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Saiba como foi a Climate Week NYC, um dos maiores eventos sobre o clima do mundo

Paisagem de Nova York - intercâmbio nos EUA

Entre os dias 19 e 26 de setembro, aconteceu em Nova York a Climate Week NYC, um dos maiores eventos sobre o clima do mundo. Realizada paralelamente à Semana de Alto Nível da Assembleia Geral da ONU, a semana reúne centenas de eventos espalhados pela cidade, que aproveitam a presença de chefes de Estado e lideranças do setor privado. Neste ano, Eduardo Avila, Climate Fellow e mestrando na Columbia University, esteve presente no evento. Um dos objetivos da Fundação Estudar é apoiar atividades específicas para cada vertical do Programa Líderes Estudar, incluindo a Climate Fellow, mais recente linha do programa.

Saiba mais sobre a conferência abaixo:

Climate Week NYC 2026

A Climate Week não tem um único endereço nem uma programação única. Organizada pelo Climate Group, organização internacional sem fins lucrativos, a semana conta com eventos e iniciativas que passam por várias esferas da cidade, de forma descentralizada. Isso, como conta Eduardo, é o que torna a experiência interessante.

Ele participou de muitos eventos promovidos pela própria Columbia University, com uma variedade de anfitriões que reunia atores de diferentes setores, como público, privado, filantrópico e acadêmico.

Entre tantas atividades, Eduardo destaca dois eventos. O primeiro foi promovido pelo Centro de Política Energética Global de Columbia em parceria com a Rockefeller Foundation. As duas instituições fazem parte da trajetória recente dele: o centro foi seu local de trabalho no primeiro ano do mestrado, e hoje ele atua na Rockefeller Foundation. “Foi interessante ver a junção dessas duas perspectivas na mesma sala”, diz.

As interações entre professores de Columbia e atores do mercado chamaram a atenção do estudante. “É muito bom ver todo esse conhecimento da sala de aula indo para a prática, para ações e projetos concretos”, relata.

O segundo evento tratou da acessibilidade de preços da energia nas cidades, tema que Eduardo planeja levar para a vida profissional depois do mestrado, quando retornar ao Brasil. Ele se dedica a explorar como as cidades podem inovar e assumir a liderança na transição energética, sempre com foco em preços acessíveis e em impacto real na vida das pessoas. O painel contou com prefeitos e secretários de Nova York e de outras cidades americanas, que apresentaram casos de sucesso. “São aprendizados e casos com os quais podemos aprender muito e replicar no Brasil”, explica.

Energia com impacto

O tema oficial desta edição era energia e impacto. “É uma perspectiva da energia com impacto social e econômico, para melhorar a vida das pessoas”, conta. Dentro desses temas, ele observa que alguns tópicos apareceram com força:

  • Segurança energética, em um mundo marcado por várias guerras;
  • Inteligência artificial e data centers, e o impacto deles sobre a demanda por energia;
  • Reorganização do papel dos governos, com mais protagonismo de agentes locais, como cidades e estados;
  • Filantropia com papel renovado, como no caso da Rockefeller Foundation, que busca reduzir riscos e atrair capital privado para projetos de energia e desenvolvimento em países do Sul Global.

Apesar das preocupações citadas em alguns momentos, principalmente em relação à forma como o governo dos Estados Unidos e de outros países vêm lidando com a agenda climática, havia um tom de esperança nas conferências.

Ele atribui esse sentimento à tendência do setor de energia: as renováveis estão cada vez mais baratas e ganham espaço na matriz, e as inovações surgem não só na tecnologia, mas também nas políticas públicas. Para ele, o setor vive uma nova fase, o que se refletiu no evento: “O clima geral era de otimismo”, conclui.

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