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26.02.16

Como ser um dos melhores na Universidade mais renomada do mundo

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O capixaba Gabriel Guimarães foi considerado um dos alunos mais promissores da sua turma de Harvard. Saiba o que ele faz para merecer o título.

Por Nathalia Bustamante

Ele estava no segundo semestre do curso de Ciências da Computação de Harvard quando foi apontado pela revista Business Insider como um dos estudantes mais promissores entre todos os que se formarão em 2017. Mas, para entender como Gabriel Guimarães conquistou este reconhecimento, é preciso voltar um pouco na sua trajetória – mais especificamente ao seu ensino médio, cursado no Instituto Federal do Espírito Santo (IFES).

Aos 17 anos, Gabriel já tinha concluído um curso introdutório de Ciências da Computação de Harvard; traduzido o material para português, com autorização do professor da disciplina; ministrado o curso para mais de 120 pessoas no IFES e disponibilizado tudo – material, vídeo e exercícios – de graça na internet. O site do programa CC50 está ativo até hoje, e seus vídeos têm quase 1 milhão de visualizações.

Aos 19, ainda calouro de Harvard, ele foi convidado pelo mesmo professor, David Male, para ser monitor (teaching fellow) da disciplina. Foi a primeira vez na história que um aluno recém-chegado assumia a responsabilidade de dar aulas de Ciência da Computação para uma section de outros 20 estudantes. Ainda que no primeiro ano, porém, ele já tinha a experiência de ensino obtida com o CC50. “Por isso, eu estava confortável em estar na sala à frente de grupos grandes de pessoas. A barreira da língua foi difícil, mas você se acostuma”, afirma.

Gabriel estava no segundo semestre em Harvard quando Male o convidou para coordenar a equipe dos monitores. Com isso, ele passou a ser responsável pedagógico pela disciplina, liderando diretamente mais de 100 pessoas e orientando produção de conteúdo, desenvolvimento, correções de exercícios e supervisão das aulas.

Agora, no penúltimo ano de sua graduação, ele continua como coordenador no CS50, mas não parou por aí: também fundou uma startup, é guia do Museu de Arte de Harvard e, claro, frequenta as aulas do mestrado em Ciências da Computação – embora também faça um minor (como são chamadas as disciplinas secundárias) em economia.

Como se destacar?

“A matéria da Business Insider falava muito sobre o CS50, então… acho que foi por isso”, responde Gabriel, com um sorriso modesto. Ele atribui suas conquistas à sua busca constante por fugir do “feijão com arroz”, entregando sempre um pouco mais que o esperado. “Foi isso que fiz no Ensino Médio, em Harvard e no trabalho”, afirma.

Envolvido em tantas atividades, ele é categórico: “Não tem mágica, temos que saber priorizar”. Como a carga horária em sala não é muito puxada – são cerca de 10 horas de aula por semana – ele dedica a maior parte do seu tempo a fazer trabalhos e estudar para as disciplinas.

“Aprendi que dormir cedo e acordar cedo aumenta muito a minha eficiência”, explica. Além disso, ele acredita que o maior segredo é gostar muito do que faz. “Se não fosse minha paixão, acabaria me dispersando. Mas para mim, estudar as matérias que estudo é igual jogar videogame, posso passar horas fazendo sem perceber”, completa.

Futuro

Enquanto ainda estava no Ensino Médio, no Espírito Santo, Gabriel adiantou matérias da faculdade: cursou química, física, biologia, cálculo e computação. Na época, este ainda não era o seu plano mas, ao chegar em Harvard, descobriu que eliminando estas matérias conseguiria condensar sua graduação e mestrado em um só período de quatro anos. Assim, em 2017, ele sairá de Harvard com graduação e mestrado em Ciência da Computação.

Gabriel, porém, não deseja trabalhar só com tecnologia. “Acho importante lidar com pessoas, com o mundo real fora da programação”, justifica. Por isso, ele planeja seu próximo estágio de verão em uma empresa que não seja da área, e está dedicando seu tempo livre à startup que fundou com um sócio  e amigo. Ainda em período de testes, a empresa batizada de Page Draw pretende oferecer o serviço de transformar desenhos em layouts de site.

Após a graduação, o capixaba faz planos de voltar ao Brasil, mas não sabe quando isto vai acontecer: “Quero voltar, mas pode ser que ainda fique um tempinho aqui… Na verdade, depende de onde eu achar um desafio legal”, finaliza.

 

Foto: Gabriel Guimarães à frente de aula no curso CS50 / Créditos: CS50

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