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27.01.14

Como escolher a melhor escola de Saúde Pública no exterior

Como escolher a melhor escola de Saúde Pública no exterior

Perfis das faculdades e cursos têm diferenças que devem ser levadas em conta na hora de escolher para qual aplicar

Um bom ponto de partida para escolher qualquer curso no exterior é pesquisar quais faculdades estão entre as melhores do mundo nos rankings internacionais. No caso das escolas de pós em Saúde Pública, de acordo com a U.S. News, a Johns Hopkins School of Public Health sai na frente. Em terceiro e quinto lugar, respectivamente, vêm a Harvard School of Public Health e a Mailman School of Public Health (Columbia University) – ambas parceiras da Fundação Lemann, instituição brasileira que oferece bolsas de estudos para alunos admitidos nessas faculdades. Além de conhecer as possibilidades de bolsas, ainda é importante ter em mente que cada escola tem seus pontos fortes. É preciso entender como cada uma funciona e checar se ela de fato tem um programa sólido na sua área de interesse. A localização da faculdade também influencia muito na experiência do aluno. Veja abaixo depoimentos de Lemann Fellows (bolsistas da Fundação Lemann) que estudam ou estudaram em Columbia ou Harvard – e o que consideram ser um diferencial na faculdade em que escolheram para fazer a pós-graduação:

Laura MessingLaura Messing Escola: Mailman School of Public Health (Columbia University) Ano de gradução: 2014

“Na Mailman, senti que finalmente estava rodeada de pessoas que tinham aspirações semelhantes às minhas. Conheci pessoas muito inspiradoras – não apenas médicos e enfermeiros, mas também cientistas sociais, antropólogos e psicólogos. Nosso trabalho não é lucrativo, por isso, é preciso amar muito o que fazemos para escolher seguir essa carreira. A escola sempre nos envia informações sobre oportunidades de trabalho e carreira, além de proporcionar muitas atividades extracurriculares, como workshops, pesquisas, estágios e intercâmbios. Há um programa específico para estudantes que já trabalharam fora dos EUA: o Global Health Track, cujo foco é prepará-los para carreira de gestão em organizações de saúde em outros países. Além de estudarmos como as políticas públicas e as ações da sociedade civil organizada podem enfrentar os problemas de saúde globais, também desenvolvemos durante esses dois anos de mestrado habilidades de gestão e finanças muito úteis para quem atua em complexos ambientes internacionais. No fim do curso, é possível fazer um estágio fora, a fim de aplicar esses conhecimentos. No meu caso, escolhi passar cinco meses em Puno, no Peru, trabalhando na organização não governamental Pro Mujer – que oferece serviços de saúde para mulheres muito pobres, através do microcrédito. Depois que eu terminar o mestrado, em maio deste ano, espero trabalhar em uma ONG semelhante, que consiga unir microfinanças e saúde pública, pois acredito muito nesse modelo.”

Viviani BarnabéViviani Barnabé Escola: Harvard School of Public Health (HSPH) Ano de gradução: 2014

“Em 2012 iniciei meu pós-doutorado na Harvard School of Public Health, em Boston, para me aprofundar na área de Environmental Health. Sou fisioterapeuta de formação, com mestrado e doutorado pela USP na área respiratória, e hoje trabalho com poluição atmosférica e alterações cardiorespiratórias. A HSPH é uma faculdade de ponta, onde tenho a oportunidade de entrar em contato com pessoas de diferentes culturas, frequentar várias aulas gratuitas disponibilizadas ao longo do ano, seminários, Jornal Clubs e reuniões semanais, aumentando meu conhecimento sobre diferentes temas. Além disso, Boston é rica em cultura (museus, teatros, concertos, etc.), muito bem cuidada e segura. Podemos andar de bicicleta para ir a qualquer lugar, pois existem ciclovias por toda a cidade. O respeito pelo pedestre e a educação no transito são um ponto alto da cidade. Outro fator que me chama bastante atenção é a multidisciplinaridade. Os trabalhos se desenvolvem com o auxílio de pesquisadores de várias áreas, existindo colaboração de pesquisadores mesmo entre universidades concorrentes, unindo forças para o bom andamento de todas as pesquisas. Também não posso deixar de lado o fato de que o material de trabalho chega à mão do pesquisador muito mais rapidamente, o que faz com que a pesquisa possa fluir sem atrasos. E a produção e o compromisso dos pesquisadores faz com que se tenha uma produção de qualidade e em maior número.”

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