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Inteligência emocional na candidatura para estudar fora: saiba como ela pode te ajudar

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Inteligência emocional na candidatura para estudar fora: saiba como ela pode te ajudar

Ao longo da preparação para estudar fora, há vários momentos em que você pode sentir um “frio na barriga”. Na hora de escolher a faculdade, ao pegar aqueles documentos que levam um tempão para sair, ao escrever suas cartas de motivação, ao enviar os documentos… E é preciso cuidado para que esse “frio na barriga” não acabe interferindo nas suas atividades. É por isso que a inteligência emocional na candidatura para estudar fora é tão importante.

Para Victor Cortez, estudante de engenharia mecânica na Columbia University, “o maior período de ansiedade foi esperando sair os resultados quando as datas iam chegando”. Quando a aprovação veio, ele diz que ficou muito satisfeito. “Mas meio que a ficha só foi cair quando cheguei no campus, porque foi meu primeiro contato concreto com a universidade”, complementa.

O que é inteligência emocional na candidatura?

Segundo Maria Luisa Lange, curadora de conteúdo educacional na Fundação Estudar, inteligência emocional “é a nossa capacidade de reconhecer as nossas emoções e melhor lidar com as nossas reações perante as mesmas”. “Reconhecer e saber lidar com as emoções das outras pessoas também faz parte desse processo”, complementa.

E a inteligência emocional na candidatura é importante porque momentos como a espera pelos resultados (que Victor destacou como o de maior ansiedade em seu processo de candidatura) podem gerar muita ansiedade. Afinal, como Maria Luisa explica, “existe muita coisa envolvida — por vezes uma situação financeira incerta, a possível realização de um sonho”, entre outros fatores.

E para quem vai se candidatar para estudar fora, a capacidade de reconhecer e lidar com essa ansiedade é muito importante. Afinal, há muitas emoções que podem surgir por conta desse processo , e é preciso saber lidar com elas para que elas não afetem demasiadamente ao vida do candidato — ou até mesmo a qualidade da sua application. “Entender e identificar comportamentos que possuímos em resposta a cada uma dessas emoções pode ser um grande aprendizado para o autoconhecimento do candidato”, complementa Maria Luisa.

Como a inteligência emocional pode afetar seu intercâmbio

Ver-se imerso em uma cultura diferente, sem parentes por perto, também pode trazer situações difíceis. Sobre sua adaptação aos Estados Unidos, Victor conta que não teve grandes problemas, mas cita um ponto curioso: “a parte mais difícil foi o sistema imperial [de medidas], porque é como se você perdesse noção do tamanho das coisas”. Imagina só não ser capaz de dizer quanto você pesa ou quanto você mede?

Essas situações inusitadas também podem ser um teste para a inteligência emocional. “Você está longe de casa, e provavelmente vai ser o responsável por solucionar o problema”, comenta Maria Luisa. “E é exercitando a nossa autorregulação emocional que conseguimos tomar atitudes conscientes mesmo quando em apuros”, acrescenta.

Nesses casos, ter amigos também pode ajudar. Mas para isso, você vai precisar conseguir se comunicar em outra língua. Victor conta que conseguiu, “não com muita facilidade, mas também não foi difícil”. “Noto que é mais fácil fazer amizade com outros estudantes internacionais, mas os americanos ajudam sim a guiar você nessa nova cultura”, diz. O exercício também pode ajudar a desenvolver a inteligência emocional, de acordo com Maria Luisa, já que “mesmo que você não fale o mesmo idioma que o povo do país onde está, conseguirá identificar a emoção que o outro sente e lidar melhor com a situação”.

Desenvolvendo inteligência emocional

Desenvolver essa capacidade é importante, já que ter um “sistema de suporte” de pessoas próximas pode ajudar a lidar com emoções difíceis. Isso especialmente no caso da inteligência emocional na candidatura, pois essas pessoas podem “te ajudar a acolher as diversas emoções que vão surgir nessa montanha-russa”, nas palavras de Maria Luisa.

Prestar atenção às próprias emoções (e às emoções dos outros) pode ajudar nesse desenvolvimento. Um exemplo que Maria Luisa é quando bate a saudade de casa durante um intercâmbio. “O seu papel aaqui não é de refutar a tristeza quando ela chega, mas acolhê-la, entender por que ela está aí, e até mandar uma mensagem para as pessoas de quem você está sentindo saudade”, comenta.

A Fundação Estudar oferece um curso de Inteligência Emocional da Prática que pode ser interessante para pessoas interessadas em se candidatar para estudar fora. Por não tratar-se de uma capacidade desenvolvida em qualquer curso regular, ela pode ser interessante tanto para quem está em busca de uma graduação no exterior quanto para quem procura uma pós-graduação fora ou mesmo entrevistas de emprego. Saiba mais por meio deste link.

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