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Mitos e verdades sobre o processo de candidatura para universidades no exterior

Se você já começou a pesquisar sobre estudar fora, provavelmente se deparou com diversas afirmações que geram mais dúvidas do que respostas. Afinal, é verdade que apenas pessoas ricas conseguem estudar no exterior? É necessário se candidatar somente às universidades mais bem colocadas em rankings? E a fluência em inglês precisa ser perfeita?

Para esclarecer essas e outras questões, conversamos com Keyla Carvalho, especialista em applications do Prep Program, da Fundação Estudar. Com base em sua experiência, ela explica alguns dos principais mitos e verdades sobre o processo de candidatura internacional. Confira a seguir:

1. “Só quem é rico consegue estudar fora” — MITO
Hoje, muitas universidades no exterior são bastante generosas com apoio financeiro. Embora contribuir com parte dos custos possa ajudar, todos os anos há estudantes de baixa renda  (inclusive dentro dos padrões brasileiros) que conseguem estudar fora. Programas de apoio e bolsas, como o Líderes Estudar e por diversas universidades, tornam esse objetivo mais acessível tanto na graduação quanto na pós-graduação.

2. “As melhores universidades sempre estão no topo dos rankings” — MITO
Os rankings consideram diversos critérios, como investimento em pesquisa, internacionalização e reconhecimento acadêmico. No entanto, esses fatores nem sempre refletem o que é mais importante para cada estudante. A melhor universidade será aquela que mais se alinha aos objetivos acadêmicos e pessoais de cada candidato.

3. “As atividades extracurriculares são cruciais para quem quer estudar fora” — VERDADE
Especialmente em processos seletivos como os dos Estados Unidos, as atividades extracurriculares são parte essencial da candidatura. Elas ajudam a construir um perfil completo, mostrando quem o estudante é dentro e fora da sala de aula e qual seu potencial para a vida universitária.

4. “Eu devo focar só nas universidades mais renomadas”— MITO
Embora instituições mais conhecidas frequentemente tenham mais recursos, universidades menos populares também podem oferecer bolsas bastante generosas. Ampliar a pesquisa e considerar diferentes opções é essencial para encontrar boas oportunidades.

5. “É possível estudar fora sem ser fluente em outro idioma” — VERDADE
As universidades não exigem fluência perfeita nem ausência de sotaque. O importante é ter um nível suficiente para acompanhar as aulas e se comunicar, já que o desenvolvimento da fluência pode continuar durante a própria experiência acadêmica.

6. “O curso é o principal fator que determina a aprovação — MITO (em parte)
A escolha do curso é analisada em conjunto com o restante do perfil do candidato. Em alguns casos, cursos mais competitivos podem impactar as chances de admissão. Ainda assim, muitas universidades avaliam principalmente o potencial do estudante como um todo, e não apenas a escolha do curso.

7. “As universidades buscam um perfil muito específico” — MITO
Não existe um “perfil padrão” garantido para aprovação. A ideia de que apenas alunos de determinadas áreas, locais ou instituições têm vantagem não é verdade. O mais importante é apresentar autenticidade, valores e habilidades de forma consistente.

8. “O processo de candidatura varia muito entre os países” — VERDADE
Cada país possui exigências próprias. Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Portugal, por exemplo, diferem em aspectos como redações, testes e cartas de recomendação. É possível que o processo mude inclusive dentro do mesmo país, de universidade para universidades. Entender essas diferenças é essencial para evitar candidaturas incompletas.

9. “Você só deve se candidatar para as universidades que tem certeza que vai cursar” — MITO
No momento da candidatura, o estudante ainda não precisa decidir onde irá estudar. Considerar diferentes opções , inclusive menos conhecidas, amplia as chances de encontrar boas oportunidades, incluindo instituições que ofereçam mais apoio financeiro.

10. “Quanto antes você começar, maiores são suas chances” — VERDADE
As universidades analisam o histórico escolar ao longo de vários anos, e construir uma candidatura sólida exige planejamento e tempo, especialmente para desenvolver atividades extracurriculares e preparar bons materiais. Começar cedo torna o processo mais organizado.

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