Um projeto: Fundação Estudar

Intercâmbio

O que você precisa saber para ter uma experiência de estudos em outro país

12.08.15

Jovem conta como foi trabalhar na Disney

Jovem conta como foi trabalhar na Disney

"É impossível descrever como apenas seis meses são capazes de mudar sua vida", diz Danielle Yura, que fez um intercâmbio aos 23 anos

Por Andrea Tissenbaum, do Blog da Tissen

Estudar fora depois de formado pode ser uma experiência transformadora, uma oportunidade única de aprender mais e mudar a sua vida. A seguir, a  jornalista Danielle Yura, hoje mestranda em Ciências Humanas e Sociais na Universidade Federal do ABC (UFABC), conta como foi trabalhar e estudar nos EUA aos 23 anos:

“A decisão de fazer um intercâmbio foi tomada num momento de descontentamento profissional, em 2008. Comecei a trabalhar cedo na área em que me formei, Jornalismo, e, aos 23 anos, me vi muito cansada daquela rotina de 12 horas de trabalho, incluindo muitos finais de semana e feriados. O desgaste físico e mental acarretou um descontentamento com a profissão e cheguei a cogitar mudar de área.

Minhas experiências enquanto intercambista duraram apenas seis meses, mas sei que vou usar pra toda a vida o aprendizado que obtive em terras estrangeiras

Foi nesse período que decidi juntar todas as economias e apostar num sonho de adolescente: trabalhar na Disney. Não sabia sequer se era viável, pois nunca havia conhecido ninguém que tivesse feito isso. A primeira busca foi pela internet. Procurei agências que ofereciam pacotes de intercâmbio e li o máximo de relatos de experiências. Por desconfiança, confesso, fui pessoalmente à agência, na capital paulista.

Para minha surpresa o trâmite foi muito mais rápido do que imaginei. Foram dois meses e meio entre o primeiro contato e a viagem. Nesse período (julho a outubro de 2008) fui submetida a duas entrevistas bem informais em inglês. Tive que reunir documentos como currículo, passaporte e preencher diversas fichas nas quais identificava as minhas preferências de trabalho e também de estudo. Além de querer trabalhar em um dos parques da Disney World, o Magic Kingdom, eu queria fazer um curso de extensão universitária em Hospitalidade. Tinha planos de ser jornalista em uma revista de viagem quando retornasse ao Brasil.

É impossível descrever como apenas seis meses são capazes de mudar sua vida. O choque cultural me fez despertar para coisas que nunca haviam passado pela minha cabeça.

Assim que cheguei, percebi que o inglês que havia aprendido não era suficiente – eu não entendi nada na primeira palestra que assisti! Duas semanas depois meus ouvidos já estavam bem mais acostumados com o idioma e a comunicação foi se tornando cada vez mais fácil.

Em seguida fui para o apartamento que dividi com outras meninas. Éramos três brasileiras, duas taiwanesas e uma francesa. As primeiras semanas de convivência foram de ajustes. As diferenças culturais eram realmente enormes e o ganho dessa convivência foi espetacular.

Acredito que nunca é tarde para se ter uma experiência internacional. Aos 23 anos, tive a maturidade de absorver questões sociais que talvez não seria capaz de aprender se fosse mais nova

Na University of Central Florida, onde tinha aulas todos os sábados, enfrentei o desafio de apresentar atividades em inglês. No estágio, tive o privilégio de conhecer o sistema de trabalho da maior empresa de entretenimento do mundo. A organização, aliás, não deixa dúvidas de que você está num ambiente muito profissional. As relações entre nós, estagiários, e os superiores também me deixou bastante assustada, pois é muito diferente da hierarquia quase dogmática do Brasil.

O intercâmbio foi, sem dúvida, meu maior investimento cultural que, posteriormente, culminou num ganho profissional e acadêmico. Minhas “roomies” continuam sendo grandes amigas. Em 2012, passamos um mês juntas na casa da Elodie, a francesa, e fizemos um tour pela Europa. Em 2014, recebi a Elodie em casa. Assistimos juntas aos jogos da Copa do Mundo e viajamos pelo Brasil.

Minhas experiências enquanto intercambista duraram apenas seis meses, mas sei que vou usar pra toda a vida o aprendizado que obtive em terras estrangeiras. Na bagagem de volta trouxe um novo modo de enxergar o mundo, mais relax, mais tolerante e com muito mais vontade de contribuir para o desenvolvimento do meu país, importando o que aprendi de melhor na convivência com pessoas de diferentes partes do mundo.

Acredito que nunca é tarde para se ter uma experiência internacional. Aos 23 anos, tive a maturidade de absorver questões sociais que talvez não seria capaz de aprender se fosse mais nova. Hoje também vejo como foi importante ter escolhido uma empresa séria e já ter definidos trabalho, acomodação e universidade antes de embarcar. Quando cheguei lá, foi só colocar a mão na massa!”

Este texto foi originalmente publicado no Blog da Tissen

Leia também:
Especial: cursos de idiomas no exterior
Especial: bolsas de estudo no exterior

Conecte-se ao Estudar Fora

Leia Mais

estagiários da Microsoft comemorando
impacto social
estudar na Asia
tudo sobre o GMAT