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15.08.14

Giuliano, de 24 anos: MIT, Microsoft, Facebook e uma startup

Giuliano, de 24 anos: MIT, Microsoft, Facebook e uma startup

Carol Campos, colunista do Estudar Fora, conta a história do paulista que se tornou sócio de um megainvestidor americano e promete fazer história!

Olá pessoal,

Hoje vou contar uma história que, acredito, vai inspirá-los bastante: é sobre o Giuliano Giacaglia, um jovem formado em Engenharia e Ciência da Computação pelo MIT (Massachussets Institute of Technology), com mestrado em inteligência artificial, que já fez estágio na Microsoft e no Facebook e recentemente decidiu abrir a sua própria startup – a Blade uma empresa que cuida do inovador aplicativo WiGO (uma rede social que informa quem são as pessoas do seu grupo de amigos que vão sair e para onde irão). Ele já fez isso tudo e só tem 24 anos!

Um de seus professores sugeriu que ele aplicasse para o MIT. ‘Pra onde?’, questionou ele

Conheci o Giuliano numa reportagem de jornal. Depois, descobri que ele morava próximo de mim aqui em Boston, e fui atrás de descobrir mais sobre ele.

Ele me contou que, aos oito anos, já gostava muito de matemática. A professora, vendo o interesse dele, decidiu inscrevê-lo na Olimpíada Paulista de Matemática, e o menino ficou com a prata. Apesar dos pulos de alegria no dia da entrega das medalhas, seu futuro não seria tão fácil assim.

Semanas depois de ganhar a prata, Giuliano participou de um processo seletivo para a Olimpíada Rioplatense de Matemática, mas, mesmo tendo estudado muito, não foi selecionado. Determinada a ajudar o filho, a mãe dele encontrou uma aula de reforço específica para as olimpíadas. Só tinha um detalhe: as aulas eram às sextas à noite e sábado o dia inteiro.

Ele não duvidou: foi lá e começou a estudar MUITO! Foram 4 longos anos de muita dedicação e, além das olímpiadas de Matemática, Giuliano também participou de competições de Física, Química, Astronomia e Informática. Até que chegou o momento do vestibular, quando um de seus professores sugeriu que ele aplicasse para o MIT. “Pra onde?”, questionou ele, que nunca nem tinha ouvido falar numa das melhores universidades do mundo.

Giuliano não falava inglês e não tinha ninguém para ajudá-lo com o processo de candidatura, mas isso não o impediu de chegar lá. Determinado a ser aprovado, estudou inglês sozinho, passou no TOEFL e aplicou apenas para o MIT e… Foi aceito!

Mas aí, veio outro obstáculo: seus pais não tinham como custear sua ida para Cambridge, pagar as mensalidades da universidade, a hospedagem, o transporte e a alimentação. “Mas era o MIT, né?”. A família se uniu, a avó deu “aquela” ajuda e lá veio o Giuliano para os Estados Unidos. Passou muito frio e perrengue, mas deu certo! Ou melhor: “tem dado certo”, como ele diz.

No primeiro ano, contou com a ajuda da avó para se manter. No segundo, o dinheiro começou a apertar e ele decidiu ir para o Brasil nas férias para trabalhar. Ele voltou para o curso de onde tinha saído e tornou-se monitor, conseguiu juntar um dinheiro e retornou ao MIT.

O Facebook é grande, mas não acho que sejam os melhores

Pouco depois, entrou na Microsoft como estagiário e recebeu uma proposta para ser efetivado.“A proposta era boa?”, perguntei. “Ah, era né?”, ele respondeu, mas achou cedo demais para se fixar numa empresa.

Quando estava prestes a se formar, fez outro estágio: desta vez, passou uma temporada no Vale do Silício e trabalhou no Facebook. Ficou muito impressionado com a qualidade dos brasileiros que trabalham lá, mas não com a empresa em si. “O Facebook é grande, mas não acho que sejam os melhores”, confidenciou.

De volta ao MIT, foi aceito para um mestrado em inteligência artificial e decidiu que era hora de criar aplicativos que pudessem simplificar a vida das pessoas. Trabalhou em vários projetos e acabou conhecendo o investidor Paul English – criador do Kayak, um site de planejamento de viagens.

Depois de algumas conversas, Paul decidiu investir em Giuliano e apresentou o brasileiro para Ben Kaplan, o criador de um aplicativo chamado WiGo (“Whoisgoingout?”).

O WiGo informa o usuário se seus amigos decidiram sair naquela noite e para onde eles irão. A ideia de Ben foi tão boa que nada menos que 80% do seu college aderiram ao app! Um sucesso! E foi então que Giuliano e Ben, com o apoio financeiro de Paul English, abriram a Blade, que já conta com uma equipe de 15 pessoas. Incrível, não? E pensar que ele nem sabia o que era o MIT…

O que mais vem por aí? Só a história dirá!

Se quiser saber mais sobre o aplicativo WiGo, clique aqui e assista a um vídeo.

Até mais!

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Carol CamposCarol Campos é advogada por formação e docente por vocação. Fez mestrado em Ciência Política, estudou Direito Empresarial, saúde pública, educação e feminismo. Como advogada, trabalhou em escritórios como TozziniFreire e Dannemann. No serviço público, atuou na ANVISA. Por sete anos, foi também professora de ensino superior. Tornou-se gestora educacional, trabalhou com assuntos regulatórios em educação, coordenou um Núcleo de Prática Jurídica e outro de TCC: ao mesmo tempo! Até que um dia fez as malas, vendeu os móveis, empacotou os livros e foi morar com a família em Cambridge. Atualmente, realiza de diversos cursos na área de educação e é voluntária do MIT Brasil, além de escrever para o Estudar Fora.

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