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24.09.15

Holanda: brasileiras contam suas experiências no “país das bicicletas”

Holanda: brasileiras contam suas experiências no "país das bicicletas"

País, que é referência mundial em educação, inovação e sustentabilidade, oferece mais de 2.000 cursos superiores em inglês

Por Vivian Carrer Elias

A Holanda está entre os líderes globais em educação e abriga muitas universidades de excelência: seis instituições do país aparecem entre as 100 melhores do mundo no ranking da Times Higher Education (THE).

Apesar de pequeno, o país é muito diversificado. A capital, Amsterdam, é um dos destinos turísticos mais procurados na Europa. Já as cidades universitárias Groningen e Utrecht são pequenas e menos agitadas, mas igualmente charmosas. Rotterdam, por sua vez, é a segunda maior cidade holandesa e se diferencia por sua arquitetura mais moderna.

O país ainda é um dos mais inovadores e sustentáveis da Europa, principalmente quando se trata de energia limpa, tratamento da água e meio de transporte. Em Amsterdam, por exemplo, 66% da população vai ao trabalho a pé, de bicicleta ou pedalando, segundo o European Green City Index.

As universidades da Holanda oferecem mais de 2.000 cursos em inglês, e os programas custam a partir de 6.000 euros para não europeus. Brasileiros podem trabalhar 10 horas por semana enquanto estudam ou em tempo integral durante as férias de verão.

Você se interessou pelo país? Então leia a seguir o relato de duas brasileiras que escolheram a Holanda como destino de intercâmbio:

Groningen é uma cidade pequena com duas grandes universidades, então é repleta de estudantes, com vida noturna agitada

Miriam Kim, 25 anos, estuda Psicologia na USP e fez intercâmbio na Universidade de Groningen no primeiro semestre de 2015.

“Groningen é uma cidade pequena com duas grandes universidades, então é repleta de estudantes, com vida noturna agitada e um movimento constante de pessoas chegando e indo embora. Morei em uma residência estudantil em que era a única brasileira e conheci pessoas de vários lugares do mundo.

Como cheguei durante o inverno, tive dificuldade de me adaptar ao clima frio e ao fato de escurecer muito cedo. Também precisei me acostumar com algumas características de cidade pequena, como o fato de o comércio fechar às seis horas da tarde.

O que eu mais gostei dessa experiência foi ter a bicicleta como principal meio de transporte. Com ela, eu não apenas ia de um lugar para o outro, mas também me exercitava. Todas as pessoas em Groningen andavam de bicicleta, desde crianças muito pequenas até idosos. O sistema de tráfego é todo feito de modo a favorecer esse meio de transporte. Também achei positivo o fato de eu ter conseguido viajar dentro do país com facilidade, pois a Holanda é pequena e eu, como estudante, conseguia comprar passagens de trem de uma cidade à outra por sete euros.”

Andava de bicicleta a qualquer hora, de madrugada e até mesmo debaixo de neve. Na Holanda é muito fácil conhecer outras cidades de bicicleta (…) Tudo é muito sinalizado, organizado e seguro

Ligia Oliveira, 25 anos, estudou administração na Arnhem Business School em 2012.

“Decidi ir para a Holanda porque queria viver em um país que eu não conhecesse muito bem para poder aprender o máximo possível. O fato de eu não falar holandês não me atrapalhou, pois quase todas as pessoas lá falam inglês.

A bicicleta e a natureza são pontos fortes do país. Eu morava em frente a um parque e, todos os dias, o atravessava pedalando para chegar à faculdade. Também andava de bicicleta a qualquer hora, de madrugada e até mesmo debaixo de neve. Na Holanda também é muito fácil conhecer outras cidades de bicicleta, seja fazendo o trajeto pedalando, seja levando a bicicleta dentro do trem. É tudo muito sinalizado, organizado e seguro. Quando não estava na universidade, eu passava o tempo com amigos na residência estudantil ou lendo um livro e comendo stroopwafel em algum parque.

Eu apenas ressaltaria que os holandeses tem uma personalidade mais fechada. Por exemplo, no dia em que cheguei, tive dificuldade em transportar as minhas malas no trem, mas ninguém me ofereceu ajuda. Depois eu entendi que as pessoas na Holanda prezam por respeitar o espaço do outro e sentem que não é educado oferecer ajuda caso ninguém tenha pedido.

Para quem está pensando em ir à Holanda, diria que é um país com sistema de transporte incrível, bonito, arborizado, com pessoas educadas e que falam inglês. A experiência de viver em uma cidade pequena e não turística foi bacana porque sinto que conheci a cultura do país a fundo.”

*Foto: Amsterdã / Crédito: divulgação

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