Um projeto: Fundação Estudar

Pós Graduação

O que você precisa saber para cursar uma pós-graduação fora do Brasil

22.11.16

O que fazer depois de não ser aceito para o MBA dos sonhos

mulher frustrada olhando para o computador

Os especialistas Daiana Stolf e Alex Anton explicam qual é a melhor forma de lidar com rejeições e como diversificar sua estratégia de candidatura para um MBA no exterior.

Por Daiana Stolf e Alex Anton

O ciclo de MBA applications de cada ano sempre chega ao fim com uma mistura de sentimentos: felicidade de muitos que receberam resultados positivos; frustração de outros que não avançaram para a etapa de entrevistas ou que não foram chamados para compor a lista de estudantes do programa dos sonhos.

Caso você esteja passando pela segunda situação, há de se considerar alguns fatores importantes.

Primeiramente, vale revisitar a sua lista de escolas. Se suas apostas foram todas em programas top 5 do mundo, por exemplo, saiba que a taxa de aprovação fica entre 7 e 12% – ou seja, a competição é severa. Ainda que as escolas não tenham um número específico de cada nacionalidade para compor as turmas, a diversidade é um critério importante. Você será comparado com pessoas com perfil similar ao seu, o que inclui país e indústria de atuação, e qualquer detalhe aqui pode fazer a diferença. Alguns pontos a mais no GMAT e/ou no TOEFL, uma marca profissional mais forte no currículo ou um plano de carreira mais claro que o seu, por exemplo, podem ser determinantes para a sua rejeição. Dito isso, há um certo elemento de sorte nesse processo, no sentido que você não pode controlar o nível ou a quantidade de concorrentes.

Será que as suas redações estavam claras o suficiente? Você conseguiu passar a mensagem que queria sobre o seu perfil profissional e suas características pessoais mais marcantes?

Um segundo ponto está relacionado ao conteúdo do seu application – será que as suas redações estavam claras o suficiente? Você conseguiu passar a mensagem que queria sobre o seu perfil profissional e suas características pessoais mais marcantes? Tem um histórico acadêmico forte, e interesses fora do trabalho que lhe tornam uma pessoa atraente aos olhos de seus pares? Citou exemplos que comprovam iniciativa e capacidade de trabalhar em grupo? Fez uma argumentação sólida a respeito do porquê aquele programa em especial faria todo o sentido para sua carreira e seu momento de vida atual? Seus objetivos pós-MBA estavam alinhados com a sua experiência passada e com o que a escola tem para oferecer? Você escolheu os recomendadores certos para escrever as cartas de suporte – pessoas que conseguiriam facilmente ilustrar suas qualidades com exemplos relevantes e tangíveis? Obter a opinião de pessoas externas sobre suas redações, por exemplo, pode ajudar a endereçar algumas dessas questões.

Agora, o que fazer com o resultado negativo em mãos? Com o segundo round pela frente (deadlines em janeiro), há a possibilidade de diversificar a estratégia e aplicar para programas menos competitivos – mas ainda de excelente qualidade –, aumentando suas chances de iniciar o MBA no próximo ano. Focar em escolas top 50 dos rankings significa estar nos top 2% de programas dentro do universo de mais de 2.500 MBAs oferecidos em todo o mundo.

Esta alternativa é certamente mais válida do que desistir da empreitada – pois, além do conhecimento técnico e de abrir possibilidades no mercado de trabalho, os ganhos intangíveis do MBA no exterior incluem acesso a uma poderosa rede de alumni, contato com colegas de alto nível de diversas culturas e experiência fora da sua zona de conforto.

Caso suas notas de GMAT e TOEFL não sejam competitivas o suficiente (a média dos candidatos tem aumentado a cada ano), reprograme o seu tempo para incluir estudos adicionais e uma nova tentativa. Se você passou para a entrevista mas o processo não evoluiu a partir daí, repense a maneira pela qual comunica seus objetivos e tenha a certeza de que fará o máximo possível para demonstrar, de maneira genuína, o seu fit com a escola em uma próxima oportunidade. Se sentiu que a língua inglesa foi uma barreira importante para você se expressar adequadamente, frequente aulas de conversação para melhorar sua fluência – afinal, um programa de MBA internacional exige um domínio completo do inglês para que você esteja apto a participar de maneira ativa e impactante das discussões em sala de aula. Por fim, caso haja um ponto crucial do seu perfil que possa ser melhorado, como obter experiências de liderança mais concretas, envolver-se com atividades voluntárias de seu interesse ou correr atrás de uma experiência pessoal ou profissional no exterior, pode ser interessante adiar os planos em um ano e ganhar tempo para executar tais projetos.

Acima de tudo, o processo de aplicação traz aprendizados relevantes, já que lhe força a refletir sobre seu passado, presente e futuro. No mínimo você sairá dele com mais autoconhecimento e confiança sobre seus valores e planos no curto, médio e longo prazos.

 

 

Daiana Stolf é cientista por formação e escritora e coach por paixão. De mestre pela Universidade de Toronto (Canadá) a aluna de Gestão Estratégica na Universidade de Harvard (EUA), passando por cientista-doutoranda da EPFL (Suíça), em 2011 descobriu o prazer de guiar brasileiros curiosos e determinados a expandir seus horizontes através de cursos de pós-graduação nas melhores universidades do mundo. Ela é co-fundadora da TopMBA Coaching.

 

Alex Anton é MBA pela Harvard Business School e adora ajudar outros brasucas a realizarem o sonho de estudar nas melhores escolas do mundo. Apaixonado por viajar e por conhecer o mundo, já morou e trabalhou no Canadá, Alemanha, Suíça, Indonésia, Estados Unidos e China. É co-fundador da TopMBA Coaching e entusiasta da meditação, fotografia e corrida.

 

Leia também:
É possível recorrer a uma rejeição de universidade?
Jovem insiste ao ouvir ‘não’, tenta de novo e é aceita em Harvard
5 bolsas de estudos para MBA no exterior

 

Conecte-se ao Estudar Fora

Leia Mais

impacto social
estudar na Asia
tudo sobre o GMAT
estudar idiomas