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14.10.13

Meu mestrado em Harvard: A preparação para as aulas

Meu mestrado em Harvard: A preparação para as aulas

Conheças as diferenças na metodologia de estudos de um mestrado no exterior na coluna de José Frederico dessa semana

Por José Frederico Lyra Netto, mestrando em Harvard

Era pouco mais de meia noite na biblioteca Lamont. Antes de passar para o último texto que eu tinha que ler para o dia seguinte, parei para observar como a biblioteca ainda estava movimentada (além de ser uma biblioteca interessante, o que mais chama atenção na Lamont é o fato de ela funcionar 24hs por dia). Mas se não era época de provas, o que explica este movimento? Embora um leitor mais crítico possa sugerir que os presentes simplesmente não organizaram bem seu tempo, vou advogar a tese de que isso ocorre devido a uma característica marcante do modelo de ensino daqui: a preparação para as aulas é importante e requer boa dedicação de tempo.

Este é um dos posts em que comentarei sobre aspectos interessantes das aulas no meu mestrado em Harvard. Meu primeiro semestre é composto por 5 matérias obrigatórias, chamadas core courses. São elas: Markets and Market Failure (Microeconomia com olhar do setor público), Quantitative Analysis and Empirical Methods (Estatística mais aplicada), Policy Analysis (Análise sobre políticas públicas), Management, Leadership and Decision Making (Gestão, liderança e tomada de decisões) e Negotiation (Negociação).  O vídeo de hoje ocorre no contexto de uma dessas aulas, a de Policy Analysis.

O primeiro aspecto interessante sobre as aulas é a preparação que as antecede. Na orientação, foi comentado informalmente que para cada hora de aula, se espera que o aluno gaste 3 horas estudando – boa parte deste estudo antes de ocorrer a aula. Este tempo pode ser até maior no início, quando ainda estamos nos acostumando com o modelo, e pode diminuir após certo tempo, quando pegamos a “malícia” de ler com agilidade e priorizar os pontos a serem lidos. A aula, consequentemente, perde um pouco do aspecto tradicional de apenas passar conteúdo novo e passa a ser um momento de se aplicar os conteúdos, discutir novas soluções e ganhar intuição sobre o tema. Este modelo, em alguns casos, se aproxima do conceito de flipped classroom, em que o conteúdo é visto em casa e os exercícios são resolvidos em sala, embora ainda alguns aspectos sejam ensinados em aula e muitos exercícios feitos extra-classe. É bastante desafiador, mas bem interessante! No vídeo mostrei um pouco dessa minha experiência na sala de aula. Aproveitem e até a próxima!


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José Frederico – Colunista sobre a experiência de cursar um mestrado no exterior

José_FredericoJosé Frederico é aluno do Master In Public Policy (Mestrado em Políticas Públicas) na universidade de Harvard, sendo bolsista daFundação Estudar e da Fundação Lemann. É formado em Engenharia Mecatrônica pela Unicamp e, desde o começo da graduação, já pensava em estudar fora do país. Foi Presidente da Brasil Júnior (Confederação Brasileira de Empresas Juniores), onde desenvolveu o gosto pelo empreendedorismo, gestão e pelo setor público. É co-fundador do Vetor Brasil, teve experiência como Secretário Municipal (Araguaçu-TO) e compôs o time de educação do estado de Goiás. É aficcionado pela busca de mudanças em escala através do setor público. Natural de Goiânia (GO), é apaixonado pelo sertanejo!

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A coluna do José Frederico é realizada em parceria com a Brasil Júnior, 
Confederação Brasileira de Empresas Juniores, uma organização de jovens que querem transformar o país e buscam fomentar o aprendizado de Gestão e Cultura Empreendedora. Conheça mais AQUI.

 

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