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Como é fazer mestrado no MIT, no Global Media Technologies & Cultures Lab

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Como é fazer mestrado no MIT, no Global Media Technologies & Cultures Lab

Educação, comunicação e tecnologia são três áreas que, desde os anos 90, vêm formando uma grande intersecção de conhecimento. Também são três áreas que costumam ser do interesse dos leitores do Estudar Fora. E o Massachusetts Institute of Technology (o popular MIT) tem um laboratório dedicado justamente a estudar de maneira interdisciplinar esses três temas: é o Global Media Technologies and Cultures Lab.

Se você tem interesse em qualquer uma das áreas citadas acima, esse laboratório é um instituto de pesquisa importante para ter no radar. Por isso, conversamos com Iago Bojczuk, um brasileiro que recentemente concluiu seu mestrado por lá, para saber como é estudar num ambiente alinhado a temas tão importantes para o mundo atual. Confira:

 

MIT além das exatas

Iago conta que o primeiro passo para chegar até o mestrado no MIT foi entender que o instituto não é só uma escola para quem quer trabalhar nas áreas de ciências exatas ou engenharias. Ele também pode ser um destino interessante para pesquisadores das humanas que estejam abertos a adotar uma visão transdisciplinar sobre seus saberes.

O seu interesse pela escola também foi estimulado pela sua fama de excelência. Mas ao mesmo tempo, Iago queria estudar algo que ele poderia, mais tarde, contrastar com a realidade brasileira. “Sempre tive a curiosidade de entender (…) como as coisas que a gente experimentava por lá voltariam para o Brasil e seriam desafiadas pela forma como nós, brasileiros, pensamos sobre mídia”.

As pessoas que Iago encontrou no MIT também ajudaram a quebrar o estereótipo de estudante da universidade ele antes imaginava. Mais do que uma paixão por temas específicos, ele considera que era a curiosidade a característica comum a quase todos os alunos do instituto com quem ele teve mais contato.

Durante o mestrado, Iago pode viajar para Dar es Salaam, na Tanzânia. Durante a experiência, colaborou com o instituto de tecnologia de lá para criar um curso de design e tecnologias da informação e comunicação. A viagem ajudou o estudante a entender como essas tecnologias são usadas de maneira diferente em várias partes do mundo, e de como a experiência do Vale do Silício é insuficiente para atingir esses tipos de uso.

Processo de seleção

O estudante brasileiro conta que foi essencial se organizar bem para conseguir fazer a sua candidatura da melhor maneira possível. Segundo ele, mesmo seis meses antes do prazo final ele já estava pesquisando sobre os requisitos, sobre as provas necessárias para entrar na instituição, e estabelecendo contato com os professores de lá.

Uma das principais dificuldades foi justamente a motivação: por ser um processo longo e exigente, há momentos em que a vontade de desistir acaba pesando. Mas ele considera, no fim, que mesmo que não tivesse sido aceito na universidade, participar do processo de seleção teria valido a pena por causa das habilidades de organização e da perseverança que ele desenvolveu.

 

 

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