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O que me marcou na primeira edição do Brasil Project

Por Lucas Mendes, CEO da Fundação Estudar

Participar da primeira edição de um evento é sempre especial, e não foi diferente com o Brasil Project. Para finalizar uma série de conferências das quais participei entre março e abril nos EUA, o BP trouxe algo que gosto muito em eventos assim: o protagonismo dos estudantes. 

Assisti, por exemplo, à final do Constellation Challenge, um desafio em que três times de estudantes apresentaram seus cases de investimento na RBI, um dos maiores conglomerados de fast food do mundo. A bancada que avaliou as análises dos estudantes era composta por ninguém menos que Florian Bartunek, Alex Behring e Joshua Kobza, que é o próprio CEO da RBI, em um ambiente que simula uma proposta de investimentos de verdade. Adorei ver essa dinâmica em que os estudantes estão no centro das atenções de algumas das mais importantes personalidades do cenário de negócios mundial.  

Também acompanhei debates em que os estudantes tinham que discutir sobre assuntos controversos, como escala 6×1 e aumento do imposto de renda. Para mim, esses eventos mostram que mais do que apostar no protagonismo dos estudantes, o BP tem a proposta de estimular o pensamento crítico dessa geração.

É claro que a programação de palestras não ficou para trás, com CEOs, investidores, figuras públicas, professores de Harvard e do MIT e diversos nomes dos Estados Unidos que raramente aparecem juntos num mesmo evento. Tivemos a presença da Luana Lara, que está fazendo um baita sucesso com a Kalshi. Ela participou de uma conversa moderada pelo Ali Partovi, um investidor iraniano-americano que gostei muito de conhecer. 

Jorge Paulo Lemann, como sempre acontece, lotou o auditório com uma conversa sobre empresas duradouras. Ninguém fez tanto pelos estudantes brasileiros nos EUA, em particular em Harvard, quanto o Jorge Paulo. Também fiquei muito feliz de ver o Eduardo Vasconcelos, nosso bolsista, na moderação do painel com Simeng Wang, que é head da DiDi no Brasil, falando sobre a expansão empresarial chinesa em território brasileiro.

Um painel que me surpreendeu foi o com Sophia Loeb, pintora brasileira que estudou em Londres. É o tipo de conversa que você normalmente não espera em uma conferência mais voltada para o mundo dos negócios, mas a participação da Sophia foi muito rica. Ela é uma artista jovem que foi abrindo seu caminho no mundo artístico, algo que fala diretamente com muitos estudantes, mesmo que de áreas diferentes.

Queria também registrar o magnífico trabalho da organização, em particular das nossas fellows Helena Fernandes e Hana Sousa, que estiveram entre as lideranças da organização do evento. O evento também foi uma boa oportunidade de reunir a turma: levamos bolsistas que tinham acabado de participar da BSV e emendaram direto para o BP, além dos encontros com vários fellows que estão em Harvard e no MIT.

Levamos também dez estudantes de escolas públicas, alguns do Prep, outros do Programa Jovens Embaixadores. Eles participaram de tudo, do evento com Jorge Paulo que fizemos antes em Harvard ao jantar de gala, e com muito entusiasmo. Para muitos deles, é a primeira chance de fazer parte de uma conferência tão grande, em outro país, que dá acesso a pessoas que antes ficavam só no imaginário. É marcante para eles, mas para mim também é memorável. 

O que mais me marcou no Brasil Project foi ver que os estudantes não brilhavam apenas na organização e na audiência, mas no palco. Em várias conversas, eram os palestrantes principais, e não apenas moderadores. No Constellation Challenge, presenciei empresários sentados na plateia ouvindo com atenção o que os jovens tinham a dizer. É o tipo de inversão de papéis que não se vê em qualquer lugar. 

Encerrar essa sequência de eventos com essa imagem é, para mim, o melhor resumo do que a Fundação Estudar busca apoiar. Nossos fellows aparecem em todos esses eventos, seja organizando, moderando, palestrando ou conectando pessoas. São jovens brasileiros que colocam a mão na massa e conquistam espaços grandes, com ideias à altura. Ver isso acontecer, de conferência em conferência, nunca cansa.

 

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