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06.09.13

Países alternativos para Estudar Fora

Países alternativos para Estudar Fora

China e Hong Kong são opções para quem deseja estudar em uma universidade de excelência no exterior

Apesar de as melhores universidades do mundo estarem nos Estados Unidos e Reino Unido, segundo os principais rankings internacionais, outros países podem ser boas alternativas para cursar uma graduação. Já apresentamos o porquê Austrália, Suíça e Japão podem ser boas opções para graduação (leia a matéria AQUI), e nesta semana falaremos sobre Hong Kong e China, que também são países com universidades classificadas entre as 50 melhores do mundo, nos rankings do Times Higher Education (THE) e do QS World University. Confira:

Hong kong
Hong Kong está em uma região central na Ásia, facilitando a viagem para outros países do continente. Você pode aproveitar as suas férias ou o tempo livre entre os estudos para conhecer a região. “O país também tem um grande potencial econômico, que chega a competir com a cidade de Nova York”, afirma Hamilton Le, americano que hoje mora em Hong Kong.

Universidades de destaque
The University of Hong Kong – 23º pelo QS World University Rankings e 35º pelo THE
The Hong Kong University of Science and Technology – 33º pelo QS World University Rankings
The Chinese University of Hong Kong – 40º pelo QS World University Rankings

Por que estudar em Hong kong?
Um fator que pode atrair os estudantes internacionais para as universidades de Hong Kong é que a língua utilizada nas academias é o inglês. Segundo Hamilton, “Hong Kong é um ótimo lugar para a educação. Todas as oito universidades do país estão no top cem da Ásia, com três delas sendo top 10. Os professores são de alta qualidade e, além disso, muitos profissionais doam seu tempo para tornar-se professores ou mentores para os alunos em Hong Kong”, conta Hamilton Le.

Custo de vida
Segundo o Hotcourses, site que possui um banco dados com aproximadamente 400.000 cursos em mais de 3.000 instituições do mundo, é possível que o aluno precise pagar algumas taxas adicionais, dependendo de onde morar, incluindo contas mensais de água, luz, gás, internet, etc. Em dormitórios acadêmicos, estas despesas adicionais já costumam estar inclusas no valor total que você paga à universidade pela acomodação. Hamilton Le afirma que o custo de vida é caro, e pode ultrapassar R$ 3.000 por mês, mas que vale a pena pela estrutura de crescimento profissional que o país oferece.

China
Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a China tem a segunda maior economia do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. O PIB do país está estimado em 8,48 trilhões de dólares, conforme dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas do país.

ligia

Ligia aproveitou a viagem para conhecer a Muralha da China e outros pontos turísticos

Uma grande diferença do país é a questão cultural. Foi o que sentiu Ligia Rosenstein, que foi a trabalho para o país e dava aulas de inglês. “Quanto maior a cidade, mais ocidental ela se parece, então não será assim um choque tão dramático. Mas se for para uma cidade menor, o choque cultural é grande. Poucas pessoas falam inglês nas ruas, mas são extremamente amigáveis e prestativos”, afirma.

Universidades de destaque
Peking University – 46º pelo THE
Tsinghua University – 48º pelo QS World University Rankings

Porque estudar na China?
Ligia foi professora no país e conta que estudar na China pode oferecer um grande diferencial curricular, além de tornar o estudante um profissional disciplinado. “Posso dizer que o que desperta o interesse de um estudante a procurar uma universidade na China é enfrentar um desafio de verdade, aprender a ter tolerância entre culturas e opiniões diferentes, aprender sobre uma cultura milenar que tem muito a nos ensinar e, mais do que isso, aprender a ser uma pessoa disciplinada”, conta.

Leia mais: Sem fronteiras: Choque Cultural

Custo de vida
Segundo ranking publicado pela Mercer referente às cidades mais caras do mundo, Xangai é a primeira chinesa, entretanto, é a 16º no ranking mundial. São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, ocupam a 12º e 13º posição, respectivamente.

Para Ligia, o que pode fazer o custo de vida do estudante ser alto ou baixo na China é o fato dele querer viver como chinês ou como ocidental. “Se for a restaurantes típicos, morar em um apartamento simples e comprar uma bicicleta motorizada, o custo de vida é muito baixo”, relata. Se você quer saber quanto custam diversos itens na China, a dica de Ligia é o site Numbeo. “Lembro que quando estava em Xiamen (cidade com uma das melhores universidades chinesas) eu comparei os preços dos produtos deste site, e os valores são reais”, indica.

Bruna

Bruna também aproveitou para conhecer pontos turísticos. Nesta foto ela estava no Jingshan Park

Assim como Ligia, Bruna Klassmann foi a trabalho para a China, e morou no país entre janeiro e agosto deste ano. Um ponto positivo que ela destaca do país é o transporte. “O sistema de metrô deles e incrível e super fácil de usar, mas os ônibus são um pouco mais difíceis. Quando sai de lá estavam começando a traduzir as paradas e colocar a gravação em inglês. O metrô custa RMB 2,00, aproximadamente R$ 0,76”, conta. Já o sistema de cobrança dos ônibus é diferente do Brasil. “Ou você paga RMB 1, ou você pode utilizar um cartão onde você passa quando entra e quando sai do ônibus, e o valor é cobrado de acordo com a distância percorrida, o que acaba ficando normalmente mais barato”, afirma.

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