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as melhores universidades do mundo

Novo ranking avalia universidades segundo metas da ONU: saiba quais são as melhores

Por Gustavo Sumares
04.04.2019

O Times Higher Education University Impact Rankings usa os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU como critérios de avaliação do impacto das universidades. Veja quais são as melhores!


A organização Times Higher Education divulgou ontem o resultado do Times Higher Education University Impact Rankings, seu novo ranking global de universidades. Diferentemente de outras avaliações desse tipo, que levam em conta apenas produção científica e mérito acadêmico, o novo ranking busca levar em consideração o impacto que cada universidade tem de fato na sociedade.

Para isso, ele avalia questões relacionadas a 11 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, como igualdade de gênero, redução de desigualdades e ações contra mudanças climáticas. Na prática, isso se traduz em olhar para aspectos como a parcela de mulheres ocupando cargos de liderança na universidade e a liberdade acadêmica dos pesquisadores. Instituições nas quais boa parte dos alunos são os primeiros de suas famílias a cursar o ensino superior também ganham pontos.

Quem se sai melhor?

Segundo a avaliação do Times Higher Education (THE), a Universidade de Auckland na Nova Zelândia é a melhor universidade do mundo. Em avaliações mais tradicionais, ela costuma aparecer bem mais para trás na lista: em outra avaliação do Times Higher Education, ela não entrou na lista de 200 melhores; no ranking da QS, por sua vez, ela só aparece na 85ª posição.

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Isso se repete ao longo de todo o top 10 do novo ranking. A segunda colocada, por exemplo, a McMaster University do Canadá, ficou em 77ª posição no ranking mais tradicional da THE. Por sua vez, a Universidade de Gotemburgo, na Suécia, ficou no sexto lugar, e sequer aparece entre as 200 melhores do ranking tradicional.

A liderança da Universidade de Auckland foi devida a sua contribuição em duas metas: “saúde e bem-estar” (já que 31% dos graduandos da universidade em 2017 estudaram profissões relacionadas a saúde) e “parceria para os objetivos” (pois o vice-reitor da universidade encabeçou uma proposta nacional de cooperação de universidade em torno dos objetivos da ONU).

Outro fator que contribuiu foi a nota da universidade neozelandesa no quesito “igualdade de gênero”. 43% dos graduandos da universidade nas áreas de ciÊncia, tecnologia, engenharia e matemática em 2017 eram mulheres, assim como 78% dos graduandos nas áreas da saúde. Fora isso, 48% das mulheres que se formaram por lá naquele ano foram as primeiras pessoas de suas famílias a concluírem o ensino superior.

E o Brasil?

Universidades brasileiras também se saíram melhor nesse ranking do que nas classificações mais tradicionais. 15 instituições daqui figuram entre as 462 que compõem o ranking. No ranking mais tradicional da THE, a única universidade brasileira que aparece entre as 300 melhores do mundo é a USP, que não aparece nesse novo ranking.

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As mais bem colocada são a Federal do ABC (UFABC), na região metropolitana de São Paulo, a Universidade Federal do Ceará (UFC), a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Universidade Nove de Julho (Uninove). Todas elas estão entre as 200 melhores.

A Unifesp fica em 22ª posição no mundo com relação à meta “saúde e bem-estar”, em 34ª posição no quesito “redução de desigualdades” e em 67º lugar no quesito “igualdade de gênero”. A Federal do CEará, por sua vez, é a melhor do país com relação às metas de “trabalho digno e crescimento econômico” (22º lugar) e “consumo e produção responsáveis” (67º lugar).

 

 

 

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