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doutorado sanduíche nos Estados Unidos

Como funciona o sistema de ensino nos EUA?

Por Gustavo Sumares
08.02.2019

Conversamos com Mark Santos, brasileiro que desde os 15 anos vive na Flórida, para saber como o sistema de ensino nos EUA é diferente do nosso sistema.


No Brasil, temos o Ensino Fundamental, depois o Ensino Médio. Em geral, no Ensino Médio, os alunos fazem o ENEM ou outros vestibulares, e acessam então o Ensino Superior, para fazer um curso que escolhem no momento da prova de ingresso. Mas como funciona esse sistema de ensino nos EUA?

Para descobrir, conversamos com Mark Santos, que desde os 15 anos vive na Flórida e atualmente estuda Ciência da Computação na University of South Florida. Brasileiro com Green Card, ele nos conta que o sistema tem muitas semelhanças com o brasileiro — mas tem muitas diferenças também! Confira:

Assim como no Brasil, os estudantes dos EUA se candidatam a vagas nas universidades que desejam ao longo do Ensino Médio. Mas o processo de ingresso é bem mais holístico, e envolve tanto o resultado de uma prova (o SAT) quanto outras características, como o essay, a carta de motivação e o histórico do candidato.

Leia mais: Saiba como é o ensino médio nos EUA

Lá também há universidades públicas e privadas. A diferença é que as públicas recebem subsídios do governo, então costumam ser mais baratas. Mas as privadas também oferecem uma série de oportunidades de bolsa, por meio de convênios com outras companhias. Os sites das faculdades costumam destacar essas oportunidades.

Uma vez lá dentro, os alunos precisam escolher ao menos 12 créditos por semestre para ser considerado um “full time student” — isso é importante, porque algumas bolsas exigem esse comprometimento. No sistema de ensino nos EUA cada matéria tem um número de créditos diferentes (em geral 3 ou 4), assim como no Brasil. E, por lá, o aluno paga a universidade de acordo com o número de créditos que ele faz.

As horas-aula, no entanto, não são a única parte dos estudos! Para cada hora de aula, em geral há pelo menos mais uma hora de estudos ou tarefas envolvido. E além do major (o curso principal que o aluno escolhe ao fim de seu primeiro ano), também é possível fazer um minor (outra área complementar de estudos). São mais créditos e mais estudos, mas o aluno se forma com mais uma matéria em seu diploma.

 

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