Mestrado na Universidade de Tel Aviv: saiba como é a experiência

graduação em Israel na Tel Aviv University

Para estudantes que procuram um destino diferente dos mais tradicionais, Israel é uma excelente opção. E a Universidade de Tel Aviv, a maior do país e uma das melhores, segundo os principais rankings, tem uma vantagem importante: ela oferece bolsas de estudo exclusivas para brasileiros que queiram fazer graduação ou mestrado em Israel.

Aqui no Estudar Fora, já falamos sobre os programas de graduação que a instituição oferece. Além deles, porém, a escola também tem uma série de cursos de mestrado com bolsas semelhantes. E brasileiros que já passaram por eles contam que eles oferecem uma experiência bem interessante para quem quer conhecer um destino diferente e estudar temas que têm uma oferta mais rara no Brasil.

Experiência universitária

Guilherme Froiman, por exemplo, fez o mestrado de Security & Diplomacy da universidade entre setembro de 2018 e outubro de 2019. Formado como publicitário, ele conta que o interesse pelo curso surgiu de uma pesquisa que ele estava fazendo a partir de seus gostos pessoais. “Primeiro eu achei esse programa, depois fui procurando oportunidades de bolsa”, lembra. Foi assim que chegou à Universidade de Tel Aviv.

Lá, ele conta que teve uma experiência acadêmica “indescritível”. “Fiquei meio chocado com o campus. É enorme, no estilo das universidades dos Estados Unidos, com dormitórios e várias faculdades dentro, cada uma com seu prédio e com a sua biblioteca”, comenta. Ele também destaca a diversidade das pessoas e a qualidade dos professores como pontos positivos do seu mestrado.

Outra estudante que destaca pontos semelhantes é Caroline Hara. Ela atualmente cursa o mestrado em documentário da Universidade de Tel Aviv, com previsão de conclusão em janeiro de 2021. Seu contato com a universidade se deu quando ela trabalhou em um festival de cinema em Tel Aviv e ouviu o coordenador falar sobre o programa de documentário oferecido pela instituição.

Ela conta que tem um envolvimento diferente com o ambiente, já que só tem aula duas vezes por semana e passa muito tempo filmando em outros locais. “Mas eu tenho meus amigos, e a gente filma junto, todo mundo ajuda todo mundo, então isso é muito bom”, comenta.

Ritmo de estudos

Caroline diz que não acha o ritmo de estudos da universidade particularmente exigente. Em vez de provas, seu curso tem uma demanda de trabalhos mais práticos mesmo. Como esses trabalhos envolvem, muitas vezes, gravações em datas ou eventos específicos, Caroline diz que se esforça para aproveitar todas as oportunidades.

“Não é sempre que você tem uma câmera disponível, não é sempre que você tem a oportunidade, então eu sempre faço mais do que é pedido, também para eu aproveitar melhor a faculdade”, conta. Na visão dela, essa maneira de avaliar os estudantes acaba sendo positiva porque faz com que os próprios alunos se desafiem a fazer melhor.

Guilherme conta ter tido uma experiência semelhante, ainda que seu curso fosse bem diferente. “A carga horária não era tão intensa. Eram no máximo duas aulas por dia, e tinha dias que não tinha aula. Mas o nível de preparação que eu precisava ter era muito alto”, relata. Segundo ele, os professores exigiam uma carga considerável de leitura para cada aula.

O resultado disso, na visão dele, é que “o nível de discussão [nas aulas] era muito mais elevado”. Embora fosse um pouco desafiador, Guilherme se lembra da experiência de maneira muito positiva, e reconhece que o esforço exigido pelos professores era sempre recompensador. “Até porque quando você escolhe algo que você quer fazer, você se dedica mais”, comenta.

Mesmo com os estudos, Guilherme diz que conseguiu aproveitar muito a cidade de Tel Aviv, que ele descreve nos melhores termos. “É uma cidade litorânea super jovem, moderna, eclética, libera, segura e bonita”, diz. Um ponto negativo que ele destaca, no entanto, é que ela tem um custo de vida elevado.

Candidatura

O processo de candidatura, de acordo com Guilherme, exigiu que ele enviasse seu histórico acadêmico, nota do TOEFL, um essay e duas ou três cartas de recomendação. O histórico e alguns outros documentos que estavam em português precisaram passar por tradução juramentada antes de serem enviados à universidade.

Caroline passou por um processo semelhante, e diz que foi “bem rápido”. Como parte dele, ela precisou fazer uma entrevista e escrever um projeto de filme que faria no fim do curso. “Você não precisa depois fazer exatamente aquele filme, é mais para ver a sua ideia e qual caminho você quer seguir”, explica.

Embora fosse um processo trabalhoso, Guilherme conta que o mais difícil mesmo foi a decisão de ir. “Mudar de país, nem que seja por um tempo, é uma decisão que pesa”, comenta. No caso dele, que estava “super bem” em um emprego na sua área, foi uma decisão particularmente difícil. Mas ele diz que tem “zero arrependimentos”.

“No momento é difícil porque você não tem controle do futuro, não sabe o que vai acontecer. Mas hoje eu olho para trás e falo ‘que ótimo que eu fui'”, compartilha. Ele recomenda a todos os brasileiros que pensam em estudar fora que sigam essa vontade, porque “vai estar tudo igual quando você voltar”. Mesmo com relação a emprego, ele conta que o mestrado ajuda bastante. “Eu voltei e em duas semanas já tinha emprego de novo”, lembra.

Bolsas de estudo

Há bolsas de estudo disponíveis para a Universidade de Tel Aviv por meio da organização dos Amigos Brasileiros da Universidade de Tel Aviv. O valor das bolsas varia conforme o curso desejado pelo estudante, mas chega a 100% do valor no caso do bacharelado em Engenharia Elétrica e Eletrônica.

Para os mestrados, a bolsa vai até 50% do valor integral. Mais informações sobre as oportunidades podem ser vistas neste link.

 

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