Inicio Greve pelo meio ambiente: conheça o movimento ao qual aderiram Harvard, Oxford e Cambridge

Greve pelo meio ambiente: conheça o movimento ao qual aderiram Harvard, Oxford e Cambridge

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Greve pelo meio ambiente: conheça o movimento ao qual aderiram Harvard, Oxford e Cambridge

Hoje, 20 de setembro de 2019, Oxford está em greve. E não só a universidade de língua inglesa mais antiga do mundo: toda a cidade participa de uma greve pelo meio ambiente. Como parte da data, a universidade promoverá uma conferência sobre a crise climática do mundo atual. E tudo isso graças a um movimento iniciado no ano passado por uma jovem de 15 anos.

Ajovem em questão é a sueca Greta Thunber. Em agosto de 2018, ela parou de ir às aulas e todos os dias, ao longo de três semanas, ela ficou sentada em frente ao parlamento sueco para protestar contra a falta de atitude dos dirigentes com relação à crise climática. Ela usou o Instagram e o Twitter paradivulgar seu protesto e, em algumas semanas, viralizou. Foi então que surgiu o movimento “Fridays For Future“, ou “sextas-feiras para o futuro”,chamado às vezes também de “greve pelo meio ambiente” ou “greve pelo clima”.

De um ano para cá, o movimento já se espalhou para dúzias de países — incluindo EUA, Reino Unido, Canadá, Nova Zelândia, Austrália, França, Alemanha e Brasil. Em todos eles, há organizações (muitas vezes lideradas por estudantes de ensino médio) que fazem greve toda sexta-feira em frente a parlamentos ou outros edifícios governamentais exigindo ação imediata contra a crise climática.

Por que a greve pelo meio ambiente?

Em um discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos em janeiro deste ano, Greta deixou bem clara a motivação do seu ativismo. “A nossa casa está pegando fogo”, disse. De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), o ritmo de consumo atual da nossa sociedade faria com que, em 12 anos, os danos causados ao meio ambiente fossem irreversíveis — mas ainda há tempo de agir. Relatórios realizados pelo painel mostram que, caso o aumento da temperatura média do planeta fique abaixo de 1,5ºC, os impactos sobre a biodiversidade, clima, alimentação, cidades e turismo serão menos extremos.

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“Resolver a crise climática é o maior desafio que o Homo sapiens já enfrentou”, comentou. Enfrentar esse desafio, no entanto, implicaria por um fim nas emissões de gases estufa. E isso, por sua vez, implicaria mudanças enormes no nosso modo de vida. Por mais difícil que essas mudanças sejam, no entanto, elas são plenamente justificáveis diante do risco que a situação coloca: o fim da civilização humana.

“Quero que vocês entrem em pânico”, disse Greta aos frequentadores do fórum; “quero que ajam como se a casa estivesse pegando fogo, porque ela está”. Seu discurso pode ser visto abaixo:

Greve pelo meio ambiente nas universidades

Embora as escolas de ensino fundamental e médio tenham sido as primeiras a responder ao chamado de Greta, as universidades já estão se unindo a essa causa. Além da ação já citada de Oxford, as universidades Harvard (nos EUA), Cambridge (no Reino Unido) e ETH Zurich (na Suíça) também já anunciaram que participarão da greve pelo meio ambiente.

Outras universidades entre as melhores do mundo, como o MIT, Princeton e Rutgers, também estão envolvidas. Em alguns casos, o envolvimento é uma medida institucional da própria universidade; em outros, trata-se de uma iniciativa motivada por grupos de professores. No Brasil, a Universidade de São Paulo também anunciou eventos em apoio à paralisação global.

Liderança

As universidades não foram as únicas organizações que aderiram ao movimento iniciado por Greta. Recentemente, ela viajou da Europa até os Estados Unidos (em um navio, para não emitir gases estufa) para discursar na Conferência de Ação pelo Clima da ONU em setembro.

Aproveitando a viagem, ela também se encontrou com lideranças, como o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama. De acordo com o ex-presidente, Greta “incorpora as razões pelas quais eu e Michelle demos início à Obama Foundation”.

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“No ano passado, ela começou a se sentar em frente ao parlamento do seu país, em Estocolmo, com uma placa dizendo ‘greve escolar pelo clima’. Hoje, aquele início humilde se transformou em um movimento global de milhões de pessoas jovens organizadas para lutar contra a mudança climática e promover energia limpa”, comentou.

Apesar dessas vitórias, Greta ainda tem um longo caminho pela frente — literalmente. Em dezembro, ela participará de outra conferência da ONU sobre clima em Santiago, no Chile, e fará a viagem dos EUA até lá de barco, trem e ônibus.

 

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