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Curso de idioma ou especialização no exterior: qual é melhor?

Por Colunista do Estudar Fora

Por Alberto Costa, de Cambridge English

Para enfrentar o mercado de trabalho cada vez mais competitivo, ter um currículo preparado e diferenciado tornou-se mandatório. A graduação já não garante essa situação e, por vezes, uma dúvida que aparece para quem quer dar um passo além é qual melhor caminho escolher quando o tema é estudo no exterior. Existem muitas possibilidades, mas hoje abordaremos a comparação entre um curso de idioma ou especialização no exterior.

O aprendizado de novas línguas propicia crescimento pessoal. Aprender outro idioma ajuda a compreender como outros povos enxergam o mundo e o domínio e fluência, principalmente do inglês, é uma vantagem competitiva de grande valor para quem quer conquistar uma boa vaga no mercado de trabalho.

Confira quais são as vantagens de cada um e veja dicas para escolher um curso de idioma ou especialização no exterior.

Prós: Curso de idiomas no exterior

Quando analisamos os benefícios de adquirir esse conhecimento no exterior é possível listar alguns mais comuns. O primeiro deles é o tempo de aprendizado, já que a exposição mais frequente ao idioma e a necessidade de utilizá-lo em situações fora da sala de aula tendem a fazer com que sua absorção seja mais rápida. O segundo é a fluência, uma vez que essa vivência propicia a prática da conversação com pessoas que falam corretamente a língua. Além disso, a experiência pode ser um bom termômetro para indicar se você está ou não preparado para morar em definitivo em outro país.

Essa lista é ainda mais extensa e não seria possível esgotá-la nesse material, mas vale refletir que essa situação de dedicar todo o seu tempo em aprender e praticar o inglês acelerará o processo de aprendizado. E, com isso, em menos tempo será possível utilizar esse aprendizado como vantagem para melhores oportunidades, como, por exemplo, aumentar as chances de aceitação em um processo seletivo para os estudos no exterior, melhorar o desempenho em especializações nacionais que envolvem contato com currículos internacionais ou para uma melhor posição no mercado de trabalho.

Prós: Especialização no exterior

Por outro lado, investir em uma especialização no exterior também traz ganhos enormes. Isso porque os currículos internacionais permitem muitas vezes que você tenha contato com renomados profissionais referência em suas áreas de atuação e até mesmo no cenário mundial. Além disso, a variedade de opções relacionadas à carreira tende a crescer em função do contato com pessoas de vários países, que podem abrir portas para uma carreira internacional, e também quando consideramos o retorno ao país de origem por ter desenvolvido a competência da resiliência.

Assim como no caso do inglês, a experiência extrapola essa lista de benefícios e o que vale ressaltar é que o conhecimento gerado é enriquecedor ao propiciar o contato com novas culturas, modelos de estudo e métodos de trabalho.

E, então, qual melhor caminho escolher quando o tema é estudo no exterior? Apenas você pode responder essa questão com base nas próprias necessidades e desejos. Mas, é possível listar duas dicas para contribuir com a reflexão.

Dica 1: Entenda seu objetivo e seu preparo para alcançá-lo

Se a ideia é partir para a especialização no exterior, é preciso atentar-se à necessidade do domínio prévio do inglês, uma vez que a maior parte dos processos seletivos estrangeiros têm como obrigatório a apresentação do certificado internacional de proficiência em inglês de níveis avançados, como C1 e C2 do Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas (CEFR), padrão internacionalmente reconhecido para descrever as habilidades linguísticas em um idioma que usa parâmetros objetivos para conferir condições de igualdade para todas as pessoas, sejam elas de qualquer nacionalidade. Ou seja, informe-se em relação aos requisitos básicos para a aplicação e monte um check-list para entender qual chance de sucesso você tem, em uma escala de um a cem.

Já se o desejo é a vivência internacional por si e aproveitá-la para adquirir algum conhecimento, pense qual das duas opções trará mais valor para a sua vida e para a sua experiência e qual melhor se adapta à disponibilidade financeira.

Dica 2: Estabeleça qual a sua prioridade de tempo

O curso de inglês no exterior tende a trazer resultados de aprendizado em menos tempo do que quando realizado no próprio país, muito em função do que já foi citado. Ou seja, se a necessidade de domínio do idioma é mais imediata, essa pode ser a melhor alternativa.

Considerando o ponto anterior (e a viabilidade de investimento), para quem deseja seguir a especialização, mas ainda não domina o idioma o suficiente, uma ideia é considerar um período mais extenso de estadia que combine a melhora da língua, a comprovação internacional e, então, os estudos de especialização.

Entretanto, tendo em vista que o impacto profissional de uma pós-graduação, por exemplo, acontece em médio ou longo prazo, se não há uma urgência latente é possível dividir essa experiência por etapas e seguir com o aprendizado de inglês no Brasil e depois partir para a especialização no exterior. Nesse formato, o processo como um todo levará mais tempo, mas dará um alívio para a conta bancária.

Ou, caso o inglês esteja em ordem, é possível seguir diretamente para a pós-graduação, por exemplo. Mas, atente-se para aos prazos dos processos de aplicação, que são bastante diferentes do que estamos habituados no Brasil.

Em qualquer um desses casos, não se esqueça buscar informações sobre as bolsas de estudo que são ofertadas durante todo o ano por governos e instituições estrangeiras.

 

Sobre o autor

Alberto Costa possui 30 anos de experiência no mercado de educação, tendo atuado como professor de inglês, examinador dos exames de Cambridge English Language Assessment, treinador de professores para as certificações CELTA, ICELT e DELTA. Além disso também esteve à frente de iniciativas de treinamento e formação continuada de professores de inglês e de consultoria acadêmica. Costa possui especialização em treinamento de professores (PRINSELT) do College of St. Mark & St. John em Plymouth, Reino Unido, e é certificado por Cambridge com o diploma Cambridge RSA for Overseas Teachers of English (DOTE). Atualmente ele ocupa a posição de Senior Assessment Manager de Cambridge English no Brasil.

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