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Julia Minichelli - estudar em buenos aires

Como é estudar em Buenos Aires? Aluna que estudou em 7 países conta sua experiência

Por Gustavo Sumares
11.09.2019

Julia Minichelli, estudante de Economia Política na Minerva Schools at KGI, conta sobre sua experiência na capital portenha muito além dos preconceitos brasileiros!


Julia Minichelli estuda Economia Política na Minerva Schools at KGI. Por meio do programa, já viveu em San Francisco, Seoul, Hyderabad, Berlim e Buenos Aires. Apaixonada por políticas públicas, seu sonho (do momento) é aplicar métodos quantitativos para melhorar a qualidade de programas implementados por governos ao redor do mundo. No texto a seguir, ela conta sobre sua experiência de estudar em Buenos Aires como parte de sua graduação. Confira:

Buenos Aires? 🤨

“Preciso confessar: estudar na Argentina não era lá um dos meus grandes sonhos. Desde o Ensino Médio, os meus destinos preferidos estavam sempre bem distantes da América Latina; preferia ir para Taiwan, Estados Unidos, Inglaterra… Lugares com culturas bem mais diferentes do que a de minha terra natal. Isso sem contar o fator Copa do Mundo. A rixa Pelé-Maradona em casa se traduzia por meio de frases como:

— Tudo bem que perdemos de 7×1 para Alemanha… mas temos que torcer para eles na final, porque a Argentina campeã no Maracanã não dá, né!

No entanto, como aluna do terceiro ano da Minerva Schools, me mudei para Buenos Aires no início de 2019. (Se você caiu aqui de surpresa, Minerva é uma universidade americana super inovadora de liberal arts, onde nós, alunos, vivemos em sete países diferentes durante os nossos quatro anos de graduação… um dos destinos sendo Buenos Aires).

E durante esses quatro meses que vivi na capital portenha, mordi a minha língua todos os dias por ter subestimado o quanto a experiência de viver na Argentina poderia ser enriquecedora.

A cidade 🌇

Como a admiradora de planejamento urbano que sou, preciso confessar que fiquei encantada com a estrutura da cidade. Não se confunda, não estou me referindo à infraestrutura que utilizamos quando se está a turismo na capital portenha: os táxis que nos levam da Casa Rosada ao Caminito, o Uber que pegamos no aeroporto ao show de tango… Essa definitivamente não é a rotina de alguém que estuda em Buenos Aires.

Transporte público acessível

Como Buenos Aires é menor do que a minha cidade natal, São Paulo, fiquei muito feliz em encontrar um transporte público acessível que pode te levar para as principais regiões da capital, seja por meio de ônibus ou metrô.

Eu sei que comentar sobre o transporte público da cidade pode ser algo menos importante, a primeira vista. No entanto, se a sua intenção é entender como a cidade funciona e se integrar enquanto morador de lá (como era a minha intenção enquanto estudante da Minerva em Buenos Aires), é fundamental que a cidade tenha uma infraestrutura acessível para que você possa viver como um local, sem ir a falência depois do primeiro mês.

Ocupação democrática do espaço público: parques e protestos

Essa é uma das coisas que eu mais valorizo em todas as cidades que eu visito. E nesse quesito, Buenos Aires é nota 10. Para mim, uma das principais características da capital portenha é o quanto a sua população ocupa os espaços públicos disponíveis. Seja por meio de protestos nas principais avenidas da cidade (que ocorrem frequentemente), ou uma saída de amigos para tomar um “mate” (no Brasil, chimarrão) em algum dos muitos parques da cidade.

Vivência na cidade: projetos 👩🏼‍🎓

Mas óbvio que a experiência na cidade não se resume em observar passivamente o que ocorre ao seu redor. Por meio das atividades proporcionadas pela Minerva, pude atuar em projetos e atividades onde apliquei o que aprendi em sala de aula para o contexto de Buenos Aires. Como estou me formando em Ciências Sociais Aplicadas (uma combinação de ciência política e economia, com foco em métodos qualitativos para as duas áreas), resolvi me envolver em projetos relacionados a políticas públicas da cidade.

