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Graduação

O que você precisa saber para cursar uma graduação fora do Brasil

12.06.13

5 Prós e Contras de Estudar Fora

5 Prós e Contras de Estudar Fora

Experiência internacional no currículo é um grande diferencial, mas pode significar ficar fora do mercado brasileiro por um tempo. O que pesa mais?

O Estudar Fora traz para você uma lista de vantagens e desvantagens sobre estudar em outro país. Estes pontos irão te ajudar a decidir se vale a pena preparar as malas e estudar no exterior. Confira:

Prós:

1. Flexibilidade e Multidisciplinaridade: No sistema educacional brasileiro, os alunos precisam decidir antes de entrar na faculdade qual carreira irão seguir. Em outros países essa escolha pode ser mais flexível. Nos Estados Unidos, por exemplo, a filosofia de ensino de Liberal Arts permite o estudante ter uma formação multidisciplinar e experimentar várias matérias antes de escolher qual será o seu major, ou seja, seu curso foco na graduação.

2. Experiência internacional: A Oxford Economics conduziu uma pesquisa global com profissionais de recursos humanos e identificou quatro áreas que necessitam de novas competências profissionais. Uma destas áreas é a de Operações Globais, com competências como “Habilidade de administrar equipes diversas; Entendimento de mercados internacionais; Capacidade de trabalhar em múltiplos locais no exterior; Domínio de línguas estrangeiras e Sensibilidade cultural”. Uma vivência no exterior irá contribuir muito para que você desenvolva essas competências, essências ao atual cenário de globalização dos mercados e aumento da competitividade em nível global.

3. Estudar nas melhores universidades do mundo: De acordo com o principal ranking universitário internacional, o Times Higher Education (THE), publicado em Londres, 44 das 100 melhores universidades do mundo ficam nos Estados Unidos. Outras 31 ficam na Europa. O Brasil tem apenas uma universidade no ranking, a USP.

4. Vida no campus e atividades extracurriculares à disposição: Em muitas universidades do exterior, os alunos vivem no campus da universidade. “Lá eles compartilham as moradias estudantis com alunos de várias nacionalidades, participam de clubes e associações de esportes, interesses acadêmicos, xadrez, etc. Além disso, atividades que aqui são extras, como idiomas, são obrigatórias e fazem parte do currículo”, explica Laila Parada-Worby, ex-aluna de Harvard e coordenadora do Prep Program, um programa preparatório para alunos brasileiros que querem estudar fora. Com tantas atividades à disposição, o aluno tem mais possibilidade de desenvolver competências múltiplas, valorizadas pelo mercado.

5. Crescimento pessoal e autonomia: Um dos grandes ganhos com a experiência de Estudar Fora é o crescimento pessoal que a saída da zona de conforto proporciona. Segundo a diretora do Virginia Center School, Ana Virginia Kesselring, a autonomia é o principal ganho que o aluno terá. “Estudando fora com certeza ele vai se tornar um aluno mais ativo, que vai atrás do conhecimento, que sabe aprender. Para a sua educação, esse é o maior ganho que ele vai ter”, afirma.

Contras:

1. Custos de estudar fora: Os custos de Estudar Fora são superiores ao que estamos acostumados a pagar em universidades particulares no Brasil. Um ano de Administração em Harvard, por exemplo, custa entre R$ 115 e 125 mil/ano. O mesmo curso na Fundação Getúlio Vargas, um das mais renomadas no Brasil nesta área, é de R$ 32 mil ao ano.

2. Dificuldades na adaptação cultural: A adaptação cultural em outro país pode representar muitos desafios. Para Tábata do Amaral, estudante de graduação em Harvard, foi muito difícil acostumar-se à alimentação de lá. “Fiquei quase duas semanas sem tomar a água daqui, porque eu não gostava. Também não suporto o frio”, conta. Comida, hábitos da nova cultura, clima e saudade da família e dos amigos são pontos que devem ser levados em conta.

3. Estar fora do mercado brasileiro: Estágios, participação em eventos e em cursos de aprimoramento profissional são atividades importantes para construção de currículo e principalmente networking, o que aumenta as chances de conseguir um emprego após a graduação. O risco do aluno brasileiro perder laços com o Brasil, e isso impactar em seguida sua trajetória profissional, existe – exigindo atenção especial para reverter a situação.

4. Validação do diploma: Para ser válido no Brasil, o diploma de graduação de uma universidade fora precisa ser validado. O processo se dá por meio das universidades federais do país, sendo que cada instituição possui um procedimento próprio. Esse processo costuma ser burocrático e pode exigir a realização de testes adicionais. Carreiras como Direito e Medicina são especialmente complicadas de se cursar no exterior, pois a diferença nos sistemas educacionais torna o processo de validação delas praticamente impossível. Conheça mais sobre esse processo AQUI.

5. Atrasar seis meses na graduação: O calendário de graduação nos outros países, principalmente do hemisfério norte, é diferente do calendário acadêmico do Brasil. Aqui, o ano letivo da faculdade tem início entre fevereiro e março. Já nos EUA e na Europa, por exemplo, as aulas do ano letivo na faculdade iniciam em agosto ou setembro.

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