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02.06.15

Por que escolhi cursar MBA na London Business School, na Inglaterra?

Por que escolhi cursar MBA na London Business School, na Inglaterra?

Shelly Oliveira, a nova colunista do Estudar Fora, conta como foi parar na melhor escola de business da Europa. Confira!

O MBA veio em um momento que ansiava por um grande salto profissional. Algumas pessoas buscam no curso uma promoção, outros uma mudança de posição e há, ainda, aqueles que querem simplesmente mudar de país. Eu queria os três!

Sou carioca, tenho 29 anos e vim para o MBA em busca de desenvolvimentos profissional e pessoal. Estudei Engenharia de Produção na Universidade Estadual do Rio de Janeiro e durante o curso fiz um intercâmbio na Ecolesdes Mines de Paris, através um convênio entre a UERJ e a ENSMP. A experiência de morar em Paris adicionada ao período em que vivinos Estados Unidos dos 11 aos 13 anos ajudou muito a expandir meus horizontes. O aprendizado proporcionado pela vida no exterior me levou a pensar no MBA.

O MBA veio em um momento que ansiava por um grande salto profissional. Algumas pessoas buscam no curso uma promoção, outros uma mudança de posição e há, ainda, aqueles que querem simplesmente mudar de país. Eu queria os três!

A decisão – Decidir por um MBA não foi de um dia para o outro. Durante minha carreira fui conhecendo profissionais com MBA que admirava e estavam em posições de destaque. Eles sempre me falavam com carinho de suas experiências.

Após conversar muito com essas pessoas, vim decidida a uma coisa… “Aproveitar” meu MBA ao extremo! Sei que você pensou em festas, não é? Bem, isso também faz parte do pacote, mas, na verdade, peso mais se eu estou me dando oportunidade de participar de eventos que expandem meu conhecimento e desafiam minha forma de pensar, guiada pelo que realmente me fascina: aprender sem me cobrar se isso vai me ajudar diretamente no futuro profissional. Outra parte importante desse “aproveitar” é me dar oportunidade de conhecer pessoas. Por exemplo, almoçar com meus novos amigos do MBA e descobrir que diferenças culturais só prevalecem quando há falta de comunicação.

shelly na universidade

Por que a London Business School (LBS)?

Ter morado no exterior no passado me ensinou muito e, quando chegou a hora do MBA, eu sabia que ainda tinha muito a explorar pela Europa. O fato de preferir morar por aqui no médio prazo também pesou. Existem escolas maravilhosas e não posso afirmar que uma é melhor que outra, mas certamente há aquelas que são mais adequadas ao que você busca. Para o que eu queria, julguei a London Business School minha “dreamschool”! O que fez com que o dia em que recebi o e-mail com o “sim” ser um dos melhores da minha vida!

Entre tantos quesitos, listo a seguir o que avaliei ao escolher a LBS:

Depois dessa “eliminatória”, na decisão final pesou a cultura da escola. Para ter uma boa experiência, considero essencial essa sensação de pertecimento

1. Estar entre as 10 melhores do mundo nos rankings acadêmicos – Isso era fundamental, por acreditar que teria mais oportunidades profissionais, seria exposta a um alto nível intelectual tanto dos professores quanto dos alunos. No importante ranking do Financial Times, a LBS é considerada a melhor escola de business da Europa;
2. Ser uma escola de alcance e experiências globais;
3. Ter a duração de 2 anos;
4. Ter oportunidade de fazer intercâmbio;
5. E prioridade de estudar na Europa, apesar de ver as escolas americanas como uma ótima opção.

Depois dessa “eliminatória”, na decisão final pesou a cultura da escola. Para ter uma boa experiência, considero essencial essa sensação de pertecimento. Até para aqueles que se preocupam só com quesitos de carreira e analisam o MBA puramente como um investimento financeiro, acredito que a questão da cultura também é importante. Um dos grandes benefícios de cursar um MBA é poder contar com a rede de “alumni” (ex-alunos). Sentir-se confortável com as pessoas ao redor tem um impacto significativo no seu “network” no longo prazo.

O processo do MBA na maioria das vezes é transformador. Por exemplo, quando me inscrevi para o MBA, a oportunidade de fazer intercâmbio era um fator importante. Na LBS, por volta de 40% da turma de MBA cursam algumas disciplinas em escolas maravilhosas ao redor do mundo! Tenho amigos que ficaram em dúvida entre a LBS, Kellogg e Chicago, ambas nos EUA, durante o processo de admissão e agora têm o melhor dos dois mundos, já que farão intercâmbio nessas escolas.

Mas, quando chegou a hora de aplicar para o intercâmbio, eu não o fiz. Decidi que no próximo ano quero explorar alguns projetos paralelos e que ainda tinha muito para descobrir em Londres, porém, há um ano não imaginaria optar por esse caminho.  Se você quiser ter uma ideia das escolas excelentes que a LBS tem parceria clique aqui.

Próximas colunas – Nas próximas colunas espero falar como foi meu primeiro ano, o que me surpreendeu, o que eu queria saber antes de vir. Sei também que existe muita curiosidade sobre o curso, empregabilidade, oportunidades diversas e financiamento, entre outras. Buscarei abordar estes assuntos e outros que não estão no site da escola. Não irei focar no processo de admissão,já que é semelhanteao processo das escolas americanas. Caso você tenha qualquer dúvida, por favor, inclua sua pergunta nos comentários que tentarei sempre responder.

Espero que ao dividir minha trajetória consiga ajudar quem estiver considerando cursar um MBA fora a pensar no que priorizar. O mais importante é tomar a decisão de acordo com interesses que somente você pode definir. Se estiver nesse momento de prospecção, pergunte a si mesmo: “O que espero de um MBA e o que efetivamente é importante para mim?”

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6C5D51F5-7DA2-442C-8B56-02E9B1DBE972Shelly Luciano de Oliveira é uma carioca cursando o MBA da London Business School, na Inglaterra, onde ganhou uma bolsa de estudos. Ela estudou Engenharia de produção na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e já trabalhou em consultoria e nas áreas de transporte e óleo e gás. Antes de morar em Londres, viveu por dois anos nos Estados Unidos e um na França, sendo essas experiências essenciais em sua formação e decisão de cursar um MBA no exterior. Na LBS, entre outras atividades, é Co-Presidente do Brazil Club.

*Foto: Picnic na London Business School/ Crédito: Arquivo pessoal da Shelly

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