Um projeto: Fundação Estudar

Colunista Gabriela Ribeiro

23.08.13

Entre culturas: Saudade – uma grande amiga (parte II)

Entre culturas: Saudade - uma grande amiga (parte II)

Confira o segundo texto da colunista e Psicóloga Intercultural, Gabriela Ribeiro, sobre um dos bens mais preciosos da alma

Por Gabriela Ribeiro – Psicóloga Intercultural 

Para tornar a saudade uma bela amiga e a maior prova de uma vida colorida, é preciso se dar conta de como você pensa sobre ela. Não tenha medo da saudade, não fique bravo com ela, nem lute contra ela. Ela está aí lhe dizendo uma coisa muito bonita: que você dá valor para aquilo que é seu. E que conseguiu, ao longo da vida, conquistar pessoas, espaços e, principalmente, conseguiu dar significado a sua existência. Portanto, quando a saudade chegar, convide ela para um brinde, comemorem, mas não para esquecê-la, simplesmente a congele e a deixe lá por um tempo.

É essencial, também, criar estratégias para ter uma rotina agradável, gostosa e cheia de sentido, onde quer que você esteja. Já que por vontade própria, ou as vezes por imposição da vida, você está longe de seu país, seus queridos, e “cheinho” de saudades, o melhor que tem a fazer, pelo seu bem-estar e saúde mental, é deixar as ausências de lado (bem guardadinhas num cantinho aí dentro…) e passar a valorizar mais (sempre mais) o que está perto de você, agora, nesse momento. De novo: onde quer que você esteja.

Quanto mais apreciamos o que está ao redor, maiores são as nossas fontes de alegria e satisfação. Por mais que as pessoas amadas e lugares adorados estejam longe, seu dia a dia terá mais sentido se criar laços pertinho de você. Morro de saudades de cada amigo que já fiz por aí, quando fecho meus olhos, os vejo, os sinto. Um lado sente tristeza pelo que passou, e outro se enche de alegria e gratidão (e é esse lado que precisa ser alimentado). Mas sabe o que é mais importante? Abrir os olhos e saber que existe gente amada por perto – que eu posso tocar, olhar nos olhos e dar um abraço. Como psicóloga intercultural, tenho o dever de alertar os que estão longe: a adaptação ao novo é proporcional ao se desligar do que ficou para trás. Porque depois, e de qualquer modo, outras e outras ligações e religações serão feitas. O verdadeiro lar é onde nos sentimos bem, e, principalmente, onde fazemos os outros se sentirem bem com nossa presença. E você, tem conseguido?
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Gabriela Ribeiro – Colunista sobre Psicologia e Educação Intercultural 

GabrielaÉ psicóloga com formação na PUCRS, em Porto Alegre.  Recebeu profunda formação na metodologia Intercultural Training®, desenvolvida por Andréa Sebben através de sua longa trajetória de estudos e trabalhos na Europa e Brasil. Fez intercâmbio na Inglaterra e Nova Zelândia e já esteve em 28 países. Participou de cursos de formação nas Ciências Interculturais em países como o Chile, Argentina, Venezuela, Costa Rica e Colômbia. Há 7 anos ministra palestras e Treinamentos Interculturais em todo Brasil, em diversos idiomas, é membro da IAIE – International Association for Intercultural Education.

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