaria triste e não conseguiria me concentrar nas outras coisas.

Você levou em consideração essas duas áreas de interesse ao aplicar para as universidades nos Estados Unidos?

Sim, eu só me inscrevi em instituições que tinham bons cursos de relações internacionais, mas onde eu também poderia continuar fazendo equitação e ballet. Isso é algo que acho muito interessante nas universidades fora: você tem a oportunidade de se envolver em diversas áreas de pesquisa, grupos de esportes, artes e danças. Não temos isso no Brasil.

Você chegou a cursar um semestre do curso de relações internacionais na UFF, certo? Mesmo assim acha que vale a pena estudar fora?

 Gostaria muito de atuar em algum órgão internacional, como a ONU.  Tenho muito interesse também pela área de mobilidade urbana

Eu poderia ter entrado na UFF em fevereiro de 2013, mas optei por começar a graduação somente em agosto para ficar um pouco mais no colégio e poder me dedicar melhor ao application. Eu conheci pessoas incríveis na faculdade, tanto professores como colegas, e tive aulas muito boas que só me fizeram ter certeza de que quero realmente estudar relações internações. Mas as oportunidades que terei fora são incomparáveis e, para estudar relações internacionais, nada melhor do que estar no país que comanda as relações mundiais.

Quais são os seus sonhos? Como pretende contribuir para um Brasil melhor?

Eu gostaria muito de atuar em algum órgão internacional, como a ONU. Tenho muito interesse também pela área de mobilidade urbana. Hoje, perdemos muito tempo e dinheiro no trânsito e eu gostaria de ajudar a tornar mais fácil o deslocamento das pessoas. No Bryn Mawr College poderei fazer a graduação dupla em relações internacionais e cidades.

Você precisa arrecadar R$ 21.300. Como pretende utilizar esse dinheiro?

O preço da faculdade de Bryn gira em torno de R$ 550 mil pelos quatro anos. Consegui uma bolsa parcial da instituição e minha família se esforçará para contribuir com o restante. Agora, preciso de apoio para os gastos adicionais durante o primeiro ano, como matrícula, passagens aéreas, alimentação, transporte e livros.

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