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13.06.13

Stanford: o m² mais inspirador do mundo

Stanford: o m² mais inspirador do mundo

Aos 24 anos, o fundador do Ingresse.com conta como a experiência de fazer a graduação em Stanford - celeiro de gênios e empreendedores - impactou sua vida

Natural de Manaus, Gabriel Benarrós sempre foi viajador. Morou cinco anos na Itália, fez intercâmbio no Canadá e nos EUA quando era adolescente e teve um ensino médio não muito convencional. Participou de olimpíadas científicas, programas da ONU, e já no 2º ano passou nos vestibulares de Medicina e Direito. Com isso, terminou o ensino médio em apenas dois anos.

Com o terceiro ano “livre”, ele decidiu se candidatar para universidades no exterior. “Eu sentia que não estava explorando 100% o meu potencial. Tinha necessidade de buscar algo mais. A decisão foi bem intuitiva, eu achava que a resposta estava lá. Meu padrinho tinha ouvido falar que nos EUA a graduação em si só é escolhida no final do 1º ano e isso foi um fator decisivo”.

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Gabriel estudou em Stanford e garante: é o lugar mais empreendedor do mundo

Se candidatar às universidades no exterior exige uma mudança de planejamento do estudante, pois o processo é muito diferente do Brasil. As estratégias do Gabriel foram buscar muita informação na internet, e se preparar sozinho, com o apoio da família. Ele conta que não conhecia as universidades, então comprou uma edição da US News Magazine. A revista traz um ranking com as melhores universidades americanas, e ele decidiu aplicar para as 20 primeiras da lista. Foi aprovado em 17 e escolheu Stanford.

“A primeira vez que eu vi a palavra Stanford foi nessa revista, eu não tinha noção naquela época do que ela era”, conta. Lá ele cursou Psicologia e Economia e chegou a começar um mestrado na área de Engenharia e Negócios, mas parou no primeiro semestre para voltar ao Brasil e empreender. Para custear os estudos, teve bolsa parcial da universidade, trabalhava no campus e teve bolsa da Fundação Estudar.

Como foi estudar em Stanford
A busca por um ambiente em que ele desenvolvesse mais o seu potencial não poderia ter tido destino melhor. “Repentinamente eu estava cercado de gente extraordinária, e percebi que eu não era o melhor da turma em mais nada. Lá descobri que daria pra ir muito mais longe do que alguma vez eu já havia pensado. Percebi que deveria descobrir meu maior talento e focar nisso”, conta.

Considerado um celeiro de gênios e de empreendedores que mudaram a história da sociedade, principalmente no que se relaciona ao desenvolvimento tecnológico, Stanford é o ambiente ideal para provocar a catarse que todo jovem com ambição precisa. “Para mim é o lugar mais inspirador por metro quadrado do mundo. Daqui a 10 anos a gente vai olhar pra trás e vai ver que muitas das grandes contribuições da humanidade vieram do Vale do Silício”, afirma.

Para Gabriel, o que leva o lugar que gerou empresas como Google, Yahoo, Twitter, Facebook e Instagram a ser tão incrível assim é uma combinação de fatores: liberdade de criação e foco em execução. Ele resume o que é viver e estudar em Stanford em uma frase que uma vez ouviu da reitora da universidade: “Stanford is a group of super hero geeks in Paradise”. Ou seja, “Stanford é um grupo de nerds super heróis no paraíso”.

Vida no campus
Em Stanford, ele participou de diversas atividades extras e sente que isso o desenvolveu como pessoa. Dentre as melhores aulas que teve, estão as de improvisação teatral. “A improvisação começou a puxar uma parte do meu cérebro que nunca era exercitada e me ajudou a diminuir a autocrítica e incentivar a criação”, revela.

Ele também foi Community Manager (gestor de comunidade) da moradia estudantil que dividia com mais 62 alunos. Nesse período, organizou mais de 100 eventos e sua moradia foi eleita como o melhor lugar para morar pelos alunos. “Considero esse um dos trabalhos mais importantes que tive na vida. Lá eu descobri os desafios de lidar com um grupo de pessoas. Muitas coisas que eu faço no meu dia a dia hoje como empreendedor remetem ao que eu fazia lá, que era manter aquele grupo de pessoas felizes e motivadas”, explica.

Entre os desafios, ele cita as dificuldades com o idioma no primeiro ano como a principal. “Eu anotava as aulas e no final ia até o professor para perguntar ponto por ponto que não havia entendido. Cheguei a sair correndo pelo prédio atrás de um professor numa prova, porque eu não tinha entendido a questão”, conta.

O empreendedorismo de Stanford
Segundo Gabriel, Stanford é a escola mais empreendedora que ele conhece. O status de um empreendedor é similar ao de um médico no Brasil. E em um ambiente multidisciplinar, em que as pessoas são excelentes em muitas coisas, o caminho mais provável é mesmo o empreendedorismo. “Sempre quis empreender, mas não sabia o que queria. Gostava de fazer projetos, de ajudar muita gente, de fazer muitas coisas as mesmo tempo, e quando eu descobri que isso poderia ser uma carreira, achei incrível”, comenta.

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Gabriel e sua equipe da Ingresse.com – Ele fundou a empresa com 24 anos, e já tem 36 colaboradores

 

Ele conta que já encontrou Mark Zuckerberg (fundador do Facebook) em um café da manhã e que conversou com Mike Krieger (fundador do Instagram) em um jantar, sobre um aplicativo de fotos que ele estava desenvolvendo. Inspirado, ele voltou ao Brasil em 2012, captou 2.5 milhões em investimentos e fundou a Ingresse, uma plataforma para divulgar eventos e vender ingressos. A visão da startup é concentrar todos os eventos do Brasil e ser um local que serve como agenda de eventos para o público. Com um ano de operação, a equipe de Gabriel já tem 36 pessoas, em dois escritórios (São Paulo e Manaus). Em 2012, foram realizados 2.800 eventos pela plataforma e objetivo de 2013 é vender 3 milhões de ingressos.

Dica do Gabriel para quem quer estudar fora
A dica principal do Gabriel é: “Vá! Comece agora!” Para ele, o brasileiro precisa se arriscar mais. “Pecamos por falta de iniciativa mesmo. Tem muita informação disponível, é preciso procurar. Se não der certo, só o processo de se candidatar vai ter valido a pena pelo aprendizado e autoconhecimento desenvolvido”.

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