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COVID-19: A vida de estudantes brasileiros vacinados em Israel

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COVID-19: A vida de estudantes brasileiros vacinados em Israel

Vacinados contra o Coronavírus em Israel, dois estudantes brasileiros da Universidade de Tel Aviv (TAU) contam como foi a experiência e falam, ainda, sobre o dia a dia de estudante no país com a maior taxa de vacinação contra a Covid-19 do mundo. 

Além de ter implementado medidas duras na pandemia, como lockdowns, Israel iniciou seu programa de vacinação – que se destaca como o mais bem sucedido do mundo – ainda em dezembro de 2020. Atualmente, mais de 60% da população já recebeu ao menos uma dose da vacina da Pfizer BioNTech, e mais da metade já foi imunizada com a 2ª dose. 

Em conversa com o Estudar Fora, os estudantes Luana Varaschim Perin e Felipe Minhoni Della Posta, que fazem parte do programa de mestrado da TAU e vivem há, aproximadamente, oito meses em Israel, contam como tem sido a experiência de estudar no país durante a pandemia e relatam como foi receber a vacina de Covid-19. 

Universidade se adaptou à realidade da pandemia

Além de restringir aglomerações desde o início da pandemia, a Universidade de Tel Aviv se adaptou rapidamente às normas de segurança e distanciamento social para preservar toda a comunidade escolar.  Durante os meses de lockdown, todas as aulas passaram a ser ministradas online. 

Com o avanço da vacinação no país, parte das aulas voltaram a ser presenciais em março deste ano. Além de tornar obrigatório o uso de máscaras de proteção no campus e disponibilizar álcool em gel nas classes, a instituição adotou um sistema híbrido, com a presença rotativa de apenas 10 alunos por sala e aulas síncronas online, via Zoom.

A Universidade de Tel Aviv tem uma estrutura de apoio e logística incrível, então mesmo diante da pandemia, tive a oportunidade de ter aulas presenciais – com todos os cuidados e respeitando as normas de distanciamento social – e conhecer meus colegas, que vêm das mais diversas partes do globo, relata a mestranda em Direito & Tecnologia, Luana.

Embora o processo de entrada dos estudantes em Israel durante a pandemia tenha sido difícil, segundo Felipe, que faz mestrado em Segurança Internacional e Diplomacia, a universidade se esforçou junto ao Ministério do Interior para obter autorizações de viagens para alunos que se encontravam no exterior durante o início do semestre

Vacinação em Israel

brasileira vacinada em Israel
Luana sendo vacinada contra a COVID-19

Cursando LL.M na TAU, a brasileira Luana ressalta que o processo de vacinação foi de uma fluidez fantástica, e que a fez sentir orgulho por ter escolhido Israel para sua jornada de estudos. Além de acompanhar as faixas etárias priorizadas em cada etapa da vacinação através da imprensa israelense, a mestranda destaca que a universidade foi muito ágil e transparente ao repassar todas as informações aos alunos. 

Ainda com um dia de antecedência, a estudante recebeu um e-mail da universidade com informações sobre a liberação da vacina para jovens da sua idade e orientações para realizar o agendamento – que pode ser feito tanto pelo aplicativo, quanto por telefone. Na manhã seguinte, dia 4 de fevereiro, com uma ligação agendei a primeira dose da vacina às 14h do mesmo dia. E, automaticamente, a 2ª dose foi marcada para 21 dias depois, recorda Luana que já foi imunizada com duas doses.

Além da universidade, Felipe, que participa do programa de mestrado em Segurança Internacional e Diplomacia, afirma que os próprios alunos ajudam a propagar as informações no campus. Por meio de outros colegas, eu soube que a vacinação já estava disponível para a faixa etária acima de 20 anos. Fui vacinado em fevereiro, em um centro de exposições localizado a, apenas, 15 minutos da universidade, sem grandes filas

“A primeira coisa que fiz foi ligar para a minha família depois de ter tomado a vacina”, diz estudante brasileira vacinada em Israel.

Da rapidez no agendamento à aplicação da vacina, Luana revela que se surpreendeu com o processo de vacinação em Israel. A organização, agilidade e uso inteligente da tecnologia me surpreenderam positivamente. Nas duas doses, cheguei com antecedência ao local de vacinação e saí antes mesmo do meu horário agendado.” 

brasileiro sendo vacinado em Israel
Felipe recebendo a vacina

Sobre os possíveis efeitos colaterais da vacina contra o Coronavírus, os brasileiros relatam apenas dor de cabeça e desconforto muscular, no braço em que as doses foram aplicadas. Sensações físicas semelhantes às observadas após aplicação de outras vacinas.

Os jovens falaram também sobre a sensação de alívio e a emoção que sentiram ao contar para seus pais e familiares que estavam vacinados. “A primeira coisa que fiz foi ligar para a minha família depois de ter tomado a vacina”, garante Luana. “Todos ficaram felizes por saber que a vacina foi disponibilizada com tanta agilidade para a população”, reforça Felipe.

Situação da pandemia no Brasil preocupa estudantes

No entanto, a alegria dos estudantes brasileiros vacinados em Israel contrasta com a apreensão devido ao agravamento da pandemia no Brasil, onde permanecem seus amigos e familiares. Luana reflete, ainda, sobre o fato de ter sido vacinada antes mesmo dos pais: entendo que eles deveriam ter tomado essa vacina antes de mim, e Felipe pondera, meus amigos da mesma idade que eu, provavelmente, só serão vacinados no segundo semestre deste ano, o que os expõe a riscos desnecessários.”

Em meio a tantas incertezas, os jovens brasileiros acreditam que a eficiência do programa de vacinação de Israel possa gerar importantes ensinamentos. Espero que a postura de Israel em relação à pandemia possa servir de exemplo para o Brasil, para que logo possamos virar essa página também, declara Luana.

Um olhar positivo sobre o futuro

A vacina somente não é capaz de trazer de volta o mundo como conhecíamos antes da pandemia de Covid-19. Com a impossibilidade de vacinar crianças e o risco de novas variantes, o governo de Israel mantém a orientação de uso de máscaras e restrições de viagens. 

Mas ao observar o desempenho do país, onde as pessoas já começam a respirar novamente ares de normalidade – ainda, com total atenção à pandemia –, é possível lançar um olhar otimista sobre o futuro. Hoje, com grande parte da população vacinada, a vida está cada vez mais normalizada e, finalmente, meus colegas e eu estamos podendo vivenciar Tel Aviv em seu verdadeiro espírito”, finaliza Luana.

Como se candidatar para estudar na Universidade de Tel Aviv?

O André Chusyd é representante dos programas da Universidade de Tel Aviv no Brasil, e pode auxiliar alunos interessados em ter uma vivência de estudos na instituição. É possível inclusive conquistar uma das bolsa de estudo oferecidas pela instituição. Para mais informações, basta contatá-lo pelo e-mail [email protected]

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