Inicio Conheça a EPF Lausanne, uma das melhores universidades ‘jovens’ do mundo

Conheça a EPF Lausanne, uma das melhores universidades ‘jovens’ do mundo

Conheça a EPF Lausanne, uma das melhores universidades ‘jovens’ do mundo

A École Polytechnique Fédérale de Lausanne, ou simplesmente EPFL, é uma das melhores universidades do mundo de acordo com os principais rankings. De acordo com o QS Rankings, ela compete com a ETH Zurique pelo posto de melhor universidade da Suíça — e supera a rival em quesitos como citações por membro do corpo acadêmico e porcentagem de alunos internacionais.

A palavras “Polytechnique” em seu nome pode dar a entender que trata-se de uma escola de engenharia. Mas na verdade a instituição tem cursos nas mais diversas áreas, como arquitetura, engenharias, ciências da computação, humanidades e ciências sociais. É destaque por projetos científicos, tecnológicos e arquitetônicos.

EPFL em números

A Escola Politécnica Federal de Lausanne conta com cerca de 15 mil estudantes e colaboradores, de mais de 120 países diferentes. E isso apesar de ser uma instituição relativamente jovem — ela foi fundada em 1969.

 

Seu orçamento anual é de aproximadamente um bilhão de francos suíços — o que dá mais de 6,14 bilhões de reais. E embora trate-se de um instituto federal suíço, aproximadamente um terço desse orçamento vem de outras fontes que não o governo do país. Entre outros destinos, esse orçamento vai para os mais de 370 laboratórios mantidos pela instituição.

Nos principais rankings internacionais, a escola suíça também se sai muito bem:

Cursos oferecidos pela EPFL

Graduação

Um grau de bacharel na EPFL leva, em média, três anos – ou 180 créditos – para ser obtido. O currículo é dividido em um primeiro ano chamado “ciclo propedêutico” e comum a todos, seguido de dois anos com uma percentagem mais elevada de cursos na área de estudo escolhida. Além disso, o aluno pode estudar no exterior durante um ou dois semestres no último ano.

No EPFL, a maioria dos cursos são ministrados em francês durante a graduação. No mestrado, o inglês se torna a língua mais utilizada. No entanto, a língua oficial de ensino pode variar de um programa para outro.

O ano letivo é dividido em dois semestres. O primeiro começa em meados de setembro e, em geral, termina na primeira quinzena de dezembro. Os alunos têm três semanas de férias antes do início do segundo semestre, que vai até o fim da primavera no país (fim de maio).

Mestrados

A EPFL oferece 23 programas de mestrado, em áreas que vão de ciências básicas (química, física e matemática, por exemplo), a engenharia e arquitetura. Os cursos oferecem uma grande flexibilidade em termos de escolha das disciplinas,  permitindo ao aluno realizar um mestrado altamente especializado ou mais transdisciplinar. A escola também oferece uma gama de diplomas duplos e diplomas conjuntos, que podem ser obtidos em parceria com instituições internacionais conveniadas.

Doutorado

São oferecidos 18 programas de doutorado, que se alinham com as disciplinas oferecidas tanto na graduação quanto no mestrado. Cada programa de doutorado é dirigido por um diretor, que conta com o apoio de um secretariado e de um comitê. Durante o curso, cada aluno de doutorado tem a oportunidade de participar de diversas atividades de ensino, seja como assistente de pesquisa, professor substituto ou monitor. A instituição acredita que ensinar é uma parte essencial da aprendizagem.

Além disso, como acontece em outros grandes institutos tecnológicos do mundo, os doutorandos da EPFL são, ao mesmo tempo, alunos e “funcionários” da escola. Isso significa que o estudante recebe um salário mensal como assistente de pesquisa, além de cursos de capacitação profissional e benefícios dos empregados, como assistência social.

Exchange Programs

Além da graduação e da pós, a EPFL também oferece a possibilidade de intercâmbio entre alunos de instituições parceiras. No Brasil, tem parceria com a USP e com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Como entrar na EPFL

Os programas da EPF, assim como outros programas europeus, seguem o chamado processo de Bologna, no qual os 29 países signatários se comprometeram a estabelecer um sistema de créditos transferíveis e acumuláveis (ECTS). Este compromisso tem como objetivo promover um maior intercâmbio de estudantes entre as diversas universidades europeias.

Alunos internacionais que não possuem os ECTS, precisam realizar uma prova específica da instituição, e a nota precisa ser bem alta (38 pontos dos 42 possíveis). Importante observar que a ETH exige domínio do inglês em nível C1, que corresponde a uma nota entre 110 e 120 no TOEFL.

Custos dos estudos

As anuidades de estudos da EPFL são relativamente baixas. Relativamente porque são bem menores do que as cobradas por universidades de ponta dos Estados Unidos, por exemplo. Mas ainda assim, podem representar um custo bem grande para brasileiros.

São cerca de 1.450 francos suíços por ano em anuidades, o que equivale a mais ou menos R$ 8.950 na cotação atual. As anuidades, contudo, variam conforme o curso. Por isso, é importante pesquisar bem sobre o programa de estudos que pretende fazer.

Além disso, é preciso considerar também que o custo de vida na Suíça é muito alto. A EPFL estima que um aluno gaste, por dia, o equivalente a R$ 60,00 com refeições. Por mês, o gasto de uma pessoa gira em torno de R$ 6.000,00, incluindo aluguel, transporte, seguro saúde, mensalidade escolar e alimentação.

Bolsas de estudo para a EPFL

Mas dificuldades financeiras não podem ser obstáculos para quem pretende ir além: veja aqui uma lista de instituições que podem te apoiar.

Além disso, o governo federal de lá oferece bolsas de estudo específicas para alunos brasileiros que estejam cursando doutorado, pós-doutorado ou fazendo pesquisa. Mais informações podem ser obtidas aqui. Infelizmente, ainda não são concedidas bolsas para graduação e mestrado.

Curiosidades

  • O EPF Lausanne possui alunos, professores e pesquisadores de mais de 120 nacionalidades.
  • O principal campus da universidade – o famoso Rolex Learning Center – foi desenhado pela dupla de arquitetos Sejima & Nishizawa, ganhadores do Nobel em arquitetura em 2010.
  • O parque de inovação da universidade abriga mais de 150 start-ups.
  • Em 2014, a EPF Lausanne deu entrada em 99 pedidos de novas patentes.

Por Carolina Campos

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