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Intercâmbio

O que você precisa saber para ter uma experiência de estudos em outro país

10.10.16

Estudantes de medicina podem fazer intercâmbio? Descubra como!

estudantes de medicina no Cairo, Egito

Através da Associação Internacional de Estudantes de Medicina, alunos podem fazer intercâmbio na área da saúde em mais de 122 países, além de participar de eventos com entidades globais como OMS e ONU.

Por Fellipe Carlos, da IFMSA Brazil

Nem todo estudante de medicina sabe, mas há diversas oportunidades na área para se desenvolver no exterior ainda na graduação. Escolher passar as férias desenvolvendo conhecimentos médicos em outro país, por exemplo, é realidade para os estudantes de medicina associados à IFMSA – ou Associação Internacional de Estudantes de Medicina, na sigla em inglês.

Sou representante da IFMSA no Brasil e gostaria de apresentar um pouco do que fazemos. Nosso trabalho está dividido em quatro grandes áreas de saúde: saúde pública, saúde sexual e reprodutiva, educação médica, direitos humanos e paz. A cada ano, organizamos mais de 13 mil intercâmbios de pesquisa e clínico-cirúrgico para que os alunos possam explorar inovações na medicina, sistemas de saúde e prestação de cuidados de saúde em outros ambientes. A IFMSA une as pessoas para trocar, discutir e iniciar projetos para a criação de um mundo mais saudável, dando aos seus membros as habilidades e os recursos necessários para serem líderes de saúde.

O intercâmbio oferecido pela organização tem duração de um mês, durante o qual o estudante realizará um estágio em um hospital local e participará de um programa social.

A IFMSA-Brazil está presente em 23 estados e reúne mais de 2000 estudantes de medicina. O intercâmbio oferecido pela organização, que pode ser nacional ou internacional, tem duração de um mês, durante o qual o estudante realizará um estágio em um hospital local e participará de um programa social. Além do crescimento profissional, o jovem também tem contato com outros estudantes de diferentes nacionalidades, com os quais poderá trocar experiências e viajar pelo país de destino.

Além do intercâmbio, o estudante de medicina associado também pode participar da General Assembly – um evento anual que reúne as associações de 122 países, além de instituições como a Organização Mundial de Saúde, a ONU, a Unesco, WMA e outros. São 7 dias de treinamentos sobre Saúde Pública, Saúde Sexual e Reprodutiva, Direitos Humanos e Paz, Educação Médica, Intercâmbios, além de outros treinamentos sobre temas pertinentes à vida do médico e que normalmente não estão no currículo obrigatório, como liderança, advocacy, educação financeira e falar em público. Além da reunião mundial, há também a Regional Assembly, que ocorre no âmbito continental e a Assembléia Geral que ocorre nacionalmente reunindo os estudantes de medicina do Brasil.

Felippe em seu intercâmbio cirúrgico no Cairo

Felippe em seu intercâmbio cirúrgico no Cairo, Egito

Para ter acesso a estas e outras oportunidades, o estudante de medicina precisa se informar se sua faculdade é filiada à Federação e procurar o estudante responsável. Caso não seja, qualquer estudante também pode filiar sua universidade à IFMSA-Brazil. Saiba mais sobre a organização no site oficial e descubra como se filiar através da página do Facebook.

A International Federation Medical Students Association’s (IFMSA) foi fundada em 1951 e é uma das maiores e mais antigas organizações geridas por estudantes do mundo. Ela representa, conecta e envolve uma rede de 1,3 milhões de estudantes de medicina de 122 países ao redor do globo.

Sobre Fellipe

IFMSAEstudante de Medicina em Teresópolis pela UNIFESO, Fellipe é presidente local da International Federations Medical Students Association’s of Brazil e fundador do seu comitê local na universidade. Através da IFMSA participou de um intercâmbio cirúrgico no Cairo, Egito, de uma General Assembly em Puebla, México, e Assembléia Geral em Juiz de fora, MG. Nasceu no Maranhão e por isso vê a importância de programas que, como a IFMSA, oferecem oportunidades para todos, independentemente da barreira geográfica.

 

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