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17.10.13

O impacto de estudar fora

O impacto de estudar fora

Conheça a história de Vinícius Licks, um brasileiro que já estudou três vezes fora e está à frente de um dos mais ousados projetos de ensino de Engenharia no Brasil

De um sonho de criança de criar robôs, o professor Vinícius Licks se tornou o engenheiro à frente de um ousado projeto educacional brasileiro: a concepção da nova faculdade de Engenharia do Insper, em São Paulo. Ela promete revolucionar o ensino na área, trazendo prática e empreendedorismo para a sala de aula e formando engenheiros empreendedores, que possam criar soluções inovadoras que ajudem a transformar a sociedade brasileira. Conheça mais da história desse brasileiro que já passou por três experiências diferentes de Estudar Fora!

Trajetória

Na cidade de Taquara de apenas 50 mil habitantes no interior do Rio Grande do Sul, Vinícius adorava montar e desmontar coisas e tinha o sonho de criar robôs. O sonho evolui, e ele foi estudar engenharia na capital Porto Alegre. Na universidade, o dia a dia da sala de aula foi diferente das expectativas de um estudante de engenharia ávido por colocar a mão na massa. “A minha vontade de criar robôs só foi saciada depois dos primeiros anos, de muitas aulas teóricas. A prática em si só começou lá pelo terceiro ano”, conta.

Inspirado por um de seus professores que havia estudado fora, ele se candidatou a um mestrado na University of New Mexico logo após se formar e foi estudar nos Estados Unidos com bolsa. “Naquela época era bem incomum ir estudar em outro país, por isso acredito que a falta de pessoas com exemplos é um dos principais entraves para aumentarmos o número de brasileiros estudando fora”.

Após o mestrado, o engenheiro voltou ao Brasil por um curto período de tempo – no qual fundou uma empresa de e-learning, e logo voltou à University of New Mexico para um Phd (doutorado) em Engenharia Elétrica. Após o doutorado, ele se tornou Professor Associado da Faculdade de Engenharia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e também atuou em diversos cargos administrativos, chegando a Vice-Diretor da Faculdade de Engenharia.

A sua terceira experiência estudando no exterior ocorreria 10 anos mais tarde. Na carreira acadêmica, é comum os professores tirarem um “ano sabático” para aprofundar os estudos. Decidido em utilizar esse período para fazer o seu pós-doutorado, Vinicius decidiu se candidatar ao mestrado em Administração Pública na Kennedy School of Government, em Harvard. “Vi que era importante desenvolver competências de gestão e estratégia, que complementassem meu background acadêmico, para assim trabalhar em outras áreas da gestão em uma instituição de ensino em que ainda não tivesse trabalhado”, explica.

Aprovado em Harvard, ele financiou os estudos com um mix de recursos próprios e bolsas da Fundação Lemann e do Instituto Ling. “Para quem se preocupa com a questão financeira, acredito que ser aprovado é a parte mais difícil. As pós-graduações em universidades de ponta como Harvard são caras, mas de uma maneira ou outra você vai arrumar uma maneira de financiar os seus estudos. Além dos programas de bolsas, há opções como trabalhar na própria universidade como research assistant ou teachers assistant”, incentiva.

O impacto de estudar fora

De toda a experiência em Harvard, um ponto chamou muito a atenção de Vinícius: o acesso a um networking interessantíssimo, no qual muitos eram brasileiros motivados a desenvolver projetos grandes no Brasil.

E foi nesse ambiente, cercado de inspiração e pessoas querendo fazer acontecer, que ele, em uma conversa com uma alumni, mudaria a direção da sua carreira e daria início ao que é hoje um dos maiores projetos da sua vida: empreender a nova escola de engenharia do Insper, inspirado no modelo de empreendedorismo e prática na sala de aula do Ollin College.

A inspiração no Ollin College veio pela postura que a instituição tem de formar engenheiros que são também empreendedores. “A ideia é desenvolver indivíduos capazes de agir de forma integral: que pensem além da viabilidade técnica e econômica dos projetos, mas também em quanto esses projetos são desejáveis pela sociedade, ou seja, em como eles atendem aos anseios e necessidades do mundo. É isso que é pedido de um engenheiro do século XXI, e é isso que queremos mudar no ensino de engenharia do Brasil”, defende.

A nova escola  do Insper está planejando abrir as portas em 2015 e o pedido de autorização para os cursos de Engenharia Mecatrônica, Mecânica e Computação já tramita no MEC. Porém, seu trabalho como empreendedor já começou: “Estamos criando tudo: estrutura administrativa, currículo, equipe, laboratórios, pensando em como vai ser a experiência dos aluno, como queremos que seja o primeiro dia de aula, ou seja, empreendendo realmente essa escola”, conta.

Dicas do Vinícius para quem quer estudar fora: 

Para quem está se planejando para estudar no exterior, Vinícius dá duas dicas:

1. Além do aspecto profissional, considere também o que a experiência vai te trazer. “É claro que é importante se preocupar com a reinserção no mercado, e colocar na balança os prós e contras. E nisso, acredito muito que o crescimento pessoal deve ser levado em conta. Você vai crescer pessoalmente nesse processo”, indica.

2. Converse com o maior número de pessoas possível que já tenha passado por uma experiência parecida da que você está planejando. “É importante para entender as diferenças nos sistemas, as metodologias de ensino, as técnicas da sua área”, orienta.

Conheça mais sobre a história do Vinícus Licks nesse vídeo da Fundação Lemann:

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