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05.05.15

‘Estudar nos EUA me possibilitou passar duas semanas na ONU’

'Estudar nos EUA me possibilitou passar duas semanas na ONU'

Larissa Gama estuda no Bryn Mawr College, uma faculdade só para mulheres, e conta como foi participar da Beijing+20, que discutiu questões de gênero

E aí, gente! Eu sei que faz um tempinho que não escrevo, mas voltei com uma experiência muito interessante para compartilhar: as duas semanas que passei na ONU, mais especificamente na 59ª Comissão sobre o Status da Mulher ou Beijing+20.

Apliquei para ir à ONU representando uma ONG americana chamada SustainUS (…) Apesar de não ser americana, pude me candidatar porque estudo nos EUA: mais uma oportunidade que estudar fora me proporcionou!

A Comissão sobre o Status da Mulher foi estabelecida em 1945 pelo Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, sendo atualmente o órgão político mais importante para discussões sobre o avanço dos direitos das mulheres. Em março de 2015, a Comissão se reuniu na sede da ONU em Nova York para celebrar os 20 anos da IV Conferência Mundial sobre Mulheres – um marco, pois naquela conefrência, há 20 anos, foi estabelecida a “Beijing Declaration and Platform for Action”. Parece mentira, mas este foi o primeiro documento na história a reconhecer que os direitos das mulheres eram os mesmos que os direitos humanos.

De lá para cá muita coisa já evoluiu, porém ainda temos um grande caminho para finalmente chegarmos à igualdade de gêneros. E foi isso que nós, mulheres do mundo inteiro, de todas as gerações, debatemos: o que avançamos desde então, o que não avançamos e qual são os novos desafios para as próximas gerações. Tópicos como saúde, segurança, cidades, desenvolvimento econômico e liberdade entraram em pauta e foi muito gratificante poder ser uma das únicas jovens brasileiras presentes e assim poder compartilhar um pouco dos problemas que nós enfrentamos diariamente.

Mas como eu cheguei até a ONU? Eu apliquei para ir representando uma ONG americana chamada SustainUS, dedicada a engajar estudantes em debates mundiais sobre desenvolvimento sustentável. Apesar de não ser americana, pude me candidatar porque estudo nos EUA: mais uma oportunidade que estudar fora me proporcionou! Acredito que o fato de viver em uma faculdade só de mulheres me trouxe maturidade suficiente sobre o assunto para que pudesse competir com alunos dos EUA inteiro.

Um dos pontos mais marcantes foi o discurso dado por uma das representantes do Brasil durante as negociações, Linda Goulart. Dentre muitos pontos, ela falou sobre nosso progresso no enfretamento ao feminicídio e à homofobia e de como a Declaração de Beijing não fala o suficiente sobre violência contra as mulheres. Deu orgulho de assistir!

Entretanto, infelizmente o Brasil não organizou nenhum evento paralelo, como muitas outras delegações fizeram, para discutir problemas e ouvir possíveis soluções. Eu fiquei bastante desapontada, principalmente porque o nosso país claramente ainda tem muitos problemas ligados a questões de gênero. Agora seria um momento incrível o debate já que estamos com foco internacional devido à recente Copa do Mundo e às Olimpíadas de 2016.

Fora isso, foi inesquecível encontrar com mulheres que são exemplos de liderança como Hillary Clinton, Melinda Gates e Phumzile Mlambo-Ngcuka (diretora executiva da ONU Mulheres). Espero poder ir de novo à Comissão nos próximos anos, mas sem dúvida uma só experiência dessas já é o bastante para mudar uma vida. Como Ban-ki Mon disse na marcha por Nova York que abriu a Comissão: “Nós queremos igualdade de gêneros, agora!”

Larissa Gama

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