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Minha preparação durante o ensino médio sabendo que gostaria de estudar fora

Redação do Estudar Fora - 01/07/2024
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Por Sofia Signorini, estudante do Prep Program 2024

Diferentemente do ingresso em faculdades brasileiras que, em sua maioria, requerem a realização de uma prova de vestibular, o chamado processo de application para universidade no exterior inclui inúmeras etapas. No fim, uma coisa é certa: você precisa saber contar a sua história (mas tá tudo bem se você ainda não souber).

Eu descobri que aplicar era uma possibilidade no oitavo ano, durante a pandemia, enquanto passava horas buscando entender se aquilo era realmente um sonho meu ou não. O meu marco definitivo sobre estudar fora veio com o processo de aprendizagem da língua inglesa, quando fiz parte do único ciclo de um projeto para desenvolver o inglês e aprender mais sobre application com duas brasileiras que estudam no exterior. Saí da última reunião inspirada pelo meu sonho de fazer parte de uma comunidade global, aprender a partir das histórias das pessoas ao meu redor e ter aulas diferenciadas e diversas.

Essa inspiração, entretanto, não substituiu o lugar da falta de conhecimento sobre como colocar as minhas paixões em prática. Na realidade, eu não tinha certeza nem do que eu amava verdadeiramente, e foi o programa da Academia Latino-Americana de Liderança (LALA) que me auxiliou profundamente nesse processo. Entrei como uma jovem de quatorze anos perdida e saí de lá decidida a explorar o impacto social e suas formas diversas. 

A LALA é um programa para jovens latino-americanos de 14 a 20 anos que dura uma semana. Nesses dias, aprendemos a nos conectar de forma profunda com a vulnerabilidade e o autoconhecimento, assim como o diálogo com pessoas diversas. São pontos de partida para o desenvolvimento de liderança e de projetos de impacto social. Para mim, o programa foi essencial para que eu entendesse melhor quais eram as minhas paixões e como desenvolvê-las. Até hoje faço parte do ecossistema da Academia Latino-Americana de Liderança, dessa vez como um trabalho, e sempre que eu retorno, compreendo quem eu sou de forma cada vez mais profunda.

Sem dúvidas, durante a aplicação, se conhecer é o principal aspecto que todos devem focar. É a sua história que te guiará em cada etapa do processo. Por isso, foquei grande parte do meu ensino médio em desenvolver o autoconhecimento a partir das minhas paixões. O meu método principal sempre foi a famosa tentativa e erro, em conjunto com listas de prós e contras sobre tudo. Aprender a fazer as coisas com paixão no meio de tantos requisitos faz tudo ser muito mais fácil e verdadeiro. Esse processo precisa demonstrar as consequências do que você mais ama. É a autenticidade que se destaca.

Nunca é cedo demais para pensar em estudar fora, pois jamais haverá momento certo para o autoconhecimento (inclusive, a Fundação Estudar tem um ótimo curso para auxiliar nesse processo).

Dicas de como se preparar para estudar fora antes do ano de aplicação:

  • Entenda as suas prioridades

Durante a aplicação, o balanceamento de diversas atividades será necessário e, justamente por isso, entender quais são as suas prioridades o mais cedo possível é algo essencial para o planejamento. Seus valores, paixões e aquilo que mais importa para você precisam estar no topo dos seus planos e dedicação, sempre.

Ademais, esse tempo pré aplicação pode nos ajudar a entender quais são as suas formas de organização. Algumas que eu recomendo são: agenda, Google Calendar, post-it, Notion ou Trello. Lembre-se que não é porque algo parece funcionar para todo mundo que vai funcionar para você também! A sua organização só tem a obrigação de fazer sentido para si mesmo.

  • Descubra a sua área de foco

No meio de tantos caminhos de possibilidades, é muito fácil se perder. Por isso, descobrir aquilo que você não gosta é o primeiro passo para focar em algo específico. Após isso, vamos reduzindo os caminhos cada vez mais, facilitando a nossa trajetória. É completamente normal alterar a sua área menor de foco ao longo do tempo, como a sua major por exemplo, mas ter a oportunidade de explorar as quatro maiores áreas de aprendizado – humanas, biológicas, matemática e linguagens – e começar a limitar os seus caminhos antes do terceiro ano facilita muito na construção da sua narrativa.

  • Aprenda inglês

Se você quer focar em uma só coisa por enquanto, isso precisa ser o inglês. 

