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Especial Educação

22.10.13

Por que fazer uma pós em Educação

Por que fazer uma pós em Educação

Mercados público e privado valorizam cada vez mais a qualificação dos profissionais na área, e um título de mestre pode abrir muitas portas

Ter um mestrado nunca foi um diferencial tão grande para quem trabalha ou quer trabalhar na área de educação no Brasil como é agora. Na busca por profissionais cada vez mais ativos e qualificados, muitas instituições públicas e privadas já valorizam – e muito – o título de mestre, seja para professores, pedagogos, recursos humanos, gestores ou pesquisadores.

No município do Rio de Janeiro, por exemplo, a prefeitura lançou em 2012 o programa Líderes Cariocas, que busca identificar talentos e qualificar os funcionários para que possam assumir cargos de liderança na administração pública, inclusive vindos da área de educação. Aos selecionados, são oferecidas oportunidades de estudo em instituições internacionais como Harvard e Columbia. De um lado, o governo espera que os profissionais voltem com ideias inovadoras e mais motivados a contribuir para a transformação da sua cidade. De outro, garante salários mais altos e competitivos.

A própria Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (SME) tem uma série de iniciativas para incentivar a qualificação de seus funcionários. Todo ano, oferece um programa de bolsas de estudo para mestrado e doutorado a professores que tenham um foco de estudo voltado para a sua área de atuação. “Após o curso, os funcionários passam por um processo de enquadramento em que podem subir de cargo e receber um aumento”, conta Maria de Fátima Gonçalves da Cunha, assistente da gerência de formação continuada da SME.

Ela conta que a SME também realiza um concurso anual de monografias, em que o vencedor recebe um prêmio em dinheiro, como uma forma de incentivo à pesquisa e ao aperfeiçoamento. “A rede pública valoriza muito profissionais que procuram se atualizar e buscar novos caminhos para enriquecer sua carreira. Por isso temos tanta preocupação com a qualificação dos nossos próprios funcionários”, afirma.

Segundo o economista americano Eric Hanushek, professor da Universidade Stanford e doutor em economia pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), o sucesso econômico do Brasil depende quase fundamentalmente da qualificação dos seus profissionais de educação. “Pesquisas indicam que o fator mais relevante para o bom desempenho dos estudantes nos mais diversos níveis é a qualidade dos professores”, diz. Para ele, um aluno que tem um mau professor será prejudicado em sua vida acadêmica e também em sua vida profissional, deixando de colaborar para o desenvolvimento do seu país.

E no setor privado?
Enquanto as empresas privadas da área de educação, em um passado próximo, costumavam ser mais familiares, baseadas na filantropia e com tímidas ambições de crescimento no mercado, percebe-se uma expansão ambiciosa de grupos mais profissionalizados, com capital aberto e ligados a fundos internacionais de investimentos. É o caso da Kroton, uma das maiores redes de ensino privadas do Brasil, com 45 anos de atuação. Ela já era pioneira no setor quando incorporou a Anhanguera, em abril deste ano, tornando-se uma gigante mundial.

O vice-presidente de operações Igor Lima, conta que, quando entrou na Kroton, em 2009, o grupo tinha 40.000 alunos e faturava 300 milhões de reais. No final de 2013, o número de alunos deve superar 1 milhão, e a empresa deve faturar mais de 4 bilhões de reais. “Há alguns anos, não era fácil atrair talentos – especialmente do setor da indústria, que é mais maduro – para trabalhar com educação. Hoje, já é possível combinar pessoas com backgrounds variados, pelo menos em empresas grandes e estruturadas como a Kroton.”

Atualmente, a Kroton possui até um programa de trainees para selecionar jovens profissionais das áreas de marketing e varejo, por exemplo, com conhecimentos em retenção do cliente e expansão com custos baixos. E, sem dúvidas, as chances de passar no processo de seleção são maiores para aqueles que têm uma especialização em educação, principalmente no exterior. “Um mestrado fora garante uma bagagem diferenciada e inovadora ao brasileiro. O setor educacional está de olho nisso, pois tem grande interesse na qualificação dos seus profissionais.”

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