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05.10.16

“Fazer medicina nos Estados Unidos é inviável para brasileiros”

Estudantes de Medicina nos Estados Unidos, em Stanford

A estudante de Stanford Georgia Gabriela explica como funciona a admissão para a Medical School e dá dicas de alternativas para estudantes internacionais

Nos Estados Unidos, os médicos são Doutores de fato, no sentido restrito da palavra. Isto porque as Medical Schools – ou Escolas de Medicina – são escolas de pós-graduação que conferem o título de M.D. (Medical Doctor). Comparativamente com outros “graus” conferidos por universidades americanas, seria equivalente ao PhD ou a um doutorado.

Além de altamente competitivas, estas escolas de medicina são muito caras – os custos para a pós-graduação, com três anos de duração, podem chegar facilmente a 250 mil dólares. “Por isso, não digo é impossível um aluno brasileiro fazer medicina nos Estados Unidos – mas é inviável”, explica a brasileira Georgia Gabriela, que está fazendo sua graduação em Stanford.

Custos Altos, Poucas Bolsas

“Ser internacional adiciona dificuldade, porque são poucas vagas para alunos internacionais”, observa Georgia. Além disso, boa parte das bolsas oferecidas para estudantes de medicina são do Governo Federal e direcionadas exclusivamente a estudantes com nacionalidade americana. Os empréstimos são uma opção, mas não deixam de ser difíceis, pois são exigidos fiadores com nacionalidade americana.

Além do custo alto, há também o investimento de tempo: o aluno precisa primeiramente fazer as disciplinas do chamado Pre-Med durante a graduação – como química, física, genética – e depois o curso de Medicina, totalizando cerca de 8 anos de estudos, sem contar a residência médica obrigatória.

Talvez aquilo que você deseja ao estudar nos Estados Unidos possa ser alcançado de outra formas, como uma residência ou um período de pesquisa no exterior

Processo de Candidatura

Depois de concluída a graduação – que, em teoria, pode ser em qualquer área, desde que sejam cumpridas as disciplinas obrigatórias do “Pre-Med” – o estudante passa por um novo processo de candidatura para as Medical Schools.

O processo é bastante semelhante à seleção realizada para a graduação – o candidato precisa enviar cartas de recomendação, atividades extracurriculares e o seu desempenho em uma prova padronizada chamada MCAT, que vai avaliar os conhecimentos dos estudantes sobre os conteúdos do Pre-Med. Além disso, também é preciso enviar o histórico escolar. “E, como é muito competitivo, todo mundo que está competindo é muito bom”, observa o também estudante de graduação em Stanford Pedro Guimarães. “A gente faz matérias com um pessoal que é PreMed e eles “quebram a curva” – todo mundo tira nota baixa por causa deles”, completa.

As alternativas

Pedro aponta que, dependendo dos objetivos que o estudante tem em mente ao pretender estudar no exterior, é possível alcança-los de outras maneiras. É possível, por exemplo, fazer o curso de medicina no Brasil e os dois anos de residência em outro país – o que, além de tudo, isenta o estudante da necessidade de revalidar o seu diploma se quiser atuar no Brasil. Há possibilidades de residência médica para estrangeiros nos Estados Unidos, na Austrália…

Outra opção é realizar um intercâmbio ou um período de pesquisa no exterior. “Talvez aquilo que você deseja ao estudar nos Estados Unidos possa ser alcançado de outra formas, como uma residência ou um ano de pesquisa no exterior”, complementa Pedro.

 

Confira outras dicas e informações sobre medicina nos Estados Unidos no vídeo:

 

* Foto: Associação dos Estudantes de Medicina de Stanford / Crédito: Divulgação

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