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24.11.15

Com curso revolucionário, brasileiro ganha US$ 10 mil em viagens

Com curso revolucionário, brasileiro ganha US$ 10 mil em viagens

Matheus Saueressig, de 17 anos, foi premiado em concurso mundial feito pela Universidade do Oeste da Austrália (UWA). Entenda sua ideia!

Criar uma suculenta picanha sem a necessidade de matar um boi. Ou então ter um órgão para transplante humano sem a necessidade de um doador. Essa é ideia do estudante gaúcho Matheus Saueressig, de 17 anos, que lhe rendeu o 1º lugar em um concurso mundial promovido pela Universidade do Oeste da Austrália (UWA), localizada em Perth.

O concurso desafiava os participantes a gravarem vídeos de até 2 minutos explicando sua ideia de “curso do futuro” – a proposta era sugerir um curso que causasse impacto e preparasse as pessoas para grandes desafios globais. E com a ideia inovadora de um curso de biofabricação, Matheus foi escolhido entre milhares de candidatos do mundo todo. Ele explica sua proposta: “A biofabricação seria um curso para formar biotecnólogos responsáveis pela gestão de empresas que fabricam produtos animais, órgãos e outros derivados biológicos sem necessidade de um animal, vegetal ou humano. Isso tudo seria feito usando sofisticados métodos de cultura de células e engenharia de tecidos”.

A inspiração para o curso veio depois de assistir a uma palestra no TED and Talk de Andras Forgacs, defensor da engenharia de tecidos (assista aqui, com legendas em português, e saiba mais). “Eu já tinha conhecimento sobre a criação de um hambúrguer feito de células na Universidade de Maastricht, na Holanda, e ao ver essa palestra fiquei muito inspirado. A Biofabricação resolveria muitos dos problemas contemporâneos, como o desmatamento de matas para a criação de pastos para gados já que, com a carne feita a partir de células, não precisaríamos de tantos animais”, explica.

Matheus conta que soube do concurso pelo site Estudar Fora. O aviso de que havia sido o ganhador veio às 8h de um sábado com uma ligação do vice-reito da UWA, Paul Johnson. “Não preciso nem dizer o quão feliz fiquei. Eu estava devastado por causa do Enem porque não fui tão bem e minhas chances de passar no curso de Medicina tinham acabado. Logo vi que não é só uma prova que vai definir sua vida”, anima-se.

Como prêmio, Matheus terá US$ 10 mil para viajar a qualquer lugar do mundo para visitar faculdade e empresas e aperfeiçoar sua ideia de curso. Depois, ele irá à Austrália, com todas as despesas pagas, conversar pessoalmente com o vice-reitor da UWA e apresentar suas conclusões. O jovem já decidiu o que irá fazer: “Irei aos Estados Unidos, possivelmente para Nova York, Seattle, Los Angeles e São Francisco para conhecer os pioneiros da biofabricação: Andras Forgacs da empresa Modern Meadow; Patrick O. Brown da Impossible Foods; a empresa Pembient; e a New Wave Foods”. Depois, o estudante também pensar em se candidatar a uma universidade estrangeira.

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