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A história dos women’s colleges

Por Lecticia Maggi

Você encontra a universidade perfeita, que é a sua cara, e se apaixona. Porém, descobre que ela é destinada só para mulheres. O que fazer?

Você é uma jovem estudante que, depois de muita reflexão, decide passar pelo application, o processo de admissão para universidades americanas. Começa então a saga de pesquisa para escolher sua college list (lista das instituições nas quais vai se inscrever). Questões como número de alunos, auxílio financeiro, localização, tradições e atividades acadêmicas e extracurriculares entram na balança, pois o objetivo é encontrar a universidade mais adequada para o seu perfil. Você encontra a universidade perfeita, que é a sua cara, e se apaixona. Porém, descobre que ela é destinada só para mulheres. E agora? O que fazer?

Esta é a minha história e o meu conselho é: não corte a universidade da lista imediatamente (como a maioria das garotas faz!). Eu mesma admito que quase fiz isso e, conversando com o pessoal daqui de Bryn Mawr, percebi que muita gente que ama estudar aqui também já hesitou um dia. Entretanto, peço que você resista à tentação, aguente firme e abra a sua cabeça: você vai se surpreender!

Por isso, hoje, diretamente de Bryn Mawr College, vou contar alguns fatos e curiosidades por trás dessas instituições que descobri durante a minha pesquisa.  Durante séculos as mulheres foram excluídas da maioria das universidades americanas, inclusive das do renomado grupo Ivy League (formado por Brown, Columbia, Cornell, Dartmouth College, Harvard, Princeton, Pennsylvania e Yale).

Já pensou em estudar em uma faculdade só de mulheres?

Até que, em 1926, algumas conferências resultaram na formação do grupo das Seven Sisters: sete universidades de elite (Barnard, Bryn Mawr, Wellesey, Radcliffe, Vassar, Smith e Mount Holyoke) apenas para mulheres, com a meta de oferecerem uma educação do mesmo nível das Ivy.

Em 1969, Vassar abriu suas vagas para homens também e em 1977 Radcliffe foi incorporada a Harvard. As cinco Seven Sisters restantes decidiram continuar sendo all-women, pois acreditam que o número de mulheres em posições de liderança no mundo ainda é muito desproporcional.  As cinco têm excelente reputação acadêmica e são bastante seletivas.

As mulheres graduadas nessas instituições ganham, em média, 8 mil dólares a mais por ano do que as formadas em universidades para ambos os sexos

As women’s colleges são extremamente bem sucedidas em sua missão. Segundo a Women’s College Coalition, as mulheres graduadas nessas instituições ganham, em média, 8 mil dólares a mais por ano do que as formadas em universidades para ambos os sexos. Além disso, é duas vezes mais provável que elas consigam um diploma de PhD e tenham sucesso em carreiras nas ciências, matemática e negócios (áreas tradicionalmente dominadas por homens).  São aproximadamente 60 universidades de mulheres nos Estados Unidos dentre mais de 4 mil para ambos os sexos. Porém, as estudantes formadas nessas universidades representam um terço das mulheres nos conselhos de grandes corporações americanas e 20% das mulheres no congresso americano!

Entre as ex-alunas de sucesso estão Madeleine Albright (Wellesley), Hilary Clinton (Wellesley), Katherine Hepburn (Bryn Mawr), Suzanne Vega (Barnard), Meryl Streep (Vassar), Emily Dickinson (Mount Holyoke), Diane Sawyer (Wellesley).

Ficou interessada? Nos próximos posts, pretendo compartilhar o meu dia a dia aqui que, já adianto, está sendo incrível. Até breve!

Larissa Gama

Assista a um vídeo exclusivo da Larissa Gama e saiba mais sobre as woman’s colleges

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