E aí é necessário um parênteses. Uma das coisas que eu mais aprecio dentro da Minerva é como o nosso desenvolvimento profissional é observado como um processo de prototipação. Explico: a ideia é que a cada um dos nossos quadrimestres nós possamos experimentar experiências profissionais que gostaríamos de viver, para que, depois de formados, tenhamos melhor ideia dos ramos que gostaríamos de atuar profissionalmente.

Isso funciona muito bem para mim (e é um dos caminhos que eu tenho buscado trilhar dentro da minha graduação) porque sempre fui interessada em muitas áreas do conhecimento, então gosto da ideia de poder experimentar antes de me comprometer com uma carreira específica. Em todo caso, esse semestre decidi focar em atuar com políticas públicas.

Um dos principais projetos que realizei durante esse semestre foi em parceria com o núcleo de gênero da Secretaria de Integração Social e Urbana de Buenos Aires. Participei com um grupo de alunos em um núcleo de pesquisa onde pesquisamos políticas públicas com recorte de gênero que funcionaram na América Latina para serem aplicadas na Villa 31, uma das maiores comunidades do país.

Em outra ocasião, realizei um projeto de econometria para a minha aula sobre o tema da faculdade sobre as premissas por trás da política pública educacional Becas Progresar. Em grupo, pude colocar em prática os métodos econométricos aprendidos em sala de aula usando dados públicos do governo argentino, para verificar se havia base empírica para sustentar o programa.

Perto, mas não tão perto… 🇧🇷

Por último, mas não menos importante, acho que a minha parte preferida de viver em Buenos Aires foi quanto são semelhantes alguns aspectos da cultura argentina com a cultura brasileira.

Depois de tanto tempo morando em cidades como Seoul, San Francisco e Berlim, voltar para uma cultura tão familiar me fez se sentir extremamente acolhida pela cidade e seus moradores durante todo o processo de adaptação, seja por meio da culinária ou pela facilidade de se fazer amizades. Não percebi quanta saudade eu tinha da minha cultura até que pudesse viver em um lugar tão parecido (em alguns aspectos!) com a cidade onde eu cresci.

Che, re piola 🇦🇷

Obviamente, muitas das coisas que eu experienciei durante esse semestre vivendo em Buenos Aires são específicas da infraestrutura oferecida pelo programa que eu faço parte. Conheço várias pessoas que foram para Buenos Aires para atender universidades locais, tais como a Universidade de Buenos Aires (UBA), e portanto, tiveram oportunidades e experiências bem diferentes das minhas.

Em todo caso, preciso confessar que eu estava bem errada sobre as minhas impressões dessa cidade incrível, e que já sinto muito falta das experiências que me foram proporcionadas durante os meses que eu estive por lá.”

Sobre a Minerva

Universidade Minervaem parceria com a Fundação Estudar, está oferecendo uma bolsa de estudos que, em conjunto com outros benefícios de apoio financeiro da universidade, pode cobrir os custos de anuidade e moradia dos 4 anos do curso de graduação na instituição.

A candidatura pode ser feita em rounds, e o próximo prazo se encerra no dia primeiro de novembro. Como as candidaturas serão processadas à medida que forem recebidas, quem se candidatar mais cedo terá a resposta antes dos demais rounds.

 

Dica do Estudar Fora:

Autoliderança é uma competência fundamental para você guiar a sua carreira. É por meio dela que você vai construir um direcionamento que faça sentido para você e desenvolver meios para superar os obstáculos. E para dar a importância que esse termo merece, a Fundação Estudar criou o Liderança Na Prática, um curso de quatro dias que vai te ajudar a descobrir e colocar em prática o seu sonho grande. Inscreva-se agora com 10% de desconto usando o cupom ESTUDARFORA. É só clicar aqui!

 

 

 

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