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05.10.15

“Contraí uma dívida de 25 anos para pagar meu MBA em Harvard”

"Contraí uma dívida de 25 anos para pagar meu MBA em Harvard"

Gustavo Bassettti, ex-aluno de MBA em Harvard e hoje vice-presidente do GIC, fala sobre os diferenciais da universidade, processo de seleção e como pagar o MBA

Por Lecticia Maggi

Com o dólar nas alturas, muitos profissionais estão revendo o projeto de estudar fora. E não à toa. Um MBA em Harvard, a mais prestigiada universidade do mundo, custa cerca de US$ 200 mil por dois anos, entre mensalidade e custo de vida nos Estados Unidos. Mas, para quem tem esse sonho, é importante conhecer as alternativas de financiamento e bolsas de estudo antes de desistir de vez do mestrado.

Como pagar por um MBA no exterior?

Gustavo Bassetti iniciou o MBA em Harvard em 2009, quando o dólar valia menos de R$ 2, e mesmo assim conta que precisou de recursos diferentes para arcar com seus estudos: “Além da bolsa da Fundação Estudar, tive uma bolsa da própria universidade, utilizei minhas economias pessoais e também contraí uma dívida de 25 anos junto à escola”, conta. “É como comprar um apartamento. Eu não tinha como pagar, mas resolvi apostar”. E quando questionado se a aposta deu certo, ele não hesita: “Faria de novo, de novo e de novo”, responde durante bate-papo exclusivo com o Estudar Fora. Assista e saiba mais sobre como ele arcou com o MBA:

Hoje, aos 32 anos, Gustavo é vice-presidente do GIC, fundo de investimentos do governo de Singapura e que, desde abril de 2014, iniciou operações no Brasil com um escritório próprio em São Paulo. Formado em engenharia de produções pela Universidade de São Paulo (USP) e com uma sólida carreira na área bancária, Gustavo considera que o MBA foi determinante para chegar aonde está hoje: “Acho que não teria sido contratado pelo GIC sem o MBA. O MBA, primeiro, mostrou para eles que eu existia e depois minou uma série de incertezas que, principalmente, fundos estrangeiros têm em relação a países que não conhecem bem”. A seguir, ele explica os impactos do MBA em sua carreira:

Os diferenciais de Harvard – Segundo Gustavo, estudar em Harvard é uma experiência única e incomparável. “Tenho muita admiração pela Poli (USP) onde fiz faculdade. Cresci muito e não teria feito nada do que fiz sem a Poli, mas Harvard é outra coisa. É um nível de aprendizado diferente”, diz. Entenda:

No 1º ano do MBA em Harvard, todos os alunos devem assistir às mesmas aulas. Já no 2º podem optar por focar em áreas específicas. Gustavo conta que optou por disciplinas relacionadas  à private equaty, não só de investimentos, mas também de gestão de companhias.

Conheça mais sobre o currículo do MBA de Harvard:

Entenda como é possível focar em áreas específicas durante o curso:

Processo de application Gustavo explica que começou o processo de application (candidatura) pelas provas GMAT e TOEFL e deixou as essays (redações) para o final.  Ele, que conseguiu 730 pontos dos 800 possíveis no GMAT, conta que a prova exige preparação específica: “Estudei sozinho por cerca de dois meses. Por mais que você domine o inglês, é preciso aprender a fazer a prova. Até por conta da minha formação, achei a parte de matemática mais fácil e a de verbal mais difícil”. Veja a seguir como ele encarou o application:

As redações são parte fundamental do processo de seleção já que são capazes de revelar às universidades aquilo que as provas não mostram: sua personalidade. Gustavo explica que as três universidades para as quais se candidatou (Harvard, Stanford e Universidade da Pensilvânia) pediram que ele falasse sobre si mesmo. “Acho que o mais interessante é não falar sobre trabalho porque isso você já falou bastante em outras partes do application. É uma boa oportunidade para mostrar nuances de quem você é e o que faz além de trabalhar”. Saiba mais sobre as redações:

Diferencial para ser aprovado – Sabe-se que ser selecionado por Harvard não é uma tarefa fácil. Somente 12% dos candidatos que pleitearam uma vaga este ano foram admitidos. Um histórico escolar e profissional interessante e boas notas do GMAT e TOEFL contribuem bastante, mas o que Gustavo acredita que realmente faz a diferença são as redações e a entrevista. “Ali (nas redações) pude contar uma história diferente do resto e mostrar quem eu sou”, diz. Veja o que ele disse às universidades:

Quer saber mais? No vídeo a seguir, Gustavo dá dicas para quem também pretende fazer um MBA no exterior, em Harvard ou em outras universidades de excelência:

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