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Especial Saúde Pública

16.01.14

A importância de profissionais qualificados em Saúde Pública

A importância de profissionais qualificados em Saúde Pública

Desafios do setor são complexos e exigem envolvimento civil, privado e governamental

Os avanços globais em Saúde Pública – como a redução da mortalidade materno-infantil e a prevenção de doenças contagiosas por imunização ou melhor saneamento – são responsáveis por 25 dos 30 anos que foram adicionados ao nosso tempo de vida neste século. Porém, enfrentar os desafios de saúde pública da atualidade não se tornou mais fácil – e requer a compreensão de um sistema cada vez mais complexo de organizações e populações.

Saiba mais: Por que fazer uma pós em Saúde Pública

“Em um mundo cada vez mais globalizado, é importante que todos os países tenham uma boa infraestrutura de saúde pública e profissionais bem treinados trabalhando na área. Nesse contexto, é vital apoiar pesquisas que visam melhorar a cobertura dos serviços de saúde nos diferentes países”, diz o americano Harrison Spencer, presidente da Association of Schools and Programs of Public Health (ASPPH).

A ASPPH busca promover a pesquisa e a educação para resolver problemas atuais na área de Saúde Pública nos Estados Unidos. Seu papel é salvaguardar e expandir os recursos de apoio a escolas e programas focados na saúde pública, além de facilitar a colaboração entre instituições e desenvolver parcerias nos setores público, privado e terceiro setor.

“Nossa esperança é que esses esforços fortaleçam o ensino da saúde pública e, consequentemente, os sistemas de saúde globais, com profissionais qualificados para lidar com os desafios do setor”, acrescenta Harrison.

Para ele, os estudos desenvolvidos nos cursos de pós podem fornecer aos formuladores de políticas públicas as evidências necessárias para promulgar leis focadas na prevenção e na população. “O trabalho estreito entre pesquisadores e políticos é essencial para garantir a melhoria a longo prazo da pesquisa e da educação em saúde pública”, pontua.

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O brasileiro Felipe Fregni, professor associado de Medicina Física e Reabilitação e Neurologia da Harvard Medical School destaca que, no Brasil, um dos grandes desafios – além de investir em infraestrutura e qualificar profissionais – é diminuir as lacunas entre conhecimento e ação, aumentando a colaboração entre pesquisadores e atores políticos que de fato podem colocar a produção acadêmica em prática. Por aqui, apenas alguns mestrados profissionalizantes possuem linhas de pesquisa ligadas aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

“É extremamente importante que os funcionários do governo tenham conhecimentos profundos sobre o impacto de suas decisões na saúde pública – como usar a verba orçamentária da melhor maneira, por exemplo”, diz Felipe. “Especialistas de saúde pública que trabalham fora da esfera governamental também podem pressionar responsáveis por decisões políticas para que tenham metas definidas e saibam calcular o impacto de suas ações.”

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