“Mas e se eu não tiver dinheiro para pagar um cursinho?”

Se você está lendo esse artigo, você tem acesso a algo muito mais valioso do que um curso: a internet. Com inúmeros sites e aplicativos, aprender inglês sozinho se torna cada vez mais fácil. Além disso, existem projetos sociais que dão aulas gratuitamente! 

A melhor forma de aprendizado e aprimoração de uma nova língua é a imersão. Assistindo filmes legendados, ouvindo música, lendo livros e pesquisando sobre palavras desconhecidas. Mudando a língua dos dispositivos eletrônicos para o inglês. Procurando oportunidades para conversação. Falando sozinha comigo mesma em inglês. Todas essas pequenas coisas ajudam imensamente nesse processo.

  • Estude sobre o processo de aplicação

Sem conhecimento sobre o processo, ficar estagnado se torna comum. Logo, estudar sobre as etapas do processo de aplicação faz com que muitos desafios sejam previamente evitados. Os artigos do portal Estudar Fora, o curso gratuito do Prep Graduação Online e a conversa com pessoas que já passaram pelo processo são as minhas principais recomendações. Eu, particularmente, mantenho um caderno com todas as informações de aplicação que recebo ou vou descobrindo. Assim, tenho uma espécie de banco de dados para sempre que for preciso.

  • Desenvolva (ou fortaleça) o seu envolvimento além da sala de aula

Desde pequena eu sempre fui alguém engajada com o além da sala de aula por conta da minha paixão pela arte. Por outro lado, muito do que eu gostaria de engajar não era comum no meu contexto social, principalmente por conta da falta de informação sobre.

Sempre fui alguém que gostava de realizar muitas tarefas e a application veio para impulsionar o meu desejo de engajamento social ainda mais, graças ao autoconhecimento e as minhas paixões. Além de ser um aspecto importantíssimo da seleção, é nas extracurriculares e nas oportunidades que nos descobrimos como seres humanos completos.

  • Mantenha uma boa vida acadêmica

Principalmente para faculdades mais competitivas, o histórico escolar é de extrema importância. Entretanto, esse tópico vai muito além disso. Manter uma boa vida acadêmica implica na retirada de um grande peso das suas costas. Se você ainda não for um aluno dedicado na escola, ainda dá tempo! Garanto que apenas lhe trará vantagens para os anos consecutivos, especialmente se a sua escola seguir um modelo no qual a matéria do terceiro ano é apenas revisão dos outros anos. 

  • Crie uma rede de apoio

Para se manter produtivo no período de application, é muito importante ter amigos e familiares para te apoiar. Sendo assim, aproveite o seu tempo pré application para criar uma rede de pessoas ao seu redor que podem te ajudar emocionalmente e de forma prática no processo. Lembre-se que você até pode fazer tudo sozinho, mas junto e com apoio é muito mais fácil e divertido.

  • Invista no que te faz bem

A saúde mental é um aspecto importantíssimo para o processo de aplicação. Há tantas obrigações que muitas vezes a cobrança e a ansiedade tomam conta. Seja lendo um livro, saindo com os amigos ou jogando videogame: invista no que te faz bem. é isso que nos permite recarregar e fazer as coisas de maneira saudável. O seu bem-estar deve ser prioridade.

Assim sendo, desejo a todos um ótimo período pré aplicação recheado de autoconhecimento, aprendizados e dedicação constante!

Sofia Signorini é uma jovem carioca de 17 anos que mora no litoral de São Paulo há muito tempo. Arte (especialmente dança e escrita), ciências sociais, educação, impacto social e sentir são o que mais lhe cativam. Sofia é fundadora e diretora executiva do Eclipse Inefável, um projeto social que une educação, arte, cultura e saúde mental, trabalha na LALA, a Academia Latino-Americana de Liderança, e engaja no impacto social de formas diversas. Aos 15 anos, publicou sua pesquisa sobre as consequências do ENEM nas desigualdades educacionais e foi premiada pela Harvard International Review. No seu tempo livre, Sofia pratica yoga, joga RPG, escreve poesia, faz brigadeiro e lê livros.


A coluna acima foi escrita por Sofia Signorini, participante do Prep Program, preparatório da Fundação Estudar com foco em jovens que desejam cursar a graduação no exterior. Totalmente gratuito, o programa oferece orientação especializada sobre o processo de candidatura em universidades de fora do país. Saiba mais e faça sua inscrição aqui.

 

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