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A experiência de brasileiros que estudaram em outros países

20.01.14

Um professor brasileiro na Johns Hopkins School of Public Health

Um professor brasileiro na Johns Hopkins School of Public Health

Marcelo Jacobs-Lorena desenvolve pesquisas a fim de combater a disseminação da malária no mundo

Depois de se formar em Química na Universidade de São Paulo (USP), o paulistano Marcelo Jacobs-Lorena foi para o Japão fazer um mestrado em Bioquímica, com foco em genética e sequenciamento de proteínas. De lá, partiu para Boston, nos Estados Unidos, a fim de estudar mecanismos que inibem a síntese de proteínas a partir de experiências com ouriços, em um doutorado no Massachusetts Institute of Technology (MIT). Como continuação da sua carreira acadêmica, fez também um pós-doutorado na Suíça, em que estudou o desenvolvimento embrionário na mosca-do-vinagre.

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Quando ocupou sua primeira posição como professor, no departamento de genética da Case Western Reserve University, em Cleveland, Ohio, ainda não imaginava que suas pesquisas tomariam outro rumo: passariam a ser focadas no ser humano e poderiam ter um grande impacto social de nível global. Continuou seguindo a mesma linha de estudos, até que começou a trabalhar com mosquitos vetores de doenças importantes, na Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health. Aos poucos, tornou-se especialista em pesquisas sobre a interação molecular entre o parasita e o mosquito vetor da malária.

Marcelo Jacobs-LorenaNa última década, Marcelo ampliou o foco do estudo para o ciclo da doença no homem e chegou a desenvolver um mosquito transgênico imune ao plasmódio, parasita causador da malária. Ele sugaria o sangue de animais contaminados com a doença, mas suas picadas não a transportariam para os seres humanos. “A ideia era introduzir dezenas de milhares deles em áreas infestadas por mosquitos que transmitem a malária, mas, na prática, isso ainda não se resolveu”, explica Marcelo, que é professor do Departamento de Microbiologia Molecular e Imunologia e pesquisador no Instituto de Pesquisa sobre Malária.

Em vista das dificuldades, sua equipe criou uma nova estratégia que possibilitou que a pesquisa avançasse nos últimos anos: modificar geneticamente as bactérias que vivem no intestino do mosquito. Elas atacariam o plasmódio com proteínas tóxicas e bloqueariam o desenvolvimento do parasita. Otimista com os resultados do projeto, Marcelo encoraja outras pessoas interessadas em Saúde Pública a se especializar na área. “Entre 600.000 e 1,2 milhão de pessoas morrem em consequência da doença por ano – a maior parte delas, crianças abaixo de 5 anos. É um problema muito sério, que exige pessoas de talento para combatê-lo.”

Ele destaca que a Johns Hopkins é a maior escola de Saúde Pública do mundo e que os temas abordados no mestrado não são específicos dos Estados Unidos, podendo ser aplicados em vários países. “O brasileiro que estuda aqui certamente vai abrir seus horizontes e voltar ao Brasil com outra visão, muito mais ampla, dos problemas relacionados à Saúde Pública”, opina. “O objetivo principal da nossa escola é exatamente melhorar a qualificação e a competência dos profissionais da Saúde Pública em nível global.”

Assista a um vídeo em que Marcelo conta sobre sua primeira tentativa de combater a malária:

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